Selic cai mais uma vez, agora para 4,25%, e Copom prevê fim dos cortes

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, que funciona também como uma ferramenta usada pelo Banco Central para o controle da inflação.

Funciona da seguinte forma: quando os juros básicos aumentam, o valor do crédito diminui, assim como o consumo e a inflação.

Entretanto, se o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) sinalizar que ficará abaixo da meta, há espaço para baixar a Selic, barateando o crédito e, consequentemente, contribuindo para o aumento da inflação.

Nova redução da Selic

Nesta quarta-feira (05/02), em decisão unânime, o Copom (Comitê de Política Monetária) baixou a taxa básica de juros de 4,5% para 4,25%, fazendo-a atingir novamente seu menor nível desde sua criação.

Esta já é a quinta vez seguida que o comitê diminui a Selic, desde julho de 2019.

No entanto, os sucessivos cortes feitos na taxa básica de juros parecem com os dias contados, pelo menos foi o que sinalizou o seguinte trecho retirado do comunicado oficial feito pelo Copom:

“O Copom entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária. Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária.”

Em outra passagem, no entanto, percebe-se que a intenção de não mais alterar a Selic também dependerá de outros fatores:

“O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021”.

Impacto da queda da Selic nos investimentos

Na renda fixa e Poupança

Com o novo corte na taxa básica de juros, o efeito prático sobre a Caderneta de Poupança e outros investimentos indexados à Selic é devastador.

Isso porque, com a Selic nesse patamar, tanto a poupança como o Tesouro Selic, por exemplo, retornarão aos investidores valores abaixo da inflação prevista, causando prejuízo.

Segundo, dados divulgados pelo próprio Copom, baseados na pesquisa Focus:

As expectativas de inflação para 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,4%, 3,75% e 3,5%, respectivamente;“.

Desse modo, analisando os números:

  • Rendimento da Poupança ao ano: 2,8%
  • Rendimento do Tesouro Selic (já descontado o IR) ao ano: 3,18%
  • Inflação segundo a pesquisa Focus: 3,4%

Os rendimentos reais, ou seja, descontados a inflação seriam negativos. Dessa forma, o seu dinheiro mesmo investido perderá poder de compra.

  • Rendimento real da poupança: -0,41% ao ano.
  • Rendimento real do Tesoure Selic: -0,21% ao ano.

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No mercado de renda variável

O efeito pode ser contrário no mercado de ações e fundos imobiliários.

Isso porque, com a Selic mais baixa, tanto o crédito fica mais barato, incentivando empresas a crescerem, como diminuem suas despesas financeiras de juros das dívidas indexadas a esse indicador.

O aquecimento das vendas, a expansão das atividades e a diminuição dos valores pagos a título de juros aumentam os lucros das companhias, melhorando, assim, seu valuation e precificação na bolsa de valores.

Os Fundos Imobiliários, também podem sofrer um impacto positivo com mais esta queda da Selic, já que a maioria dos contratos de aluguel é corrigido pela inflação.

Tudo isso reforça o cenário favorável para aplicações em renda variável.


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