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Onde investir com a queda da taxa Selic?

Várias pilhas de moedas simbolizando onde investir com a queda da taxa Selic
Isabella Paschuini
Escrito por Isabella Paschuini

Onde investir com a queda da taxa Selic?

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A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Atualmente, ela está em 12,25% ao ano, mas há apenas cinco meses ela estava no patamar de 14,25% ao ano. Uma queda considerável em um curto período, não é mesmo?

Bom, se você está lendo este texto é porque já deve saber que a Selic é uma referência para diversas outras taxas de juros, desde o rotativo pago quando atrasa a fatura do cartão de crédito até o rendimento de diversas aplicações financeiras.

Então talvez você tenha pensado: se a Selic está caindo, a rentabilidade com os investimentos também está caindo! O que fazer? Onde investir com a queda da Selic?

Vamos apresentar algumas alternativas para responder a essa pergunta, mas é importante que você leia o texto até o final para não dar mole ao realocar seus investimentos, OK?

Onde você deve investir com a queda da taxa Selic?

1) Na própria Selic!

Sim! Vale a pena continuar investindo uma parte grande dos seus recursos em aplicações atreladas à própria taxa Selic. Apesar do ritmo de queda, repare que ela ainda está bem mais alta que a caderneta de poupança, que fechou 2016 rendendo pouco mais de 8%.

Uma coisa importante é você pensar na rentabilidade real, que é a rentabilidade obtida com a aplicação descontando a inflação no período. Isso representa o verdadeiro ganho de poder de compra do seu dinheiro.

Por exemplo, falando novamente dos indicadores do ano passado, a inflação ficou em pouco mais de 6%. Portanto, a rentabilidade real da poupança foi de 8% – 6% = 2% ao ano. (Pois é, se você quer perder dinheiro é só deixá-lo lá paradinho no “conforto” da caderneta de poupança.)

Mesmo com a Selic em 10% ao ano (é o patamar que alguns analistas do mercado financeiro andam prevendo até o final do ano), se a inflação se mantiver na casa dos 6%, o ganho real seria de 10% – 6% = 4%, ou seja, o dobro da poupança!

Com a queda na taxa de juros, a inflação também tende a cair, pois esses dois indicadores econômicos andam na mesma direção. Mas vamos deixar a explicação dessa dinâmica para uma outra oportunidade!

Deu para perceber como ainda vale a pena continuar investindo em Selic, mesmo com a queda dos juros? Mas temos um argumento ainda melhor que a rentabilidade real: é a segurança.

As aplicações financeiras mais seguras do país são os títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional. Sim, aqueles oferecidos no Tesouro Direto!

Um desses títulos, o Tesouro Selic, é considerado ainda mais seguro se observarmos que não sofre oscilação de preços no mercado. Seu rendimento é, adivinhe só, atrelado à taxa Selic! Ou seja, uma ótima opção para manter a maior parte dos seus investimentos com boa rentabilidade e risco muito baixo.

O Tesouro Selic não é a única maneira de investir na taxa básica de juros. Fundos de investimento de renda fixa costumam ser essencialmente compostos por títulos atrelados à Selic. Os CDBs oferecidos pelos bancos, bem como LCIs e LCAs, também remuneram com base em um percentual do CDI, que é um indicador que anda praticamente junto com a Selic. Esses produtos, porém, podem ter rendimentos menos vantajosos dados os custos ou spread bancário altos que costumam ter.

Mas se você busca um pouco mais de diversificação em seus investimentos, estará certo em buscar outras aplicações, como as que recomendamos a seguir.

2) Em títulos prefixados

Aplicações prefixadas são aquelas cuja rentabilidade é definida a priori, por exemplo: um investimento X que rende 10% ao ano.

É uma dinâmica diferente das aplicações pós-fixadas (como as atreladas à taxa Selic), pois no momento do aporte você sabe exatamente qual será o rendimento.

Então pense assim: se a expectativa é que a Selic caia mais e mais e você tem a oportunidade de fixar hoje os ganhos futuros com um título prefixado, parece um bom negócio, certo?

A verdade é que o mercado já reflete a expectativa da queda na Selic nas taxas de retorno oferecidas, então não espere encontrar nenhuma “arca perdida repleta de tesouros” se decidir investir em prefixados! De qualquer maneira, sempre vale a pena diversificar com uma parcela de aplicações prefixadas.

As aplicações mais conhecidas são os títulos do tipo Tesouro Prefixado, do Tesouro Direto, e também CDBs de bancos.

3) Em títulos atrelados à inflação

Esse é um bom investimento independentemente de a Selic estar alta ou baixa, pois os títulos atrelados à inflação sempre protegem o poder de compra do seu dinheiro.

Na prática, o rendimento é a inflação (geralmente medida pelo IPCA) mais uma parcela de juros prefixados. Por exemplo: IPCA + 4%.

Você também pode encontrar um título com essas características no Tesouro Direto! É o Tesouro IPCA+.

4) Em ações ou ETFs

Já pensou em aproveitar a queda da Selic para começar a investir em ações? Tente sempre destinar para as ações uma parcela modesta do seu patrimônio, nada que comprometa seus planos para o curto a médio prazo, pois as chances de você perder dinheiro investindo em renda variável são razoáveis.

Se você não tem tempo para ficar estudando ações e escolhendo uma a uma, pode experimentar a aplicação em ETFs, que são fundos de índices negociados em bolsa. Assim, você pode, por exemplo, aplicar em índices de ações como o Ibovespa ou o IBrX 50 de forma simples e com baixo custo!

Se você gostaria de uma ajudinha para investir em todas essas aplicações de forma automatizada, conheça a Vérios. Lá, você pode criar sua carteira inteligente de investimentos e todo o processo é digital.

***

Agora que você já viu algumas alternativas para continuar investindo bem o seu dinheiro mesmo com a queda dos juros, é importante ficar ligado em duas coisas:

1) Evite ficar movimentando seus recursos investidos. Vamos contar uma coisa que ninguém fala: ficar resgatando seu dinheiro de uma aplicação e colocando em outra só é bom para o banco ou para a corretora. Você terá mais custos com as operações e seus ganhos serão tributados com as alíquotas de impostos mais altas. Vale a pena ter uma carteira diversificada? Sim! Ficar trocando de aplicações todos os meses? Não.

2) Alguns títulos têm oscilação de preços no curto prazo. É o caso do Tesouro Prefixado e do Tesouro IPCA+ (que falamos nos itens 2 e 3, respectivamente). Suponha que você comprou um título prefixado com vencimento em 2023 e rentabilidade de 13% ao ano. Se você se desfizer desse ativo antes do prazo, o rendimento poderá ser diferente, de acordo com os preços praticados no mercado.

Bons investimentos!

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