Aqueles turistas que contrataram um seguro para desistir da viagem para os Estados Unidos hoje sabem porque o fizeram e agradecem por isso. Outros passaram a enxergar a vantagem de tal instrumento financeiro depois que a cotação do dólar subiu bastante. O primeiro pensamento neste momento de quem não quis ou não pôde cancelar sua viagem para os EUA é: como cortar os gastos então? O objetivo deste texto é mostrar como é possível viajar com a alta do dólar sem ficar endividado.

Dessa maneira, independente da tentativa de reduzir os gastos, uma vez que será inevitável adquirir a moeda americana, trouxemos algumas dicas que podem ajudar a minimizar o impacto que estas compras de dólar terão no seu orçamento.

Planeje-se!

A principal regra para quem vai viajar: planejamento é fundamental! O ideal é que você comece a se planejar antes de comprar as passagens. Se não for possível, comece pelo menos a partir da compra.

Em um momento econômico instável como esse, em que o dólar segue alto, muitos acreditam que a tendência é que ele “volte ao normal” com o tempo. Porém, esta suposição pode ser fatal, haja visto que ninguém consegue prever o desenvolvimento dos mercados, nem mesmo os analistas do câmbio. Basta você analisar que nenhum especialista antecipou a volta do dólar ao patamar de R$3,50, valor mais alto em mais de 10 anos.

Compre em pequenas parcelas até a data da viagem

Sendo assim, ciente da imprevisibilidade da cotação, a melhor estratégia é distribuir as compras em pequenas parcelas até a data da viagem e comprar uma outra parcela somente quando chegar ao seu destino. Mesmo que a cotação caia posteriormente, não há lugar para arrependimento porque, da mesma forma, ela poderia ter subido e o prejuízo seria maior.

Acompanhe a cotação

Depois que você definir os pequenos prazos em que uma parte do dinheiro para a viagem será adquirido é hora de acompanhar a cotação diariamente. Vários sites fornecem os preços comerciais das moedas em tempo real. Entretanto, saiba que a compra tem que ser feita na cotação do dólar turismo, a qual não é encontrada com tanta facilidade. Mesmo assim, é possível encontrar em sites como dolarhoje.com.br. Normalmente, essa cotação é atualizada apenas uma vez por dia.

O preço que você deve observar é o da venda, o qual significa o valor da oferta do dólar que turistas brasileiros têm que pagar em reais. Vale lembrar que ele sempre será superior à cotação comercial porque inclui impostos, taxas e a margem da instituição.

Bom momento para compra

Quando a cotação em geral aparentar ser baixa e quando a diferença de valor entre dólar comercial e preço de venda do dólar turismo for menos divergente. O último caso caracteriza-se como sinal de estabilidade do mercado, o que traz maior certeza sobre a compra da moeda naquele momento.

Diversifique o risco

Quando se tratar dos meios para levar seus dólares até o destino da viagem, diversificação de risco também é palavra-chave. As formas mais comuns são em espécie, com cartão de crédito, cartão pré-pago e traveler cheque. Cada uma tem suas vantagens e desvantagens.

Dinheiro: embora possa ser desembolsado diretamente, você corre o risco de perdê-lo ou ser roubado e não ter como recuperá-lo. Além disso, pode ocasionar problemas com a Receita Federal, quando o equivalente encontrado for superior a R$10 mil.

Cartão de crédito: a forma mais conveniente de pagamento e de saque. Contudo, o tempo até o faturamento implica o risco de prejuízo de um câmbio menos favorável.

– Cartão pré-pago: fixa a cotação antes da viagem e pode ser bloqueado em casos de roubo, mas é sujeito a 6,38% de IOF.

– Traveler cheques: a forma não eletrônica do pré-pago e são aceitos na maioria dos bancos americanos.

Por isso, recomenda-se uma mistura entre todos estes meios de aquisição de dólar.

Local para trocar

Após todo o planejamento e observação da cotação, chega a hora do câmbio efetivo. No Brasil, os locais mais comuns para troca de real por dólar são os bancos comerciais. No entanto, nem toda agência possui um setor de câmbio. Consulte por telefone as agências próximas à você e, se possível, o valor das taxas e o preço da moeda americana,  pois podem existir diferenças significativas de banco para banco.

A grande maioria dos shoppings e aeroportos também possui casas de câmbio, onde dinheiro em espécie pode ser trocado de forma pouco burocrática e sem fila de espera. Mas, nestes casos, um cuidado redobrado é necessário, já que muitas vezes a velocidade implica em um preço menos favorável. Além disso, não é possível adquirir cartões pré-pagos e traveler cheques nestes locais. Nos EUA, também se encontra casa de câmbio nos mesmos locais e com as mesmas possíveis armadilhas.

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