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Solucione as suas 7 maiores dúvidas sobre juros de poupança

Mãos colocando dinheiro no cofrinho representando os juros de poupança
Victor Leitão
Escrito por Victor Leitão

Solucione as suas 7 maiores dúvidas sobre juros de poupança

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Sabemos que a poupança é o investimento mais popular do Brasil. E isso se deve principalmente à facilidade envolvida em todo o processo de guardar dinheiro e obter a rentabilidade.

Tal rentabilidade é conseguida por meio dos juros de poupança, que funcionam em cima do montante acumulado. Logo, como a poupança permite aportes a qualquer momento, entender melhor sobre esses juros garante que você monte uma ótima estratégia de rendimento.

Por isso, neste post traremos as respostas para as 7 maiores dúvidas sobre esses juros. Continue lendo e entenda o assunto de uma vez por todas!

As 7 maiores dúvidas sobre juros de poupança

1. Como os juros são calculados?

Em maio de 2012 a fórmula de cálculo dos juros de poupança foi alterada. Desde então, ela depende de uma situação principal: a taxa de juros da economia.

Quando essa taxa de juros é igual ou menor a 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é fixado em 70% da Selic. No caso de uma meta de taxa de juros de 5%, por exemplo, o rendimento da poupança é de 3,5% ao ano.

Já quando a taxa de juros é maior do que 8,5%, o cálculo é dado pela Taxa Referencial, conhecida como TR e fixada pelo governo, acrescida de 0,5,% — que é um valor fixo. Porém, como a TR é um valor muito pequeno, tende a não interferir de maneira muito intensa.

Assim, no caso de uma taxa de juros de 9% ao ano e uma TR de 2%, o rendimento anual fica em torno de 6,37%.

2. Os juros de poupança vencem a inflação?

O valor dos juros da poupança corresponde à sua rentabilidade, indicando o quanto o seu dinheiro passa a valer ao longo do tempo.

Em um país como o Brasil, entretanto, é preciso se preocupar com um ponto: a inflação. Como a inflação leva à perda do poder de compra, é preciso ficar de olho para não terminar perdendo dinheiro.

Em geral, a meta de inflação varia entre 4 e 6%, mas, em 2015, ela atingiu o teto de 10,67%. Assim, considerando que a poupança teve um rendimento de 8,07% no ano, houve uma perda real de 2,60% para quem investiu na poupança.

Por isso, é preciso tomar cuidado. Tenha em mente que, quando a inflação dispara, os juros de poupança tendem a não conseguir cobrir esse valor.

3. Quando é indicado fazer esse investimento?

Outro ponto importante a ser considerado é quando esse tipo de investimento deve ser feito. Mesmo que implique em certa perda de rentabilidade, investidores mais conservadores, que buscam muita segurança, podem adotar a poupança como opção.

Além disso, ela também é indicada para quem precisa de muita liquidez, já que o dinheiro pode ser tirado a qualquer momento sem qualquer burocracia.

Outra questão importante diz respeito ao fato de que esse investimento é mais adequado para quando a taxa de inflação está sob controle, mas os juros estão mais altos. Nesse cenário, sua rentabilidade é maximizada.

De maneira geral, portanto, é possível fazer esse investimento como forma de diversificação e de obter liquidez elevada. E, associada a outros investimentos de renda fixa e variável, ela se torna ainda mais conveniente para garantir segurança.

4. Há incidência do Imposto de Renda sobre juros de poupança?

Uma das grandes vantagens de se investir na poupança e aproveitar os seus juros é que eles são completamente isentos de Imposto de Renda. Com isso, você consegue melhorar relativamente a rentabilidade já que a mordida do leão não alcança esses valores.

E essa é uma vantagem e tanto já que, em comparação a outros investimentos — exceto pelas Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) — praticamente não há investimentos isentos.

Portanto, descontada a inflação, o rendimento real dos juros de poupança não sofre abatimentos quanto à incidência de IR.

5. Ocorre alguma cobrança de taxas?

Outro benefício em relação aos juros de poupança é que eles não incluem o pagamento de taxas diversas. Muitos investimentos cobram taxas de administração, enquanto outros ainda possuem taxas de performance, de carregamento e de retirada.

Com os juros de poupança, por outro lado, isso não acontece, e o investimento é completamente livre desse tipo de cobrança extra. Isso facilita a previsibilidade de recebimentos e também diminui o impacto sobre a rentabilidade.

Ao mesmo tempo, é importante notar que, mesmo com o pagamento de taxas, muitos outros investimentos ainda são mais rentáveis do que o que é oferecido por esses juros.

6. Quais são as desvantagens desses juros?

Ao mesmo tempo em que a poupança é disparadamente o investimento mais popular para o brasileiro, os seus juros trazem algumas desvantagens que precisam ser levadas em conta. A maior delas é, sem dúvidas, a baixa rentabilidade.

Ao pedir a opinião de consultores e especialistas, provavelmente você vai ouvir da maioria que é possível escolher outras opções que têm a mesma segurança da poupança e que contam com muito mais rentabilidade.

Com isso, uma das desvantagens é o fato de que ela não é tão poderosa ou rentável. Outra reside no fato de que investir demais nessa opção limita a sua chance de fazer o investimento em outras aplicações, que poderiam gerar diversificação e rentabilidade.

7. Como melhorar esse rendimento?

Considerando que o rendimento dos juros de poupança é uma das suas desvantagens é necessário buscar formas de melhorar esse valor. Quanto a isso, uma das dicas inclui deixar o dinheiro guardado por um longo período, já que, assim, é possível conter os efeitos da inflação.

Também é importante depositar uma quantia elevada, e os depósitos devem ser feitos, preferencialmente, de maneira concentrada e após o encerramento do mês.

Além disso, manter a disciplina e mexer o mínimo possível no valor guardado auxilia o acúmulo mais fácil de patrimônio. Embora não mudem o valor dos juros em si, essas são práticas que ajudam a acelerar a acumulação de patrimônio.

Enfim, como vimos, os juros de poupança possuem regras específicas quanto ao seu cálculo, e é importante conhecê-las antes de fazer o investimento. Também, vale a pena entender quando é recomendado fazer esse investimento e quais são as suas desvantagens, para garantir uma decisão mais adequada.

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Sobre o autor

Victor Leitão

Victor Leitão

Victor Leitão, coordenador de marketing e especialista em finanças pessoais do Mobills, além de ser o editor-chefe do Portal Mobills. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Ceará - UFC e técnico em informática pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - IFCE. Pesquisador incansável dos temas educação financeira e finanças pessoais. Principais hobbies: assistir filmes/séries, jogar futebol/Dota 2 e viajar.