Planejamento Financeiro

Aprenda a montar sua reserva de emergências

Maço de dinheiro simbolizando uma reserva de emergências
Victor Leitão
Escrito por Victor Leitão

Situações inesperadas acontecem a todo momento. Aprenda a contornar os imprevistos com maior tranquilidade.

Aprenda a montar sua reserva de emergências

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Situações imprevistas causadas por aspectos pessoais ou profissionais podem acontecer a qualquer momento e impactar diretamente o orçamento do mês.

Uma cirurgia que o plano de saúde não cobre, um vazamento em casa, os honorários daquele advogado ou a perda do emprego podem causar problemas financeiros e, para ajudar nesses casos, é essencial ter uma reserva financeira para emergências.

As dívidas impagáveis surgem porque a maioria das pessoas não se prepara para imprevistos que exigem o desembolso de uma grande quantia de dinheiro.

Algumas pessoas não fazem uma reserva por achar desnecessário, outras sequer pensaram nisso por desconhecimento, mas uma coisa é fato: ter um fundo emergencial pode tornar sua vida bem mais tranquila.

Nesse sentido, na opinião do planejador financeiro Valter Police Junior, formar um “colchão” financeiro para eventualidades deve ser uma atitude prioritária. Muitos especialistas consideram, inclusive, que a reserva de emergências deve ser o primeiro investimento de qualquer pessoa.

Para Police, “não adianta investir em ações ou pensar na aposentadoria sem antes guardar uma reserva para as necessidades imediatas – senão, o patrimônio formado para outros fins pode ser ameaçado”.

Reserva de emergências: aprenda como montar a sua

 

Por onde começar?

De acordo com André Massaro, consultor financeiro, o padrão de vida da pessoa é um bom parâmetro para saber quanto poupar. Quanto maiores os gastos mensais familiares, maior deverá ser a reserva.

Se pensarmos em um caso de preocupação com o desemprego, o mais confortável seria economizar o valor equivalente a 12 meses de despesas, recomenda ele.

O motivo pelo qual o consultor define esse valor é para que, em caso de perda de emprego, você possa continuar mantendo seu padrão de consumo por um ano, até que sua situação seja restabelecida.

Dessa forma, se a pessoa tiver um gasto mensal equivalente a R$ 1.500,00, ela deve ter uma reserva de pelo menos R$ 18 mil.

Contudo, o tamanho da reserva pode variar de acordo com a sua profissão. “Para funcionários públicos, essa possibilidade é baixa. Portanto, eles podem destinar apenas de 3 a 6 meses das despesas para este fim. Já um funcionário da iniciativa privada, com carteira assinada, tem um risco moderado de perder o emprego, precisando poupar um pouco mais”, afirma Police.

Profissionais liberais, como professores e dentistas, e pequenos empresários são os mais sujeitos a imprevistos. Logo, para eles, o “colchão” de 12 meses de gastos é o mais indicado.

Estabeleça metas realistas

É muito importante estabelecer metas realistas. Utilize um gerenciador financeiro como o Mobills ou monte uma planilha com todos os gastos comuns do mês.

Com isso, será possível chegar ao resultado do quanto você terá disponível mensalmente para a reserva financeira.

Cabe ressaltar, que pode levar alguns meses para completar o investimento, ou até alguns anos. Isso dependerá da capacidade de poupança de cada pessoa. “Uma dica válida é destinar pelo menos 5 ou 10% de sua renda líquida mensal para constituir a reserva”, acredita Massaro.

Se isso não for possível, comece com 1%, depois passe para 2%, 3%, e assim por diante. O importante é começar e tentar aumentar progressivamente até atingir o objetivo (valor) necessário.

Melhor estabelecer uma expectativa alcançável do que se frustrar por não atingir objetivos impossíveis.

Se o valor atingir 10% ou mais, melhor ainda, pois a reserva será montada com maior rapidez. Esse valor pode variar de acordo com o tamanho da família.

Aproveitar as facilidades do cartão de crédito para organizar o orçamento e se beneficiar de descontos e parcelamentos é uma boa opção para aumentar o valor poupado e auxiliar na montagem da reserva financeira.

Momento de utilização

A reserva deve ser utilizada apenas em casos essencialmente emergenciais.

Situações extremas como perda do emprego, doença na família (em que o tratamento não é coberto pelo plano de saúde) ou falecimento do responsável pelo pagamento de contas são exemplos.

Tipo de investimento

No momento de aplicar o dinheiro da reserva financeira, é importante entender que o rendimento não é o mais importante.

O essencial, na verdade, é procurar um investimento seguro, de baixo risco e com liquidez diária – que permita que o valor seja resgatado assim que necessário.

Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e a caderneta de poupança possuem essas características, além de alguns fundos DI.

O consultor Massaro lembra que poupança e CDBs são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que garante valores até R$ 250 mil. Isso significa que, se o banco quebrar, o fundo ressarce o investidor até este limite.

Segundo Massaro, títulos de curto prazo do Tesouro Direto também são uma alternativa. Entretanto, é necessário diversificar a compra de papéis pré-fixados (que remuneram uma taxa acordada previamente) e pós-fixados (que pagam juros conforme a variação do mercado).

Além disso, fique de olho: diferentemente da poupança, alguns tipos de aplicações não deixam seu dinheiro disponível quando você quiser — podem pedir prazo de meses ou até um ano para que você possa movimentar esse dinheiro.

Então, mesmo que você decida deixar parte do dinheiro nelas como forma de investimento, pense em deixar uma parte reservada na poupança para que possa acessá-la imediatamente caso necessário.

Quando sua reserva já for maior, pense em migrar para outros tipos de fundo, tais como o fundo de renda fixa. O retorno financeiro é maior que o da poupança, mesmo com impostos, fazendo com que você ainda ganhe dinheiro com seu fundo de emergência.

diversos investimentos que você poderá fazer e nessa hora cabe estudar mais sobre o assunto ou conversar com um consultor financeiro para conferir qual deles se encaixa melhor com a quantia disponível e com o tempo que você poderá deixar esse dinheiro rendendo (muitos desses investimentos se tornam prejuízo caso você faça retiradas de alto valor a curto prazo).

Outras dicas

Na opinião de Police, um erro bastante comum é comprar um imóvel pensando em usá-lo como reserva de emergência. “Não há garantia de que o proprietário conseguirá vender o imóvel imediatamente”, observa. Não cometa esse erro!

É importante também não confundir “vontade” com “necessidade” para o uso desta reserva. Por exemplo, uma festa para os filhos ou uma viagem de férias devem ser pagas com outros recursos, já que o dinheiro da reserva é destinado para acontecimentos que estão fora dos planos.

Finalmente, após conseguir juntar o valor de sua reserva de emergências, não pare de economizar. Você pode diminuir o percentual de economia por mês, mas não pode deixar de alimentá-lo (até porque você irá utilizá-lo de acordo com as emergências que forem surgindo, então é sempre bom ter um dinheiro a mais guardado).

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Veja também:

Como formar uma reserva para emergências em até 2 anos

8 estratégias para organizar as finanças pessoais

Como economizar dinheiro a partir de hoje: 10 dicas fundamentais

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Sobre o autor

Victor Leitão

Victor Leitão

Victor Leitão, coordenador de marketing do Mobills e editor-chefe do Portal Mobills, tem 26 anos, mora em Fortaleza-CE. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Ceará - UFC e técnico em informática pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - IFCE. Pesquisador incansável dos temas educação financeira e finanças pessoais. Principais hobbies: assistir filmes/séries, jogar futebol/Dota 2 e viajar.

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