4 sinais de que sua mente está identificada com a escassez

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Existem dois tipos de mentalidade em relação ao dinheiro: uma mentalidade voltada à escassez e outra à abundância. A mentalidade voltada para a escassez é a mais nociva porque ela se retroalimenta e evolui conforme o passar do tempo.

Este artigo tem como objetivo principal gerar consciência de que muitos dos percalços financeiros que acontecem nas vidas das pessoas ocorrem porque elas estão identificadas com a escassez.

Assim, resolvi escrever quatro sinais de que a sua mente está identificada com a escassez. Espero que gostem!

Como reconhecer que a sua mente está identificada com a escassez

 

1 – Não consigo parar de comprar

A mente condicionada para escassez está sempre buscando satisfazer um déficit imaginário, que faz com que a pessoa busque a satisfação dessa necessidade através de aquisições. Ela está sempre buscando algo para adquirir, como se precisasse completar algo que está faltando em sua vida.

Às vezes são pequenos objetos, mas também podem ser grandes aquisições dependendo do grau de rendimentos de cada pessoa. Não tem a ver com classe social, pois existem pessoas ricas que não conseguem ser felizes pela sensação de incompletude, como também existem pessoas muito pobres acumulando um monte de objetos e materiais pelo mesmo motivo.

A compulsão por compras pode estar relacionada com um condicionamento mental voltado para escassez, o qual pode ser consequência de experiências, da infância ou mesmo da idade adulta, que levaram a algum trauma. Pode ser algo de direito legítimo que foi negado, como, por exemplo, leite materno, cuidado, carinho e amor, ou seja, tudo que uma criança precisa ter para crescer emocionalmente saudável.

Dessa forma, essa falta permanece com ela até à vida adulta, quando normalmente pede, inconscientemente, uma compensação. Em decorrência disso, comprar apresenta-se como uma alternativa para compensar o sentimento de que falta alguma coisa.

Uma solução seria, primeiramente, se tornar consciente desse padrão e buscar ajuda profissional terapêutica para ressignificar as crenças causadas por um possível trauma. Além disso, compreender que o problema não está no ato de comprar, mas sim no sentimento de escassez que desencadeia esse desejo.

Podemos dizer que o ato de comprar tem o efeito positivo de amenizar, ainda que temporariamente, o conflito. Nesse caso, que ação positiva (ao invés de comprar) poderia ser feita para também amenizar o conflito?

Talvez seja interessante direcionar o desejo de comprar para aquisição de mantimentos, roupas e brinquedos que servirão de doação para algum orfanato. Essa ação estará completando o que falta para muitas crianças e ao mesmo tempo desenvolvendo no doador a mentalidade da abundância.

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2 – Não consigo poupar

Outro sinal de uma mente voltada para escassez é aquela em que a pessoa exercita a crença de que não consegue guardar dinheiro ou economizar. São crenças do tipo: “o que temos não é suficiente”, ou ainda pronunciamento frases do tipo: “o que ganhamos mal dá para comer”.

Somos o que pensamos e acreditamos. Assim, com pensamentos desse tipo, as realidades são construídas para uma manifestação de escassez. Isso explica porque algumas pessoas se condenam a uma vida de pobreza. As realidades são construídas dentro da nossa mente, depois se materializam. Se pensarmos para mais, geramos abundância. Se pensarmos para menos, geramos escassez.

A crença alicerçada na escassez condiciona a mente a trabalhar dentro de uma realidade de falta, de que não há o suficiente para todos. Com essa mentalidade, a pessoa acaba sempre buscando alternativas que espelhem essa crença, visto que busca coerência entre a realidade criada e a crença. Isso a impede de prosperar e viver numa realidade de maior abundância.

Como exercício para desenvolver uma mente voltada para abundância, a sugestão é criar o hábito de poupar uma parte da renda para um objetivo específico. Algo que a pessoa deseje muito e que tenha grande significado. Se for necessário, ela deve fazer uma poupança forçada, como, por exemplo, um débito automático mensal na conta corrente.

É necessário resistir à tentação de gastar, que, nesse caso, será o maior desafio. Depois de doze meses é possível perceber o volume de dinheiro acumulado  de forma concreta. Isso valida o esforço, incentiva a poupança e aproxima a pessoa do objetivo. Quando temos um objetivo, é mais fácil se manter firme no caminho. Sempre com o pensamento em “mais”, ao invés de “menos”.

3 – Não consigo me desapegar

É muito provável que a pessoa que não consegue se desapegar de suas roupas usadas e vive com o guarda-roupa cheio tenha também uma programação mental voltada para escassez.

Numa primeira análise, poderíamos julgar que ela tem muitas roupas porque gosta de abundância. Isso pode até ser verdade, mas pelo motivo contrário. Ou seja, movida pelo sentimento de que algo vai faltar acaba indo ao extremo da acumulação. Muitas vezes sabe que precisa doar, mas não consegue se desapegar. É justamente pela doação, porém, que se exerce o espírito da abundância. As pessoas generosas normalmente têm uma vida abundante.

A sugestão para esses casos é se questionar quantas roupas, bolsas e calçados eu preciso ter para ser feliz. O objetivo é a felicidade, não é mesmo? Se a resposta for “todas que eu puder comprar”, temos aqui um problema sério de uma mente extremamente voltada à escassez. No entanto, se a resposta for “eu fico muito feliz ao observar a minha coleção de sapatos”, entende-se que a pessoa é um colecionador ou colecionadora. Então, os valores são diferentes, pois essa mente pode estar identificada com um padrão de abundância.

Outra solução para quem está identificado com a escassez é fazer um inventário de todos os itens que compramos com frequência, como, por exemplo, os sapatos, colocando numa planilha o valor de cada um, e depois somar todos os itens para saber o tamanho do valor imobilizado. Pode-se ter uma surpresa ao se constatar que aquela viagem dos sonhos que não se concretiza por falta de dinheiro se deve a esse tipo de imobilização de capital.

Na verdade, o dinheiro não some, mas apenas se transforma em bens e serviços adquiridos. Tudo é uma questão de escolha. Sendo ela, por exemplo, comprar meu trigésimo sapato ou aplicar o dinheiro no mercado financeiro para fazer uma viagem no final do ano. O que trará maior felicidade?

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4 – Dinheiro na mão é vendaval

Existem pessoas que são verdadeiras devoradoras de dinheiro. O dinheiro em suas mãos é gasto numa velocidade incrível. Aqui temos também um caso típico de uma mente voltada à escassez.

As pessoas com essa característica entram num círculo vicioso de gastar antes de ganhar. Normalmente são adeptos do uso intensivo dos cartões de créditos, que possibilita adquirir o bem ou serviço para depois pagar por ele. Essa condição acaba sendo um incentivo ao comprador compulsivo aprisionado pelo sentimento de escassez.

Assim, o salário no momento em que é recebido já está completamente comprometido com os pagamentos dos gastos feitos no passado. Isso resulta em um sentimento de que o dinheiro não é suficiente para a pessoa, alimentando assim a crença de escassez, que a leva novamente a consumir desordenadamente.

A sugestão para esses casos é reverter a situação, passando a comprar somente à vista por algum tempo. Esse hábito fará certamente o dinheiro sobrar no final de mês. Aqui cabe uma pergunta: como começar a pagar à vista se existe uma dívida passada na fatura do cartão de crédito que vai vencer?

Uma boa solução, já testada por diversas pessoas, é aproveitar o décimo terceiro salário e quitar as dívidas passadas e iniciar o ano do ponto zero, ou mesmo vender um bem para o mesmo fim.

O fato é que ao adotar essa estratégia, aliada a um planejamento de consumo, começará já no primeiro mês a sobrar dinheiro. Esse resultado trará consigo a sensação de abundância, que é muito importante na criação de uma nova mentalidade de suficiência.

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