Sair das dívidas

O perigo de acostumar-se com o endividamento – pare de viver assim!

Ilustração de homem preso ao dinheiro simbolizando o tema Endividamento
Ariane Lopes
Escrito por Ariane Lopes

Entenda o que fazer quando um endividamento que deveria ser temporário torna-se rotineiro e uma parte integrante do orçamento.

O perigo de acostumar-se com o endividamento – pare de viver assim!

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Ao invés de buscar viver livre das dívidas, muitas pessoas estão constantemente em crise financeira, por precisar pagar por inúmeras compras, sejam grandes ou pequenas, feitas com dinheiro que não têm, o que as deixa ainda mais endividadas.

E o que mais assusta é que muitos já se acostumaram a estar sempre endividados, consideram suas dívidas normais e não deixam de comprar por causa delas, assim, não reduzem seus gastos e pior, algumas vezes até passam a gastar cada vez mais.

As dívidas mais comuns são as dos cartões de crédito, financiamento de imóveis, empréstimos e créditos estudantis.

Existem várias linhas de crédito disponíveis no mercado, o problema é quando se olha apenas para o valor mensal a se pagar por elas, o que acaba fazendo com que se assuma dívidas mais caras do que o necessário.

Por exemplo, usar o cheque especial ou o rotativo do cartão de crédito pode parecer uma boa opção em um momento de desespero, mas as taxas desse tipo de transação são as mais altas praticadas no mercado.

Outro problema é estar constantemente trocando uma dívida por outra. Em determinados casos, ao invés de terminar de pagar um financiamento e manter o carro por um tempo, alguns acabam de pagar as prestações e já estão dando entrada em outro carro ou, até mesmo antes disso, trocam uma dívida mais barata por uma mais cara pelo simples fato de desejarem um veículo mais luxuoso.

Dessa forma, um endividamento que deveria ser temporário torna-se rotineiro e uma parte integrante do orçamento.

Além disso, em uma tentativa de se sentir normal, muitas pessoas comparam a quantidade de dívida que têm com a dos outros.

Um exemplo seria se você tem 30 anos e geralmente as pessoas dessa faixa etária possuem determinados bens e estilo de vida, você então usa esse padrão como um “guia” para se sentir mais à vontade com seus níveis de dívida e gastos. Então, ao invés de se concentrar na vida livre de dívidas, você passa a se sentir confortável com seu endividamento, afinal, parece que todos os outros estão no mesmo barco.

No entanto, quem liga para quanto é a dívida das outras pessoas? Essa pessoa é você? Não!

Sendo assim, por que elas deveriam te interessar? Isso não faz sentido!

O fato de alguém ter mais contas a pagar que você não significa que deva se equiparar a ele(a). Não se tem como saber qual a real situação financeira que cada um vive, pode ser que essa pessoa esteja quebrada e você nem desconfia, logo, se basear nos outros para planejar suas finanças pode ser uma receita para o completo fracasso financeiro.

Claro que nem toda dívida é ruim, elas se tornam ruins apenas quando são feitas de forma irresponsável e com altas taxas de juros, o que muitas vezes pode te levar a um buraco financeiro difícil de sair. Além de te impedir de poupar e investir para garantir sua liberdade financeira.

Em algum momento da sua vida você acabou se acostumando com o endividamento? Não se preocupe, aqui você encontrará as dicas para sair do comodismo das dívidas e tornar-se livre delas!

O perigo de acostumar-se com o endividamento

 

Para de pensar que estar endividado é normal

Estar endividado não deve ser algo natural. Apenas imagine como seria se todos estivessem livre das dívidas. Se apenas comprassem o que podem pagar. Se não precisassem recorrer a crédito ou fossem mais seletivos na hora de contratá-lo. Como seria?

Encarar as dívidas como uma parte normal da vida não é a melhor forma de pensar, pois isso levará você a achar que tudo bem se endividar por qualquer motivo e manter-se endividado também se tornará uma situação comum em sua vida.

Você deve se certificar de que pode pagar o que compra, analisando seus ganhos no longo prazo, não focando apenas nas parcelas. Você deve estudar suas compras e diferenciar o que é essencial do que é supérfluo e fazer um planejamento orçamentário mais próximo de sua realidade financeira.

Assim, estará mais propenso a se livrar das dívidas e atingir um estado de liberdade financeira no futuro, ao invés de estar sempre preso na armadilha de gastar todo seu dinheiro pagando contas. Ou, ainda, não conseguir pagar todos os seus gastos no final do mês, que é uma situação ainda mais desesperadora.

Chega de desculpas!

Todo mundo já arranjou uma desculpa para um gasto desnecessário, mas sabendo que elas são apenas um modo de fazer você se sentir melhor com seus descontroles financeiros, não se permita continuar mentindo para si mesmo.

Apenas pense na última vez que você disse: “Eu preciso desse artigo, porque (insira sua desculpa aqui).”

Existem muitas boas razões para contrair dívidas, como também existem muitas justificativas para deslizes de consumo.

O problema de recorrer às desculpas é que esse mau hábito pode te deixar preso a uma situação desconfortável, o que pode significar não alcançar seus objetivos de vida e não se ver livre de dívidas nunca.

Para simplificar, desculpas podem te afastar da vida financeira plena que você deseja. Elas fazem isso quando te estimulam a se endividar de forma irresponsável ou quando usam sua preguiça de controlar suas finanças para te manter longe de planejamento financeiro efetivo – a desculpa nesse caso geralmente é “é muito difícil” ou “eu não consigo”.

Tenha um orçamento

Se você não tem um orçamento ou se tem, mas o mesmo não reflete de forma correta suas finanças, provavelmente esse é o motivo de você não conseguir se livrar das dívidas.

Um orçamento bem feito e realista pode te ajudar a gerenciar melhor seu dinheiro. Sim, um simples pedaço de papel, uma planilha de gastos ou um aplicativo de controle financeiro como o Mobills podem te ajudar a se livrar do endividamento.

Essas ferramentas podem te ajudar a perceber o que há de errado com suas finanças e como consertar seus problemas com dinheiro. Podem, ainda, te ajudar a enxergar claramente o montante de suas dívidas, possibilitando que você trace uma estratégia para zerá-las.

Muitas pessoas têm medo de criar um orçamento, pois criá-lo significa encarar seus gastos de frente. Se esse for seu caso, por favor, enfrente seu medo e decida acabar com as suas dívidas de uma vez por todas com ajuda de um planejamento financeiro.

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Dívidas causam muito estresse

A felicidade que uma compra traz para sua vida não é nada se comparado ao estrago financeiro que um gasto não planejado pode causar nas suas finanças, deixando-o estressado.

Estar sempre endividado pode te levar a:

  • Não se aposentar
  • Não realizar seus sonhos
  • Ter menos dias de folga
  • Ficar estressado por não ter como pagar suas contas

Viver livre de dívidas demonstra que você está no controle de sua vida e de seus desejos.

Caso você decida transformar as dívidas em algo anormal em sua vida, estará apto a se aposentar mais cedo, constituir uma reserva de emergência, planejar as férias dos sonhos em família e muito mais.

Além de se livrar da pressão de estar sempre preocupado com as contas a vencer ou vencidas.

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Seu cartão de crédito não é uma fonte de renda

O limite do seu cartão de crédito, especialmente se for alto, não significa que você terá como pagar por esses gastos.

Seu cartão de crédito não é uma fonte de renda, caso você o trate como tal, o melhor para suas finanças seria livrar-se dele antes que se veja em uma situação difícil.

Assim, o uso consciente do cartão de crédito inclui pagar a fatura cheia e controlar a quantidade de compras parceladas, já que o ideal é comprar só o que se pode pagar. Desse modo, não ter parcelas a perder de vista é a melhor opção.

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Pare de comprar tudo que você acha que merece

Claro que você deve usufruir de seu dinheiro, afinal, trabalha duro para ter o mínimo de conforto e prazer. Porém, não deixe que os impulsos consumistas te façam acreditar que você precisa de itens que na realidade não precisa.

Se você acha que merece tudo, cuidado, essa pode ser uma armadilha fatal para cair no ciclo vicioso de dívidas e parcelas intermináveis no cartão de crédito. Seja realista e consuma apenas o que pode pagar.

Vou usar um exemplo para ilustrar, eu trabalhei com uma moça que era casada, tinha um filho e morava com os pais, pois não tinha dinheiro para sair de casa. Entretanto, ela possuía renegociação de dívidas com dois cartões de crédito e toda oportunidade que tinha comprava cada vez mais supérfluos.

E o mais intrigante, as coisas que ela comprava eram todas de marcas caras, ela não usava bijuterias como eu e minhas outras colegas, por exemplo, ela só usava joias. Agora reflita, aonde o descontrole de consumo pode levar uma pessoa assim?

Simples, se continuar por esse caminho, ela não vai construir nada, apenas uma vida de dívidas e preocupações. Cito esse exemplo, pois se uma mãe de família, com todas as suas responsabilidades, é capaz de ser tão descontrolada com suas finanças, imagina alguém que não tenha toda essa carga.

Pare de misturar necessidades com desejos

Se você não percebe a diferença entre seus gastos essenciais e os supérfluos, isto pode se tornar um grande problema, já que pode te levar a pensar que gastos desnecessários são cruciais para o seu bem-estar.

Lembre-se que as únicas coisas das quais você realmente precisa é de um lugar para morar, roupas, comida e água.

Alguns acreditam que celulares, grandes casas, academia, TV a cabo, entre outros são necessários, mas na realidade não são. Se você só pode manter essas coisas se endividando, então é melhor começar a cortá-las de seu orçamento e da sua vida.

Viver livre das dívidas é muito melhor que comprar coisas desnecessárias e viver afundado nas contas.

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Pare de querer impressionar os outros

Muitas pessoas se endividam para comprar coisas que não podem ter, pelo simples fato de desejar impressionar os outros.

A situação é similar a quando éramos crianças que queríamos aquele brinquedo novo que todos tinham, contudo, não somos mais crianças e esse sentimento de comparação e equiparação deve parar.

O problema em não frear esses impulsos é que eles podem te levar à falência na tentativa de provar pros outros ser algo que não é.

Você deve parar de se preocupar com o que os outros têm e focar no que te faz feliz e no que você realmente pode ter.

Saia do ciclo de endividamento

Você se sente preso em um ciclo de dívidas que parece que nunca terá um fim?

Estar constantemente nesse ciclo pode te levar a experimentar quantidades insanas de estresse, infelicidade, tristeza e sentimentos de desesperança. Ninguém quer vivenciar esses sentimentos negativos.

Quero dizer-lhe, entretanto, que é possível sair do ciclo da dívida e finalmente começar a pagá-las de uma vez por todas.

Além de seguir os outros conselhos listados neste artigo, para sair de um ciclo de dívidas, você precisa:

  • Enfrentar seu problema. Para começar a viver livre de dívidas, você precisa entender por qual motivo não consegue se ver livre dos seus débitos. Ao entender o problema, você pode começar a evita-lo.
  • Saiba o montante de sua dívida. Isso está relacionado ao enfrentamento do seu problema, pois o ajudará a perceber como controlar sua dívida. Irá, ainda, ajudá-lo a entender verdadeiramente qual o tamanho do rombo em suas contas e o que você deve fazer para saná-lo.
  • Comece a pagar a dívida. Pagar a dívida pode diminuir seus níveis de estresse, permitir que você tenha mais dinheiro para investir (como na aposentadoria), parar de pagar taxas de juros e muito mais.
  • Crie um quadro de visão. Uma lembrança visual, como ter seu objetivo financeiro exibido na sua frente, pode motivá-lo a viver livre de dívidas.
  • Inicie um fundo de emergência. Um fundo de emergência pode ajudá-lo a sair do ciclo de endividamento rotativo. Isso ocorre porque se uma emergência surgir, você não será forçado a aumentar seu endividamento para resolver sua situação. Em vez disso, você terá sua reserva de emergência para salvá-lo!

Para finalizar, eu sugiro que você faça uma reflexão sobre os seguintes pontos: Por que você está endividado? Você quer começar a viver livre de dívidas? O que é uma vida livre de dívidas para você?

Se gostou de mais este artigo, deixe seu feedback, ele é muito importante para termos a certeza sobre a relevância do conteúdo produzido.

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Sobre o autor

Ariane Lopes

Ariane Lopes

Ariane Lopes, redatora do Portal Mobills. Formada em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Ceará - UFC e Pós-graduanda em Gestão Pública pela Universidade Católica Dom Bosco - UCDB. Pesquisadora incansável dos temas educação financeira e finanças pessoais. Principais hobbies: assistir documentários, ler, organizar eventos e viajar.