Sair das dívidas

Está endividado? Veja 8 erros para NÃO cometer na hora de renegociar dívidas!

Aperto de mãos representando o tema renegociar dívidas
Victor Leitão
Escrito por Victor Leitão

Está endividado? Veja 8 erros para NÃO cometer na hora de renegociar dívidas!

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O segundo semestre do ano normalmente é uma boa época para renegociar dívidas, por isso, se você está com problemas financeiros já é bom ir se preparando para essa época do ano. Pensando no pagamento do 13º salário, bancos e lojistas costumam oferecer melhores condições para ajudar o consumidor endividado a limpar o nome e voltar às compras.

No entanto, na ânsia de tirar o nome dos cadastros de proteção ao crédito, vários consumidores cometem alguns erros que, além de aumentar a dívida, podem inviabilizar seu pagamento.

De acordo com o economista Samy Dana, professor da FGV, deixar de considerar os custos que estão embutidos na dívida e o prazo de pagamento são alguns desses erros.

As tarifas embutidas no financiamento, assim como os impostos e os seguros, podem tornar a prestação mais alta. “É necessário computar todos esses custos”, afirma Dana.

Além das tarifas, o prazo de pagamento também é importante. “Às vezes a taxa oferecida em uma negociação é até baixa, mas o pagamento será feito por um prazo muito mais longo do que o necessário”,  explica o especialista.

Cuidado com a publicidade de alguns produtos!

Nos últimos tempos, os endividados se tornaram alvo recorrente de instituições financeiras. Porém, a planejadora financeira e sócia da Practa Educação Financeira, Rosário Pujado, orienta que deixar-se levar pela publicidade de alguns produtos pode ser outro erro.

Empréstimo que permite ao consumidor “pular” uma parcela, linhas de crédito contratadas sem necessidade de comprovação de renda (destinadas a quem está com o nome sujo) e título de capitalização que sorteia dinheiro para pagamento de dívidas estão entre as opções oferecidas no mercado. “A maioria dos endividados têm a ilusão de que hoje estão apertados, mas amanhã conseguirão sanar a dívida. Isso nunca acontece”, diz Pujado.

Outro problema apontado pela especialista ocorre quando, empolgado com a possibilidade de limpar o nome, o consumidor compromete uma parte muito grande da renda com o pagamento da dívida.

Ela explica que deve-se buscar um acordo viável. “De maneira geral, o endividado não pode comprometer mais do que 30% da renda com o pagamento das dívidas. E esses 30% devem ser considerados após todos os descontos, ou seja, 30% do salário líquido”. Além disso, no limite de 30% devem estar incluídas todas as dívidas, como prestação da casa e do carro, por exemplo.

Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, de nada adianta, também, limpar o nome e correr para fazer novas compras a prazo. “É fundamental reservar dinheiro para o pagamento da parcela. Sair das dívidas é o sonho de muita gente, mas é preciso priorizá-lo.”

Como nos preocupamos com a sua saúde financeira, listamos os 8 erros dos consumidores ao tentar renegociar dívidas, para que você não os cometa. Veja quais são: 

8 erros para NÃO cometer na hora de renegociar dívidas!

 

1. Não reestruturar o orçamento

A primeira coisa que uma pessoa endividada deve fazer é procurar o credor para renegociar o débito. Mas de nada adianta firmar um acordo se o orçamento não for revisto.

“Antes de sair pagando a dívida, é necessário fazer um diagnóstico financeiro”, aconselha o educador financeiro Reinaldo Domingos. É preciso conversar com a família e cortar gastos, para evitar cair em novas dívidas no futuro.

2. Comprometer boa parte da renda com dívidas

É natural que quem tem dívidas queira se livrar delas o quanto antes. Contudo, a planejadora financeira Rosário Pujado alerta: aqueles que comprometem uma parte muito grande da renda com as parcelas dificilmente conseguem pagá-las.

O ideal é que as dívidas (todas elas) correspondam a no máximo 30% do salário líquido do consumidor.

3. Não definir prioridades

O endividado tem que estabelecer prioridades de pagamento, até porque nem sempre será possível quitar todas as dívidas de uma só vez. Domingos sugere que financiamentos da casa e do carro sejam priorizados.

A explicação para isso é que, nesses casos, os bens são dados como garantia, e a falta de pagamento pode fazer o consumidor perdê-los para o banco.

4. Não prestar atenção no prazo

Uma forma interessante de negociar dívidas é pedir que a loja ou o banco reduza os juros cobrados. Entretanto, analisar só os juros ou o valor da parcela não é suficiente. É necessário prestar atenção no prazo de pagamento da dívida.

“É melhor uma dívida de um dia com 100% de juros do que uma dívida de um ano com 95% de juros”, exemplifica o economista Samy Dana. Ou seja: mesmo que a taxa seja mais baixa, a dívida será muito cara se o prazo de pagamento for longo demais.

5. Ignorar custos não explícitos

O endividado não gasta apenas com juros, há outros gastos embutidos em um financiamento, como impostos, seguros e tarifas, que muitas vezes não são claramente informados.

É obrigação do banco ou da loja mostrar o Custo Efetivo Total (CET) do financiamento, que inclui todos esses valores e diz com maior precisão o gasto que o consumidor terá para quitar aquela dívida.

6. Realizar novas compras a prazo

Se o consumidor está inadimplente e consegue renegociar a dívida, seu nome deve ser retirado dos cadastros de proteção ao crédito. Contudo, isso não significa que ele deve se sentir livre para assumir novas prestações.

“É preciso honrar o acordo e reservar dinheiro para as prestações. Sair das dívidas é um sonho e é necessário priorizá-lo para atingir o objetivo”, diz o educador financeiro Reinaldo Domingos.

7. Optar por soluções milagrosas

As instituições financeiras oferecem vários produtos para quem está endividado. Porém, acreditar na sorte ou adiar o pagamento não são as melhores formas de encarar o problema, diz a planejadora financeira Rosário Pujado.

8. Contratar produto para ter desconto

Diversas vezes, ao renegociar uma dívida ou pedir um empréstimo para o banco, o consumidor é informado de que pode ter acesso a uma taxa de juros mais baixa se contratar um cartão de crédito, um seguro ou um título de capitalização.

Vale lembrar que essa prática é proibida. Ademais, o economista Samy Dana explica que pagar por um produto adicional pode fazer o desconto cair por terra.

Veja também:

Como limpar o seu nome: entenda aqui

10 dicas simples para acabar com as dívidas e começar a acumular dinheiro

Como sair das dívidas do cartão de crédito em 5 passos

Curtiu nossas dicas sobre como renegociar dívidas? Já cometeu algum desses erros? Aprendeu com eles e não vai mais cometer? Compartilhe sua história conosco! 

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Sobre o autor

Victor Leitão

Victor Leitão

Victor Leitão, coordenador de marketing do Mobills e editor-chefe do Portal Mobills, tem 26 anos, mora em Fortaleza-CE. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Ceará - UFC e técnico em informática pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - IFCE. Pesquisador incansável dos temas educação financeira e finanças pessoais. Principais hobbies: assistir filmes/séries, jogar futebol/Dota 2 e viajar.