Finanças Pessoais

O porquê da inércia ser sua maior inimiga financeira

Escultura de homem na água simbolizando o tema Inércia: sua maior inimiga financeira
Ariane Lopes
Escrito por Ariane Lopes

Inércia: a tendência de não fazer nada ou permanecer imutável.

O porquê da inércia ser sua maior inimiga financeira *

*Texto adaptado do conteúdo produzido originalmente pelo site The Balance

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A tendência de manter-se inerte nem sempre é ruim quando falamos de finanças. Por exemplo, no caso de aplicações de longo prazo uma postura “aplique e esqueça-se desse dinheiro” é recomendável, assim como nos fundos de aposentadoria. Entretanto, há situações em que essa postura pode ser extremamente prejudicial para sua saúde financeira.

Permanecer por muito tempo em um emprego que paga pouco, por exemplo, pode significar uma redução substancial no seu potencial de ganhos. Ser incapaz de melhorar ou criar um plano de carreira que possa te tirar dessa situação pode ter um resultado desastroso na sua vida financeira. E, esperar as coisas melhorarem por si só para poupar e investir, pode ser uma receita ainda pior. Bem, o tempo que passa não volta e com ele vão as oportunidades.

Então, como a inércia pode ser quebrada? Inicialmente deve-se reconhecer que não fazer algo é, na verdade, uma ação e uma escolha pessoal e toda ação tem consequências. Muitas vezes, o que nos impede de sair do comodismo é considerar os gastos, o sacrifício ou o custo de oportunidade de fazer algo. Porém, deve-se analisar também o lado oposto, ou seja, os custos de se continuar inerte.

Para resolver esse problema, pensemos na física que aprendemos na escola, especificamente na primeira lei de Newton, que diz que um objeto tende a permanecer em repouso até que aja sobre ele uma força externa. “Quando estamos em estado de inércia precisamos que algo externo venha e nos dê um pequeno empurrão”, diz Sarah Newcomb, economista comportamental no Morningstar.

“A inércia não se resolve sozinha. Você deve tomar uma atitude.”

Veja três maneiras de como a inércia pode te roubar tempo e como superar o comodismo que ela traz.

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Inércia: sua maior inimiga financeira

Esperar para poupar e investir

Dinheiro sobre o solo simbolizando o tópico Poupança e investimento

O problema: lutar contra o lugar comum é por definição difícil de ser feito, particularmente para pessoas que gostam de ter todas as respostas antes de se aventurar em algo.

Contudo, no mundo dos investimentos, não existem respostas cem por cento certas, fazendo com que as pessoas nunca se sintam totalmente preparadas. “Um dos maiores erros das pessoas é procrastinar quando se trata de colocar o dinheiro para trabalhar, porque elas estão com medo de cometer erros e perder dinheiro”, diz Ken Hevert, vice presidente da Fidelity Investments. “Esta é a hora certa para investir?”, “E se os preços caírem?”, “E se eu escolher os investimentos errados?”.

Todas essas questões são pertinentes, mas impossíveis de serem respondidas de maneira cem por cento objetiva. Você terá perdas e ganhos no mercado, mas só começando terá a chance de aprender e fazer dar certo.

Em contrapartida, se você guarda suas economias embaixo do colchão ou na poupança, está no caminho errado, pois a inflação já está te fazendo perder dinheiro.

A solução: Digamos que você tenha R$ 5.000 para investir: em vez de aplicá-lo de uma vez no mercado, você pode investir esses R$ 5.000 aos poucos, colocando seu dinheiro no mercado ao longo do tempo, em intervalos regulares.  Isso, torna o processo emocionalmente mais fácil, porque você está mergulhando um dedo do pé (apenas parte do seu dinheiro) na água ao invés de mergulhar todo de uma única vez.

E você ainda pode usar outra técnica para driblar o medo: a automatização desses depósitos, evitando o sentimento de indecisão a cada aplicação.

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Permanecer por muito tempo em um emprego que paga mal

Homem triste sentado em um banco no parque

O problema: ninguém acorda um dia e decide que vai passar anos trabalhando por menos do que realmente merece. Mas por que mesmo mantendo seus horizontes abertos para novas oportunidades elas não parecem chegar? Isso é explicado pela psicologia como sendo resultado de sua autoestima, afirma o coach financeiro Garret Philbin, fundador do website Be Awesome Not Broke.

“Sua mente se pergunta: eu realmente mereço ganhar mais?”. E quanto mais tempo você permanece nessa situação, mais difícil é sair dela – jovens, prestem atenção: é importante ganhar o máximo que puder o mais cedo possível, mesmo nos estágios iniciais de sua carreira, já que todas suas promoções e propostas que surgirem depois se basearão no seu salário anterior – mesmo que seu empregador em potencial não saiba quanto você ganhava no seu emprego anterior, esse valor provavelmente te influenciará na perspectiva de ganhos em uma nova empresa.

“Se você mesmo não se valoriza, quem vai te oferecer mais pelo seu trabalho?”,  diz Philbin.

A solução: você precisa aumentar o valor que atribui a si mesmo. Uma maneira de fazer isso é começar a perceber suas realizações no trabalho. Analise a descrição de suas atribuições e as expectativas do seu chefe e as compare com o que está ganhando, além de levar em consideração os feedbacks recebidos por seu desempenho e a sua performance, que pode ser avaliada por número de vendas ou outra maneira mensurável. Reúna tudo isso em uma pasta intitulada “realizações” e adicione novas informações todos os anos.

Em seguida, use um site como o PayScale para inserir as suas atribuições, os direitos, a cidade e o tamanho da empresa – isso lhe dará o salário médio de alguém em uma posição similar ou faça uma pesquisa de mercado com amigos e conhecidos. Se você preferir ficar no seu emprego atual (ou com sua empresa atual), peça uma reunião de revisão e apresente seu caso.

Caso sua empresa não possa oferecer o impulso que está procurando, é hora de começar a procurar outras oportunidades. E quando essas oportunidades se transformarem em entrevistas e eles perguntarem sobre seus objetivos salariais, sua resposta deve basear-se na pesquisa que você fez no que vale o seu trabalho – e não no seu salário atual.

Procrastinar seu planejamento financeiro

Relógio de bolso simbolizando o tópico Procrastinar

O problema: muitas pessoas vivem sem dívidas e acreditam que o simples fato de pagarem suas contas em dia as faz feliz. Entretanto, elas dependem de um salário no final do mês para essa “tranquilidade” ser garantida.

O resultado é que não planejam sua vida financeira e são dependentes de uma situação instável, pois se acontecer um imprevisto toda sua vida financeira aparentemente equilibrada vai para o ralo.

O comodismo e a falta de preocupação com o modo como o dinheiro está sendo gasto, só passam a ser um problema, quando por algum motivo – desemprego, gastos imprevistos, chegada de novas despesas – a renda não consegue mais acompanhar as despesas e as dívidas começam a se acumular.

A solução: elaborar um orçamento e monitorar os gastos são pontos-chave para uma vida financeira saudável. Por mais que pareça chato e maçante controlar cada centavo, só assim será possível fazer ajustes no orçamento, começar a constituir uma reserva de emergência e poupar para conseguir sua liberdade financeira – momento em que você não trabalha mais pelo dinheiro, mas ele trabalha para você e a vida de “esperar pelo salário” tem um fim.

Não adie mais a organização das suas contas, esse é o tipo de inércia mais prejudicial para seu futuro.

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Sobre o autor

Ariane Lopes

Ariane Lopes

Ariane Lopes, redatora do Portal Mobills. Formada em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Ceará - UFC e Pós-graduanda em Gestão Pública pela Universidade Católica Dom Bosco - UCDB. Pesquisadora incansável dos temas educação financeira e finanças pessoais. Principais hobbies: assistir documentários, ler, organizar eventos e viajar.