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Boas opções para você que quer saber onde investir 1.000 reais

Desenho de uma mão empilhando moedas - Onde investir 1.000 reais

Boas opções para você que quer saber onde investir 1.000 reais

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Se você decidiu ler este texto, provavelmente deve estar pensando: qual a melhor forma de investir o dinheiro disponível no meu orçamento?

Antes de mais nada, parabéns pelo seu interesse em investir, e principalmente pela sua iniciativa de poupar 100, 200, 500 ou até mesmo 1000 reais mensais, isso demonstra que você possui maturidade e também controle sobre suas finanças.

No entanto, vamos ao que interessa, uma vez que o seu interesse é saber onde investir 1.000 reais, não é mesmo? Listamos as melhores opções de investimento para esse montante de dinheiro e iremos mostrar a você, confira!

Onde investir 1.000 reais? Veja as melhores opções!

Engana-se quem pensa que é necessário ter muito dinheiro para que se possa investir. Existem opções no universo das aplicações financeiras para todo tipo de pessoa, inclusive aquelas que têm pouco dinheiro disponível.

Reservar mensalmente quantias como R$ 100,00, R$ 500,00 ou R$ 1.000,00 pode ser o suficiente para se construir uma renda razoável, mas isso exige que o investidor tenha disciplina, estude um pouco sobre o mercado financeiro, e claro, disponibilize um pouco de tempo para cuidar dos investimentos.

Segundo Humberto Veiga, Doutor em Economia pela UNB (Universidade de Brasília), você deve se basear em três pilares para escolher o tipo de investimento a fazer: Retorno, Segurança e Liquidez — também chamados de tripé dos investimentos.

O retorno ou a rentabilidade refere-se à remuneração do seu dinheiro. A segurança diz respeito à solidez do investimento, também pode se referir ao risco que o investidor está disposto a assumir. Já a liquidez, está associada à velocidade com que o dinheiro pode ser recuperado, sem que ocorra perda de rendimentos — velocidade com que se pode resgatar o investimento e transformá-lo em dinheiro disponível.

Somando-se esses três fatores ao seu perfil pessoal, você poderá identificar onde investir o seu dinheiro. Contudo, a maioria das pessoas não tem conhecimento acerca de investimentos, retornos e custos.

Portanto, a primeira atitude que um iniciante em investimentos deve ter é buscar informações lendo artigos, livros e assistindo palestras para descobrir qual a melhor e mais correta forma de aplicação do seu dinheiro.

De acordo com Silvio Paulo Hilgert, especialista em investimentos e diretor acadêmico da XP Educação, “para fazer as melhores escolhas o investidor deve saber quais são os produtos disponíveis no mercado e quais são os mais adequados ao seu perfil. É importante, também, ter conhecimento suficiente para entender bem as características de cada produto e seu potencial de ganho, bem como seus riscos”, afirma o especialista.

Augusto Sabóia, planejador financeiro, explica que estudar é a base de tudo nesta área. “Não existe uma receita sobre como aplicar o dinheiro, já que os planejamentos são variáveis para cada investidor e servem para avaliar o mercado e escolher a melhor alternativa”, salienta.

O especialista em finanças pessoais, Mauro Halfeld, acredita que o primeiro passo é fazer uma reserva para emergências, e a poupança seria o destino mais prático e simples para isso, além de permitir o resgate a qualquer instante. Sabóia também aconselha iniciar com a poupança.

Para ambos, ainda que o dinheiro lá depositado demore cerca de 20 anos para dar um retorno interessante, a sugestão é aplicá-lo por um período menor, entre três e cinco anos. Enquanto houver pouco dinheiro disponível, é preciso estar atento e estudar, para realizar investimentos maiores no momento seguinte. Além disso, a poupança é uma das preferidas por quem deseja retorno a curto prazo.

Veja a seguir quais as suas opções de investimento, considerando que você dispõe de até 1 mil reais mensais para investir.

Fundos e CDBs

São aplicações que aceitam investimento inicial menor, mas que cobram taxas de administração maiores, o que corrói o rendimento oferecido pelo produto. Dessa forma, vale avaliar as aplicações antes de investir nelas.

Os fundos DI estão vinculados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e acompanham os juros aplicados nos empréstimos bancários. Esses fundos investem em títulos pós-fixados, baseados na SELIC — índice controlado pelo Banco Central, que tem como finalidade determinar as taxas de juros cobrados no Brasil.

Os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) funcionam como um empréstimo de uma pessoa física a um banco. O investidor adquire os títulos do banco e recebe os juros cobrados nesse empréstimo.

Se as taxas de administração dos fundos DI aplicados por no mínimo dois anos estiverem acima de 1% ao ano, eles deixam de ser competitivos em comparação com a poupança. Por outro lado, investir em CDB compensa se o rendimento for igual ou superior a 100% do CDI, que é o juro praticado nos empréstimos feitos entre os bancos e que segue de perto a taxa básica de juros do país.

O investidor pode, ainda, aceitar correr um pouco mais de risco e escolher entre os fundos de inflação e os de crédito privado. A primeira alternativa consiste em aplicar em NTN-Bs, títulos emitidos pelo Tesouro Nacional com rentabilidade que acompanha a inflação somada a juros pré-fixados — estipulados — no momento da compra (em torno de 3%). Na segunda alternativa enfatiza-se o investimento em títulos emitidos por empresas.

Entretanto, Rossano Oltramari, analista-chefe da XP Investimentos, a qual oferece fundos com aplicação mínima de R$ 1 mil nos dois casos, alerta para os riscos. “Se eventualmente a taxa básica de juros subir, as NTN-Bs podem ficar menos atrativas, o que deve afetar o rendimento dos fundos de inflação. No caso dos fundos de crédito privado, o risco que o investidor vai correr é o risco das empresas”, salienta.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

Esse tipo de investimento engloba títulos de crédito lastreados por crédito imobiliário, garantidos por hipoteca ou por alienação fiduciária de imóvel. Em outras palavras, a LCI é um empréstimo feito pelo investidor para uma instituição financeira que destina o valor para realizar financiamentos no setor imobiliário.

Quando o investidor aplica o dinheiro nessas letras de crédito, ele faz um contrato com a instituição, que garante pagar juros sobre o montante em determinado prazo. Como a LCI é um investimento que remunera em intervalos predefinidos e com taxas previamente determinadas, é considerado um investimento de renda fixa.

Uma das grandes vantagens da LCI é a isenção de imposto de renda para pessoas físicas, fazendo com que esse investimento seja um excelente atrativo para renda fixa. O rendimento da LCI pode ultrapassar o dobro do valor pago pela poupança. Porém, as Letras de Crédito Imobiliário possuem um valor mínimo para ser aplicado — que varia entre instituições financeiras, podendo ser de 500 a 10 mil reais. Além disso, a LCI também possui prazo mínimo para ser resgatada, devendo ser consultado pelo investidor.

O risco deste investimento é extremamente baixo. Na pior das hipóteses, se a instituição falir e não puder pegar o valor, o investidor pode contar com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que protege valores até 250 mil reais por CPF.

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Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

As LCAs também são investimentos de renda fixa, muito similares às LCIs. A diferença é que o financiamento, nesse caso, não é mais o setor imobiliário, mas o agronegócio. Assim como o investimento anterior, também possui baixo risco e alta rentabilidade.

Tanto a LCI quanto a LCA remuneram de acordo com o CDI, que são títulos emitidos por instituições financeiras com o objetivo de transferir recursos entre instituições que têm reserva e instituições que necessitam de capital para repor o seu caixa. Existem também LCI e LCA que remuneram de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Esse investimento também possui os atrativos de não ter incidência de impostos e contar com o Fundo Garantidor de Crédito, mas tem valor mínimo para aplicação e prazo para resgate.

Tesouro Direto

O investidor pode adquirir, pela internet, títulos da dívida pública, que funcionam como notas promissórias emitidas pelo governo. O investidor compra o papel e recebe o dinheiro corrigido por uma taxa de juros, dentro de um prazo de poucos anos ou décadas.

A taxa de juros poderá ser fixada no momento da compra, ou atrelada a algum indicador financeiro, como o índice de inflação IPCA ou a SELIC. Se o comprador quiser resgatar o dinheiro antes do prazo de vencimento, pode revender o título comprado para o próprio Tesouro Nacional.

Segundo Halfeld, aplicar no Tesouro Direto é uma boa alternativa, por ser mais rentável que a poupança e de risco muito baixo. Com um capital mensal a partir de R$ 30 já se pode fazer esse tipo de aplicação. Sabóia acredita, entretanto, que para quem tem R$ 100 ou R$ 500 por mês, não é válido investir em fundos de renda fixa, devido à alta taxa de administração se comparada com a renda.

Atualmente existem diversos títulos à venda. Os indexados ao IPCA podem ter vencimento em 2019 até 2050, pagando juros semestrais ou no seu vencimento. As taxas variam para cada título, que deve ser escolhido de acordo com os objetivos do investidor — que podem ser desde juntar dinheiro para uma viagem de férias até preparar rendimentos para uma aposentadoria tranquila.

De acordo com o especialista da corretora Directa Invest, Bruno Di Giorgi, “essa forma de aplicação é bastante conservadora. O investidor somente passa a correr algum risco no momento em que precisa sacar o dinheiro antes do vencimento.” Isso ocorre porque o Tesouro Nacional aceita recomprar o título, mas pagando o valor de mercado. Eventualmente, o valor de revenda pode estar menos vantajoso que o valor de compra.

Bolsa de Valores

Uma boa opção de investimento é a bolsa de valores. Para isso, é necessário que o investidor estabeleça um propósito, como explica Silvio Paulo Hilgert, especialista em investimentos e diretor acadêmico da XP Educação. “Investir por investir não tem sentido e não motiva o investidor a poupar mais nem a fazer pequenos sacrifícios. Dentre os objetivos podem estar a educação dos filhos, um automóvel ou imóvel, a viagem dos sonhos, a aposentadoria, entre outros”.

A maneira mais simples de aplicar dinheiro em ações é por meio de fundo de investimento em renda variável, comercializado nas agências bancárias. Boa parte deles é atrelada ao índice Ibovespa, o termômetro da Bolsa brasileira, sempre citado quando a imprensa noticia se o mercado de ações subiu ou caiu em um determinado período.

O que torna esse investimento atraente é a diversificação das aplicações. Pode-se, por exemplo, investir em um fundo de ações que envolva vários setores, como bancos, shopping e consumo. A corretora paranaense Omar Camargo Investimentos, para citar um exemplo, tem fundo de ações voltado para o varejo com aplicação inicial de R$ 1.000. Esse fundo é composto por 16 ações, escolhidas entre os setores de consumo e varejo, alimentos, shopping centers e bancos, entre outros.

Já a Corretora Souza Barros criou um programa denominado “Investimento Planejado”, com o objetivo de ajudar o investidor que não tem experiência no mercado a formar uma poupança antes de aplicar os recursos na bolsa.

Até que o valor total seja alcançado, o dinheiro fica investido em títulos do governo e o cliente tem acesso, através da internet, a uma série de palestras sobre o mercado financeiro, com o intuito de que o investidor aprenda a operar sozinho o dinheiro poupado nesse período. No entanto, o investidor precisa estar atento aos altos e baixos da bolsa e contar com o apoio de um agente autônomo de investimento.

Não custa lembrar que ao investir em ações, o cliente fica responsabilizado pelo pagamento de três taxas: a taxa de corretagem, cobrada por cada manobra de compra ou venda do papel, a taxa de emolumentos (lucros eventuais), valor cobrado pelas negociações das ações, e a taxa de custódia, sendo cobrada pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) para guardar os papéis.

Caso queira investir na bolsa de valores, esteja ciente dos riscos de cada investimento. A bolsa permite rendimentos meteóricos, mas também pode fazer com que o investidor perca dinheiro em manobras erradas. Por isso, estude bastante as ações antes de comprá-las e fique atento a todos os acontecimentos que possam impactar o mercado financeiro.

Enfim, seja qual for o tipo de investimento, estudar a área é um passo básico para quem deseja aplicar, ainda que poucas quantias. Simular todas as opções também é um começo importante para saber onde investir.

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