Veja 8 detalhes que você deveria saber sobre o rendimento da poupança na sua conta
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Veja 8 detalhes que você deveria saber sobre o rendimento da poupança na sua conta

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Sabemos que investir e guardar dinheiro é importante, e sempre uma boa prática. E, como muita gente, no momento de fazer isso você certamente pensa na caderneta de poupança, não é?

Contudo, mesmo essa sendo uma aplicação extremamente popular, ainda é grande o número de pessoas — inclusive poupadores — que não sabe como funciona o rendimento da poupança.

De fato, ainda que seja uma ferramenta de informações abertas ao público geral, e tendo suas garantias, é fundamental conhecer sua dinâmica da rentabilidade. Assim, o investidor pode prever seus resultados e saber quais momentos serão os melhores para depósitos, resgates e permanência de valores.

Então, se você quer entender como funciona o rendimento da poupança, continue lendo este post e aprenda tudo o que você precisa saber para aplicar dinheiro na caderneta da melhor forma!

8 detalhes interessantes sobre o rendimento da poupança

1. O rendimento da poupança é calculado de duas formas

Em primeiro lugar, a rentabilidade da caderneta está diretamente ligada ao Sistema Especial de Liquidação e Custódia (a Taxa Selic) e à Taxa Referencial (TR) do Banco Central. Portanto, de acordo com as porcentagens, o cálculo pode mudar.

1.1 Com a Selic baixa

Quando a Selic está abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento aplicado sobre os depósitos é de 70% desse percentual do mês — além da TR do dia de aniversário do depósito.

As alterações mensais da Selic podem ser acompanhadas na tabela da Receita Federal, que atualiza os valores a cada início de mês. Então, basta multiplicar a alíquota do mês por 12 para saber a taxa anual.

Já a Taxa Referencial deve ser consultada sempre no momento da apuração, pois muda diariamente. Nos últimos 15 dias, sua média tem sido de 0,015%.

Um exemplo: no caso de a Selic estar em 0,7% ao mês — o que dá 8,4% ao ano — a caderneta rende naquele mês 0,588% mais a TR do dia de aniversário do depósito. Então, aplicando a nossa média das últimas semanas, essa seria uma rentabilidade mensal de 0,603%.

1.2 E com a Selic alta

Com a Selic acima dos 8,5% ao ano, há rentabilidade fixa de 0,5% para o mês, além da porcentagem de Taxa Referencial.

A Selic do último mês, por exemplo, ficou em 1,11% (13,32% ao ano) conforme a mesma tabela já citada. Nesse caso, o rendimento seria de apenas 0,5%, mais TR do aniversário de depósito do capital.

Após o dia 4 de maio de 2012, essas duas formas de cálculo passaram a vigorar — anteriormente a essa data, apenas a fórmula da Selic alta existia. E, para facilitar o cálculo, você pode utilizar a Calculadora do Cidadão, do Banco Central, automatizada para o rendimento da poupança.

2. A rentabilidade não é fixa e é de difícil previsão

Não há como prever exatamente quanto renderá a poupança em determinado período, pois as alíquotas que a influenciam são voláteis.

Além disso, não somente o cenário econômico influencia a Selic e a TR, mas também o político. Logo, ambas taxas podem sofrer mudanças puramente políticas, por decisão do governo, por exemplo.

Porém, quem quiser ter mais controle sobre as suas economias pode acompanhar o andamento de ambos os cenários e fazer um planejamento aproximado. Por mais que as siglas sejam imprevisíveis, não costumam dar saltos extremos — as médias até algum ponto são confiáveis e úteis.

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Algumas vantagens da poupança

A caderneta possui características interessantes, tanto para quem quer poupar quanto para quem deseja investir sem correr riscos. Nesse último caso, é preciso aplicar o capital por bastante tempo.

3. Há garantia do dinheiro depositado

Mesmo que a instituição financeira que mantém a conta se dissolva ou venha à falência, ou ocorra qualquer coisa do tipo, o cliente não perde seu dinheiro.

A poupança é um dos modelos de aplicação segurados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) do governo federal. Assim, o fundo garante que todo poupador receba seu dinheiro de volta até um máximo de R$ 250 mil investidos.

No entanto, vale lembrar que há uma série de outros investimentos de renda fixa tão conservadores e seguros quanto a poupança, mas que possuem um rendimento bem melhor. Para citar apenas alguns exemplos, temos os títulos públicos do Tesouro Direto, CDBs, LCIs, LCAs e os Fundos de renda fixa (fundos DI).

4. A poupança é isenta de impostos

Além disso, os rendimentos desse tipo de investimento são totalmente livres de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

Ou seja, mesmo que a pessoa deposite R$ 50 mil e tenha uma grande rentabilidade pela alta aplicação, por exemplo, todo o lucro será líquido.

5. Risco de perda direta é muito baixo e a liquidez é permanente

Diferentemente do que ocorre em outros investimentos — como a bolsa de valores, por exemplo — nada é comprado na poupança. Não se detém nenhum ativo que pode ter o preço diminuído ou que, possivelmente, demora a ser convertido em dinheiro por depender de volume de transações.

Então, mesmo que o resgate seja feito em poucos dias, antes da incidência das taxas de rentabilidade, todo o dinheiro aplicado estará disponível imediatamente.

Mesmo assim, ainda há, de forma indireta, um risco de perda. Explicaremos isso a seguir.

Dicas para utilizar melhor a poupança

A caderneta é uma forma simplificada de poupar e investir. Contudo, ainda assim é necessário seguir algumas boas práticas de cuidado com o dinheiro.

6. Acompanhe a movimentação da inflação

A inflação de 2015, por exemplo, fechou em 10,67%; enquanto isso, o rendimento acumulado da poupança ficou em 8,15%.

Isso significa que todo dinheiro mantido na caderneta no último ano pode ser retirado no início de 2016 com rendimentos. Porém, mesmo com a rentabilidade, seu poder de compra foi reduzido.

Trata-se de uma perda indireta, só que menor do que seria deixar o capital parado em conta corrente. Portanto, acompanhar essa movimentação é importante para, diante da falta de resultados, poder escolher outro investimento.

Nesse caso, boas opções de baixo risco, com garantia do FGC e com melhor rentabilidade, são: CDB, LCI, LCA e o Tesouro Direto.

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7. Invista e poupe para o longo prazo

Caso não ocorra a perda indireta, sobre a qual falamos acima, é interessante manter a aplicação pelo maior tempo possível. Mesmo que positivos, os rendimentos em relação à inflação não apresentam grande retorno para o curto prazo.

Aliás, se o resgate for feito em menos de 30 dias, nem sequer ocorrerá a primeira incidência da Selic e da Taxa Referencial.

8. Controle seus aniversários de depósito

Ao resgatar valores, você pode perder rendimentos justamente por não saber quando a rentabilidade é aplicada. Se os depósitos são feitos nos dias 5, 12 e 19, por exemplo, e você saca todo o capital mais os rendimentos no dia 17 de determinado mês, deixa de ganhar toda a incidência que seria possível.

Então, realize os depósitos de preferência sempre no mesmo dia, para ter uma data fixa de ganho do rendimento da poupança.

Como vimos, para conseguir poupar e investir, as suas finanças devem ser muito bem controladas. Então, para entender ainda mais sobre o assunto, aproveite para aprender como fazer o seu controle financeiro pessoal!

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