Dados divulgados nesta sexta-feira, 8, pelo IBGE indicam influência primordial no índice da queda de 9,59% nos preços dos combustíveis após pandemia do novo coronavírus, que derrubou a demanda por petróleo no mundo.

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País tem deflação de 0,31% em abril, menor índice desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, apresentou queda de 0,31% em abril. As informações são da Folha de S. Paulo e do G1.

A deflação é a maior desde agosto de 1998 (quando chegou a -0,51%), conforme dados divulgados nesta sexta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esta é a primeira queda desde setembro de 2019, quando o índice apresentou deflação de 0,04% devido ao recuo dos preços de alimentos naquele mês.

A queda acompanha o impacto negativo de 9,59% nos preços dos combustíveis, resultado da diminuição da demanda por petróleo em todo o mundo devido à pandemia do novo coronavírus.

Ainda assim, o IPCA acumula alta de 0,22% em 2020.

Nos últimos doze meses, o acúmulo é de de 2,40%, mas bem abaixo dos 3,30% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

A queda foi maior que a esperada pelo mercado financeiro. Analistas previam recuo de 0,20% em abril. 

A meta do Banco Central para a inflação em 2020 é de 4%, com intervalo de tolerância entre 2,5% e 5,5%. 

O que motivou a queda?

O fator que motivou o maior impacto na variação negativa do IPCA foi a gasolina, contribuindo para o recuo de 0,47 ponto.

O produto teve deflação em todas as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE.

Etanol, óleo diesel e gás veicular também apresentaram queda, de 13,51%, 6,09% e 0,79%, respectivamente. 

A Petrobras anunciou dois cortes no preço da gasolina no período em que o IBGE realizava a pesquisa; em 28 de março, de 5%, e em 20 de abril, de 8%.

A gasolina chegou a ser vendida nas refinarias da estatal por menos de R$ 1 por litro em meados de abril, menor valor desde 2005.

Além dos combustíveis, eletrodomésticos e equipamentos (-3,58%), itens de mobiliário (-2,92%) e energia elétrica (-0,76%) sofreram quedas significativas.


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Preço dos alimentos aumenta

Por outro lado, os alimentos seguiram registrando alta no IPCA, com um aumento de 1,79%, superior ao índice do mês anterior (1,13%).

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Cebola (34,83%), batata-inglesa (22,81%), feijão-carioca (17,29%) e leite longa vida (9,59%) foram os alimentos que apresentaram maior alta. 

“Há uma relação da restrição de oferta, natural nos primeiros meses do ano, e do aumento da demanda provocado pela pandemia de Covid-19, com as pessoas indo mais ao mercado, cozinhando mais em casa”, explica o gerente da pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov.

Já as carnes apresentam queda há quatro meses, com deflação de 2,01% em abril. 

O que caiu e o que subiu?

Alimentação e bebidas: 1,79% (0,35 ponto percentual)

Habitação: -0,10% (-0,02 ponto percentual)

Artigos de residência: -1,37% (-0,05 ponto percentual)

Vestuário: 0,10% (0 ponto percentual)

Transportes: -2,66% (-0,54 ponto percentual)

Saúde e cuidados pessoais: -0,22% (-0,03 ponto percentual)

Despesas pessoais: -0,14% (-0,01 ponto percentual)

Educação: zero (0 ponto percentual)

Comunicação: -0,20% (-0,01 ponto percentual)

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Postado em: Notícias


Escrito por Heloísa Vasconcelos

Jornalista formada pela Universidade Federal do Ceará. Tem experiência na cobertura de economia e cidades e aprende todo dia um pouco mais sobre mercado financeiro. Leitora ávida, apaixonada por literatura.


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