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Big Mac: mais que um lanche, um índice econômico

Foto de fachada do Mc Donald's representando o tema índice Big Mac
Victor Barboza
Escrito por Victor Barboza

Saiba por que o sanduíche mais famoso do McDonald’s se transformou em um índice econômico.

Big Mac: mais que um lanche, um índice econômico

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A McDonald’s Corporation é a maior cadeia de restaurantes de fast food de hambúrguer do mundo. A empresa foi fundada em 1940, nos Estados Unidos, pelos irmãos Richard e Maurice McDonald.

No ano de 1948, os irmãos organizaram os negócios através da implementação de uma linha de produção. Em 1955, o empresário Ray Kroc ingressou na empresa como franqueado e, depois, acabou comprando a rede.

De acordo com o relatório anual que é elaborado pelo McDonald’s para seus investidores, a cadeia possui mais de 36.000 pontos, em mais de 100 países.

Além disso, segundo ranking da Forbes, o McDonald’s foi a nona marca mais valiosa do mundo em 2016, com valor estimado de US$ 39,1 bilhões.

Por conta de todo esse sucesso internacional, a cadeia de restaurantes não só apresenta uma grande importância para a economia mundial, como também teve um de seus principais lanches funcionando como um índice econômico.

Entendendo o índice Big Mac

O índice Big Mac, criado pela revista The Economist em 1986, se baseia na Teoria da Paridade do Poder, que diz que as taxas de câmbio justas entre as moedas dos diferentes países devem se movimentar, de tal forma que, a longo prazo, tenham convergência para uma taxa em que o preço de uma cesta de bens e serviços idênticos seja o mesmo em todos os países.

Porém, os diferentes países possuem diferentes culturas, hábitos alimentares, hábitos de consumos, e por aí vai. Logo, aumenta-se a dificuldade de que diferentes países consumam a mesma cesta de bens.

Sendo assim, uma forma de mensurar isso foi utilizando um produto que deve ser igual e vendido em todos os países, o Big Mac, famoso lanche da rede de fast food McDonald’s, composto por dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola frita e pão com gergelim.

Dessa maneira, a taxa de câmbio entre duas moedas que faz com que o Big Mac custe o mesmo, quando referenciado em dólares americanos, em qualquer país, é a referência de taxa de câmbio justa, sendo denominada Big Mac PPP.

Os preços variam com os custos locais, tais como aluguéis e salários, que costumam ser menores em países mais pobres, da mesma forma que os ingredientes são comercializados entre os países.

A figura abaixo mostra o mapa global, com a variação dos preços do Big Mac, em janeiro de 2017. Os locais onde o lanche é mais desvalorizado, em escala vermelha, são Egito e Ucrânia (lanche por volta de US$ 1,46). Já países com supervalorização, em escala de azul, são Suíça e Noruega (lanche por volta de US$ 5,67).

O Brasil teve, em janeiro deste ano, o Big Mac custando US$ 5,12, equivalente a cerca de R$ 16,50, considerando taxa de câmbio a R$ 3,22 por dólar.

Nos EUA, usando como referência, o lanche custa US$ 5,06. Isso mostra que a suposta taxa de câmbio de equilíbrio deveria ser de R$ 3,26 por dólar, mais alta do que a atual. O Brasil, naquele momento, era o líder absoluto no valor do Bic Mac, com preço 67% maior do que o esperado. O cenário de crise era uma das grandes justificativas disso.

Já no último levantamento, mostrando um processo de retomada da economia, e com o dólar fechando quase abaixo de R$ 3,20, o Brasil possui hoje o 5º Big Mac mais do caro do mundo, custando US$ 5,10. Isso representa uma desvalorização de 3,7% do real em relação à moeda norte-americana.

Índice Big Mac e inflação

Não só o valor do Real comparado ao Dólar, o Big Mac também permite analisarmos a inflação do país. Como este continua sendo o mesmo produto de 20 anos atrás, é possível ver a variação de preço que o lanche teve no decorrer do tempo.

Há 20 anos, comprava-se o sanduíche por R$ 2,75. Hoje, o mesmo produto pode ser adquirido até por R$ 18,50, representando uma aumento de mais de 500%.

Conclusão

O Big Mac, um lanche presente no nosso cotidiano, é capaz de nos mostrar esta relação tão importante que o dinheiro tem com o tempo. O conceito dos juros, tão comentado, pode ser exemplificado com análises como essa.

É importante, então, elaborar um bom planejamento e controle das finanças, principalmente fazendo com que esse efeito que o tempo tem sobre o dinheiro trabalhe a nosso favor (caso dos investimentos), e não que ocorra a desvalorização do nosso próprio capital.

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