Orçamento pessoal: saiba como elaborar o seu corretamente em 5 passos

A maioria das pessoas acredita que só poderia resolver os problemas financeiros se conseguisse muito dinheiro.

Há até os que apostam na esperança de ser ganhador de um prêmio de loteria para conseguir equilibrar as finanças.

Se você faz parte desse grupo, saiba que o equilíbrio financeiro não depende da quantia de dinheiro que você possui (e muito menos da sorte), mas sim de administrar o seu dinheiro com sabedoria.

Você já procurou, por exemplo, analisar quais são seus rendimentos e todas as suas despesas?

Se a resposta para esta simples pergunta for negativa, você tem que começar o quanto antes a manter o controle de suas finanças.

A tarefa requer certa dose de disciplina e esforço, mas as recompensas são bem mais garantidas do que uma loteria.

Você conseguirá se livrar de dívidas indesejadas, poderá realizar os seus sonhos de consumo e até se preparar para ter uma aposentadoria tranquila.

Neste artigo, você vai entender exatamente tudo sobre o tema orçamento pessoal e ainda verá dicas valiosas para criar o seu.

Então, mãos à obra e atenção às nossas orientações!

O que é orçamento pessoal?

Orçamento é um instrumento de planejamento financeiro feito com o objetivo de prever gastos e organizar as finanças para que estejam em equilíbrio, ou seja, adequar suas despesas as suas receitas.

Assim, ao montar seu orçamento mensal pessoal você passa a:

  • Conhecer a fundo sua situação financeira;
  • Saber quais gastos impactam mais na sua renda, podendo definir se eles são prioritários;
  • Entender como gasta seu dinheiro, isto é, quais são seus hábitos de consumo;
  • Ter oportunidade de antecipar situações imprevistas e se preparar para elas.

Para ter todos esses benefícios, basta seguir os cinco passos que mostraremos ao longo do texto.


Como elaborar um planejamento financeiro pessoal incrível em 13 passos simples


Controle de orçamento pessoal

O ponto chave de um bom orçamento não é ser complexo e cheio de funcionalidades, pois isto de nada valerá se ele não for atualizado constantemente com as informações de receitas e despesas mensais.

Dessa forma, não basta elaborar o orçamento. Manter as informações reais de consumo em dia é primordial para o sucesso do mesmo.

Por isso, encontrar uma forma de controlar o seu orçamento pessoal é tão importante, mas você deve optar por uma que se sinta confortável em realizar com frequência.  

Aplicativo orçamento pessoal

Na minha opinião, a opção mais assertiva para fazer um controle eficiente do seu orçamento são os apps de gerenciamento financeiro.

Com a incrível vantagem de estar sempre com você (evitando esquecimentos) e a facilidade de cadastrar despesas, aplicativos de orçamento pessoal são de grande valia para manter suas informações atualizadas.

Nesse sentido, o Mobills é o melhor app de orçamento pessoal, contando com diversas funcionalidades interessantes, entre elas a de cadastrar orçamentos e definir tetos de gastos para cada categoria de despesa.

Assim, se no seu orçamento mensal o valor destinado para alimentação é de R$ 500,00, quando estiver chegando próximo do limite (80% do valor orçado, no caso R$ 400,00) o aplicativo automaticamente te avisa e você pode controlar melhor os gastos para não ultrapassar o limite.

Ou, pelo menos, ficar ciente de que precisa melhorar a qualidade do gasto nessa categoria.

Além disso, a cada desembolso realizado na categoria, o saldo disponível para esse gasto é atualizado de maneira automática. 

Desse modo, você pode saber de forma simples e prática quanto ainda pode gastar naquele mês em determinado segmento.

Conta, ainda, com gráficos que mostram seu desempenho nos últimos seis meses, ou seja, você pode visualizar facilmente em quais meses gastou mais, em quais ficou abaixo ou na linha do orçado e a média dos meses.

Tem também um gráfico de despesas por dia, no qual você pode constatar em quais dias costuma gastar mais naquela categoria.


Gráfico: a importância de utilizar esta ferramenta no controle financeiro


Planilha de orçamento pessoal Excel grátis

Outra opção são as planilhas de orçamento financeiro pessoal, existem muitos modelos na internet.

No entanto, preparamos uma bem simples e funcional para ajudar você que quer começar seu orçamento e não sabe por onde.

Baixe nossa Planilha para Controle Financeiro Pessoal, aqui.

Nela, você encontrará uma base editável para inserir as informações do seu planejamento.

Não precisa se preocupar em formatar, já está pronta para uso. É só alimentar com os dados das suas contas e, se precisar, adicione e renomeie as categorias.

Aprenda a elaborar seu orçamento pessoal em 5 passos

1º – Calcule todos os seus rendimentos

Grande parte das pessoas quando vão elaborar seu orçamento, começam pelo lado errado, ou seja, pelas despesas, quando o ponto de partida deveria ser as receitas.

Você deve gastar menos do que ganha, certo?

Sendo assim, pode-se dizer que são as receitas (quanto você ganha) que definem o seu poder de consumo. Logo, seus gastos deverão se adaptar a essa realidade.

E o que entra na lista de receitas?

Inclua aqui o seu salário, rendimento com aluguel ou com aplicações financeiras e qualquer outra receita que você obtenha, como uma renda extra.


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2º – Observe melhor seu contracheque (holerite):

Você entende bem o recebimento do seu salário? O contracheque indica inicialmente o salário bruto.

Assim, se a sua remuneração atual (salário bruto) é de R$ 5 mil, por exemplo, isso não significa que esse dinheiro estará efetivamente na sua conta bancária todo mês.

É necessário analisar os descontos (que podem ser adiantamentos, contribuição sindical, convênio médico, imposto de renda, INSS, alimentação, previdência privada e transporte).

Lembre-se: o valor que lhe interessa, no orçamento, é o salário líquido, ou seja, o salário após todos os descontos.

Faça um teste. Responda às questões abaixo e você conseguirá saber o quanto conhece da sua própria receita!

– Qual é o seu salário bruto (antes da incidência dos descontos)?

– Quais os descontos que aparecem no seu contracheque (holerite)?

– Que período de pagamento o seu contracheque cobre?

– Qual o valor atual do seu salário líquido?

– Quanto você estima receber (em salários) anualmente?


Calculadora de salário líquido


Observação: só considere como receita o que você recebe efetivamente, uma estimativa de bonificação ou a possibilidade de receber comissão por um serviço não deve ser considerada. Afinal, ela pode não vir e contar com o dinheiro antes da hora pode ser um problema!

De modo semelhante, limites do seu cartão de crédito e do cheque especial não entram na definição da sua receita mensal.

Não esqueça: o crédito deve ser utilizado de forma consciente.

3º – Analise detalhadamente seus gastos

Então, aqui é o momento de listar todas as suas despesas.

Primeiramente, você deve relacionar as despesas fixas, ou seja, aquelas que não costumam variar. Nessa categoria se enquadram aluguéis, salários de empregados domésticos, prestação do carro etc.

Também é importante refletir muito bem sobre os gastos semi-variáveis (alimentação, conta de luz, água, telefone etc.) e despesas variáveis (roupas, calçados, presentes, viagens, cinema, tarifa bancária etc.).

Procure analisar muito bem os gastos “invisíveis”, ou seja, as pequenas despesas do dia a dia que levam o seu dinheiro sem que você perceba: o cafezinho antes do trabalho, o lanche da escola do seu filho, as revistas que você compra e pouco lê são alguns exemplos.

Para começar, faça uma experiência: aproveite este mês para juntar todos os recibos que receber e, caso identifique algum outro item que merece atenção, inclua-o no seu orçamento.


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4º – Confrontar os valores orçados e reais

Depois de ter criado seu orçamento, é necessário guardar os dados de sua renda e despesas reais.

Essas informações o ajudam a entender quaisquer diferenças entre o valor que você estimou (Orçamento) e o que você recebeu/gastou realmente no mês ou período.

Pode-se dizer que essa é a hora da verdade! Ao comparar o quanto você recebe com aquilo que gasta, você saberá qual a sua real situação financeira e o que poderá fazer para melhorá-la.

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5º – Acompanhar o orçamento, cortar gastos e definir metas

Caso esteja gastando menos ou próximo ao que ganha, vale a pena refletir sobre a qualidade destes gastos.

Se o seu orçamento está equilibrado, mas você ainda não consegue poupar, procure cortar gastos, de forma a guardar e investir ao menos 10% daquilo que recebe.

Tenha como meta montar uma reserva de emergência equivalente a pelo menos seis meses de suas despesas comuns.

No caso de você estar gastando mais do que recebe, não há alternativa, a não ser cortar gastos. Converse com sua a família, todos devem estar envolvidos nesse esforço.

Mesmo que seja o responsável financeiro pela família, você não é o único a gastar, de forma que todos devem estar envolvidos neste objetivo.

Se você se encontra em uma ótima situação financeira, devido a já possuir alguma noção de educação financeira e conseguir poupar parte de seu dinheiro, o próximo passo é buscar investir, para melhorar ainda mais sua renda.


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Como dividir o orçamento em porcentagem

Existem vários métodos de alocação de renda em um orçamento, o primeiro que vamos abordar é o 60-10-10-20.

Método 60-10-10-20

Esse modelo pressupõe que 60% da sua renda seja gasta com despesas básicas, que seria por definição o mínimo para sobrevivência.

Exemplos seriam contas de consumo da casa como água e energia elétrica ou gastos com alimentação.

Dos 40% restantes, 10% devem ser destinados para objetivos de curto prazo e médio prazo (aqueles que serão realizados dentro de no máximo 5 anos). Nesse percentual, entra também a reserva de emergência.

Os outros 10% devem ser alocados em objetivos de longo prazo – realizáveis em um período maior que 5 anos – este percentual servirá para que você programe sua aposentadoria e metas maiores como compra de um imóvel.

E os últimos 20%?

Esses devem ser alocados livremente e podem ser gastos com supérfluos, lazer, viagens. Enfim, como dito o uso é livre.

Se você acha 60% pouco para despesas básicas, ou está vivendo acima do seu padrão de vida ou está considerando básico algo que não é.

Método de Harv Eker

O segundo exemplo foi retirado da filosofia do autor de Segredos da Mente Milionária – T. Harv Eker (leia a resenha do livro, clicando aqui).

A regra que Harv ensina para administrar o dinheiro corretamente é a seguinte: separe todo e qualquer ganho em seis contas. Da seguinte maneira:

  1. 10% para conta da Liberdade Financeira – esse dinheiro não deverá ser gasto em hipótese nenhuma. Ele será usado para investimento e os rendimentos desses investimentos serão os valores que poderão ser gastos, nunca o principal.
  2. 10% para a Conta da Diversão – já esta, deve ser “zerada” todo mês. Exatamente. Você deve “torrar” mensalmente todo o dinheiro que tiver depositado, de um modo que o faça sentir-se rico. Imagine-se, por exemplo, passando um final de semana em um hotel de alta classe. Essa conta é essencial por dois motivos, primeiro ela fortalece o princípio de ser bom recebedor e, em segundo lugar, compensa seu esforço para seguir um plano financeiro. Se essa compensação não for feita, você pode se sabotar por não estar satisfazendo seus desejos de consumo.
  3. 10% para a Conta de Poupança para Despesas de longo Prazo;
  4. 10 % para a Conta da Instrução Financeira;
  5. 50% para a Conta das Necessidades Básicas;
  6. 10 % para a Conta das Doações.

Método dos 6 potes

Outro método bem parecido é o dos seis potes, que funciona da seguinte maneira:

  1. 55%: para gastos básicos;
  2. 10%: para gastos com lazer;
  3. 10%: dinheiro que deve ser utilizado para seu futuro. Você deve guardar essa porcentagem em algum investimento confiável, e só tirar quando estiver independente financeiramente.
  4. 10%: investimentos em educação financeira e crescimento pessoal (livros ou cursos);
  5. 10%: para bens que trazem satisfação imediata, como carro novo, televisão ou celular de última geração, entre outros supérfluos;
  6. 5%: para presentes e caridade.

Método 50-30-20

O último exemplo é a regra dos 50-30-20, onde divide-se a renda em 3 grandes grupos:

Gastos essenciais: aqueles necessários para a sua manutenção no dia a dia, como alimentação, moradia, transporte, saúde e educação; Metade da sua renda (50%) deve ser destinada a eles;

Qualidade de vida: estes gastos não são imprescindíveis, mas permitem que você aproveite mais a vida; 30% da renda deve ser direcionada para isso; 

Prioridades financeiras: se você têm dívidas, a principal prioridade deve ser quitá-las. Se não, poupar para construir sua reserva de emergências. Se você já tem uma reserva financeira, poupe para outros objetivos; 20% da sua renda deve ser reservada a elas.

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Modelo de orçamento pessoal

No quadro abaixo, colocamos um modelo de orçamento, o qual você deve adaptar às suas necessidades.

Vale ressaltar que utilizar um Gerenciador Financeiro como o Mobills pode ajudar bastante nessa tarefa de elaborar seu orçamento, no controle de seus gastos diários e na definição de suas metas financeiras.

  ReceitaOrçamentoReceita / Despesa Real Diferença
Emprego 1R$R$R$
Emprego 2R$R$R$
Receita de aluguelR$R$R$
Rendimento de aplicação financeiraR$R$R$
OutrosR$R$R$
Renda mensal totalR$R$R$
Despesas fixasR$R$R$
Habitação (aluguel, prestação do imóvel, condomínio etc.)R$R$R$
Prestação do carroR$R$R$
Seguro do carroR$R$R$
Empregados (diarista, faxineira, cozinheira)R$R$R$
OutrosR$R$R$
Despesas variáveisR$R$R$
Alimentação – restaurantesR$R$R$
Serviços (água, luz, Internet, gás, telefone)R$R$R$
Roupas e calçadosR$R$R$
ViagensR$R$R$
Lazer (cinema. shows etc.)R$R$R$
Transporte (metrô/ônibus/táxi)R$R$R$
GasolinaR$R$R$
EstacionamentoR$R$R$
Reparos e manutenção carroR$R$R$
Saúde (médicos e remédios)R$R$R$
Presentes e doaçõesR$R$R$
Manutenção e decoração/utensílios moradiaR$R$R$
Cuidados pessoais – esporte, cabeleireiro, perfumariaR$R$R$
Educação (escolas e cursos – por um período longo torna-se despesa fixa)R$R$R$
Despesas mensais totaisR$R$R$

Conclusão

O orçamento é uma ferramenta de planejamento fundamental para que você possa ser bem-sucedido quando o assunto é dinheiro.

Lembre-se também que equilíbrio financeiro não é receita igual a despesa, isso não é saudável financeiramente.

Nessa situação, você pode estar vivendo em um padrão de vida acima do que seu orçamento comporta. Como vimos, seus gastos básicos não devem comprometer mais de 60% da sua renda.

Caso, esse percentual esteja abaixo do que você gasta hoje com este tipo de despesa, cuidado, você deve rever seu orçamento e adequá-lo ao seu padrão de renda.

Por último, a dica é que você utilize um aplicativo de controle financeiro, como o Mobills, para te ajudar a controlar seu orçamento.

Dessa maneira, fica muito mais simples:

Portanto, se ainda não é usuário do Mobills, não perca mais tempo, cadastre-se e comece agora mesmo a mudança na sua vida.

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