Mesmo em meio a uma das maiores crises que o mundo já enfrentou, os brasileiros bateram todos os recordes de depósitos na caderneta de poupança.

Em meio à crise, Brasil bate todos os recordes de captação da poupança

Com a crise do novo coronavírus que tomou conta de todo o mundo, o Brasil foi um dos países que sentiram o impacto com muita força. 

Neste período, um dado específico se destacou entre especialistas.

Ao invés da população correr atrás de saques e de recolher os rendimentos, aconteceu um movimento contrário: a caderneta de poupança recebeu um volume de dinheiro nunca recebido antes na história. 

No post de hoje, vamos analisar a situação atual da poupança, explicar o principal “problema” envolvido na ação realizada em massa e analisar o comportamento dos brasileiros em meio ao cenário atual.

Recorde de depósitos aponta um problema

Os brasileiros estão falando mais sobre educação financeira.

Mesmo com pesquisas comprovando que a deficiência nesse assunto é estrutural e vem da infância, os últimos anos foram marcados por maior liberdade para conversar sobre investimento e saúde dos próprios rendimentos. 

Ainda assim, o perfil conservador comprovado pelos aportes mensais de março, abril e maio — os maiores da série histórica de todo o Banco Central — é preocupante. 

No mês de março, foram feitos R$12 bilhões de depósitos, ao mesmo tempo em que a bolsa sofreu perdas que chegaram aos 30%. 

Com a taxa Selic a 2,25% ao ano, os rendimentos da poupança apresentam uma porcentagem baixa, de apenas 1,58% ao ano.

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Geralmente, com a diminuição na taxa básica, o esperado é que menos pessoas recorram a investimentos na poupança, já que o dinheiro vai render de forma ainda pior. 

O que podemos imaginar sobre este movimento, então, é que a educação financeira de fato não falou mais alto, e o apego do brasileiro com a poupança segue firme. Além disso, existe o fator medo. 

Em momentos de incerteza, quando o medo de perder dinheiro para escolhas arriscadas e “menos confiáveis” aumenta, a decisão automática é seguir rumo ao caminho mais confortável.

Além disso, na pandemia, acredita-se que o brasileiro está gastando menos, já que em teoria o isolamento social elimina alguns gastos diários que pesam no bolso. 

Quando somamos a facilidade de aplicar na poupança e o medo de gastar nesse cenário de dúvidas, fica mais fácil entender o fenômeno. 

Relação dos depósitos com a série de auxílios do governo

Quando pensamos no período em que os recordes foram batidos — abril e maio — e a poupança chegou a R$30 e R$37 bilhões de arrecadação, nos lembramos que foi justamente neste período que o Auxílio Emergencial foi criado.

Além dele, também foi criado um programa para trabalhadores formais prejudicados de alguma forma pela pandemia — principalmente com o corte de carga horária ou suspensão de contrato. 

Chamado de Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEM), ele foi responsável por injetar mais de R$11 bilhões em contas poupança, não podendo ser depositado naquelas chamadas de “conta salário”. 

No caso do Auxílio Emergencial, aconteceu a mesma coisa.

A Caixa Econômica Federal, ao anunciar os pagamentos da segunda parcela do auxílio, criou uma nova regra para o depósito do valor: todos os beneficiários seriam contemplados com o dinheiro na conta poupança social aberta pelo banco.

Isso quer dizer, então, que o valor que já ultrapassa os R$90 bilhões em recursos depositados para este programa, foi automaticamente injetado na poupança. 

Necessidade de investir ainda mais em educação financeira

Quando pensamos nesse movimento em massa de recorrer à tradicional poupança, especialistas e pessoas que têm conhecimento do universo financeiro ficam boquiabertas.

Afinal, ao pensar em alternativas como o Nubank — que oferecem 100% do CDI com liquidez diária — ou no Tesouro Direto, imagina-se que optar pela poupança é uma decisão completamente sem pé nem cabeça.

De toda forma, precisamos fazer um recorte da nossa população e entender que o caminho provavelmente ainda é longo e demanda muita paciência e educação financeira.

Querendo ou não, a poupança é algo muito simples, quase que intuitivo, e não é preciso ter muito acesso a conhecimento para investir.

Além disso, você não precisa de internet de qualidade ou de um bom smartphone. 

É preciso lembrar que grande parte da população brasileira vem de um contexto simples, sem educação financeira, com histórico de dívidas e medo de arriscar.

Afinal, como pensar na possibilidade de perder um dinheiro conquistado com tanto suor e dificuldade?

Por isso, podemos ver este fenômeno com certa esperança e necessidade de investir em educação financeira e informações acessíveis para a população como um todo. 

Dessa forma, a poupança não será a alternativa definitiva, mas sim apenas uma porta de entrada rumo a saúde financeira.

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Aprender mais sobre saúde financeira, investimentos e opções para encontrar oportunidades em meio à crise é muito importante e garante aquela segurança que prezamos em momentos de dificuldade.

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Postado em: Notícias


Escrito por Ana Júlia Ramos

Jornalista formada pela Universidade FUMEC de Minas Gerais. Trabalha com Marketing de Conteúdo desde 2016 e encontrou a sua paixão na escrita. O interesse pelo universo das finanças veio junto com a transformação da sua vida financeira: depois de descobrir que é preciso aprender a gastar, decidiu compartilhar conhecimento com o mundo.


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