Com a baixa da taxa básica de juros, o rendimento do FGTS encontra-se maior que o de investimentos ligados à CDI ou à Selic. Em alguns casos, compensa mais deixar o dinheiro parado e não realizar saques.

Vale a pena sacar o FGTS com a Selic a 2,25%? Entenda o rendimento do fundo, que está superior ao CDI

A Selic se encontra no patamar mais baixo da história: 2,25% ao ano. Isso afeta o rendimento de diversos investimentos, tornando, inclusive, o FGTS mais vantajoso.

Antes, o rendimento do FGTS, equivalente a 3% ao ano mais Taxa Referencial (TR) – atualmente igual a zero – era considerado muito baixo.

Então, sempre que possível realizar saques do fundo, o recomendado era que dinheiro fosse retirado e investido em possibilidades mais rentáveis.

Agora, com a taxa Selic baixa, o rendimento do FGTS já supera qualquer aplicação que pague o equivalente ao CDI ou à Selic.

Para saber se compensa ou não retirar dinheiro do fundo, é importante avaliar o perfil do investidor e a necessidade no momento, já que o FGTS não tem boa liquidez.

Saiba quando é recomendado realizar ou não o saque do FGTS.

Quando devo sacar o FGTS, apesar do rendimento?

Apesar de estar atualmente com rendimento maior que a maioria dos investimentos de renda fixa, o FGTS traz um grande problema atrelado: a falta de liquidez diária.

Isso significa que o dinheiro não pode ser sacado quando bem desejado pelo investidor.

O saque só é permitido em casos como demissão por justa causa, aposentadoria e doença grave ou por meio do saque aniversário, para cidadãos cadastrados na Caixa Econômica Federal.

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Este ano, devido à pandemia, também há a possibilidade de realizar o saque emergencial no valor de até R$ 1.045.

Devido ao problema da liquidez, a retirada do FGTS é recomendada dependendo do perfil do investidor.

Caso o cidadão tenha dívidas, é recomendado o saque para que débitos sejam sanados, evitando juros.

A retirada também é recomendada se o investidor ainda não tiver uma boa reserva de emergência

Nesse caso, é interessante retirar o dinheiro e colocá-lo em um fundo com liquidez diária, mesmo que o rendimento seja menor.

Por outro lado, se investidor tiver o perfil mais arrojado e quiser recursos para investimentos mais arriscados e com maior possibilidade de ganho, a retirada também é recomendada.

Quando é melhor não sacar o FGTS?

No caso de trabalhadores que já têm situação econômica estável e uma boa reserva de emergência, pode compensar deixar o recurso rendendo no fundo.

Isso porque lá, quieto, o dinheiro renderá mais que em outros investimentos e fundos de renda fixa.

A não-retirada é mais vantajosa para quem não precisa do dinheiro de forma imediata. 

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Postado em: Investimentos


Escrito por Heloísa Vasconcelos

Jornalista formada pela Universidade Federal do Ceará. Tem experiência na cobertura de economia e cidades e aprende todo dia um pouco mais sobre mercado financeiro. Leitora ávida, apaixonada por literatura.


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