Busque ideias inovadoras no exterior para abrir seu negócio

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Desenvolver uma ideia para criar o próprio negócio com serviços que realmente funcionem e que obtenham destaque no competitivo mercado brasileiro, não é fácil. Dessa maneira, não adianta criar apenas mais uma empresa que seja funcional, o empreendedor que quer se destacar nos negócios precisa ter criatividade e desenvolver algo que seja inovador e que facilite a vida das pessoas.

Com esse pensamento é que muitos empresários procuram inspirações em projetos que deram certo no exterior, no intuito de trazer comodidade aos brasileiros. Inovar, nem sempre, significa inventar algo realmente novo. Muitas vezes, fazer de um jeito diferente algo que já existe pode ser tão revolucionário quanto criar algo novo.

Diversos empreendedores criam empresas a partir da experiência que tiveram no exterior e da carência de serviços ou produtos no Brasil. Esse é um dos maiores segredos para uma startup ter sucesso no País, segundo a Associação Brasileira de Startups. “Grandes ideias surgem de uma área ainda não explorada pelo mercado”, afirma Gustavo Caetano, presidente da associação e dono da Sambatech, startup de soluções para vídeos online. Não faltam exemplos bem sucedidos disso no Brasil.

Elencamos alguns empreendimentos e ideias inovadoras que funcionaram muito bem a partir de cases do exterior e que podem servir de inspiração para você. Confira:

Ideias inovadoras trazidas do exterior que podem inspirar você a abrir seu negócio

VAULT – Blindagem arquitetônica

Segurança é o que todas as pessoas buscam. Por isso, a blindagem, que antes era feita apenas nos carros, vem se tornando um serviço muito procurado na construção ou reforma de casas, prédios e empresas. A blindagem arquitetônica pode ser aplicada em um cômodo inteiro ou em portas e janelas, substituindo as grades de ferro. Mas mesmo com algumas empresas dessa especialidade no Brasil, como a VAULT conseguiu se destacar nesse mercado?

O fundador Cristiano Vargas percebeu que havia uma grande demanda, mas que poucas empresas prestavam esse serviço no Brasil. E foi em uma feira de segurança nos Estados Unidos, da qual participou, que ele viu que o nível de produto no mercado americano era extremamente mais avançado do que o brasileiro. Logo, Vargas passou a importar estes produtos em sociedade com um amigo de San Diego. “Trouxemos esses equipamentos e produtos inicialmente porque faltavam produtos similares no mercado nacional”, explicou ele.

Cristiano ressaltou que existem algumas dificuldades em trazer um produto para o país, como custos elevados, burocracia e documentação. Para ele, “muitas ideias boas deixam de virar um bom negócio em função da falta de capital”, salientou.

Mesmo com os obstáculos encontrados no início, o investimento de Vargas foi bem sucedido: “Nenhuma empresa do ramo concorre conosco desde nossa fundação (1995), o que nos deixa com uma vantagem competitiva em função de nossa experiência. Reunimos os projetos blindagem arquitetônica e sistemas eletrônicos integrados”, afirmou.

BIDU – Comparação de seguros online

Após passar dois anos nos Estados Unidos, o empresário Eldes Mattiuzo estava de volta ao Brasil e tinha que fazer novamente a cotação do seguro de seu carro. Acostumado com a agilidade dos sistemas americanos, Mattiuzzo enfrentou diversas barreiras no Brasil: “O sistema era lento e havia a necessidade de fazer a cotação com diversas seguradoras ao mesmo tempo”.

A partir dessa experiência, ele decidiu realizar o sonho de empreender: lançou a startup Bidu (em junho de 2012), que faz a comparação de seguros online, segundo ele, em menos de um minuto. “Acreditei que minha empresa fosse dar certo porque grandes negócios surgem para resolver e facilitar a vida das pessoas”, explica Mattiuzzo.

Contudo, criar um sistema integrado com as seguradoras não foi tarefa fácil, pondera o empreendedor. Para custear o desenvolvimento das funcionalidades do portal, foi necessário receber investimentos de duas empresas: MBS Seguros e Monashees Capital — o montante investido não foi divulgado.

EVENTBRITE – Promoção de eventos

A ideia empreendedora de Pablo Aquistapace veio de Mendoza, na Argentina, o empresário foi contratado pela Fundação Endeavor para organizar eventos no Brasil.

Com dificuldades para realizar o serviço devido à escassez de soluções tecnológicas, o empresário resolveu criar o próprio sistema para organizar eventos corporativos pela internet e, consequentemente, atender o pedido da Endeavor.

Com o sucesso da tecnologia, outras empresas solicitaram o serviço. Foi então que ele trouxe a Eventbrite (antiga Eventioz) para o Brasil — startup que organiza todo o processo de promoção de eventos, desde o envio de convites e a impressão de crachás, até a confirmação de participação.

“Não chegamos nem a fazer pesquisa de mercado. Só fizemos análise de quais tipos de eventos conseguiríamos atender com a nossa ferramenta”, recorda ele.

Hoje, a empresa organiza congressos, eventos esportivos, workshops e eventos de entretenimento, como shows e peças teatrais. O crescimento anual da startup é de 250%.

SYMPLA – Autogerenciamento de festas

Esse é um sistema bastante comum nos Estados Unidos. A ideia de permitir que as próprias pessoas desenvolvam e organizem seus eventos surgiu da experiência de seus fundadores: Marcelo Cartacho e David Tomasella, que perceberam a demanda por um canal de ingressos online para eventos de menor porte, no exterior. “O autogerenciamento é uma tendência mundial nos serviços pela internet, mas ainda pouco conhecido no Brasil” afirmou Rodrigo Cartacho, co-fundador da Sympla.

De acordo com Cartacho, o objetivo da empresa é dar a oportunidade para o usuário criar autonomia. “A ideia é que o usuário esteja sempre no controle. A plataforma resolve todas as questões burocráticas, enquanto o usuário possui toda a base necessária para suprir sua necessidade do começo ao final do processo. Uma base completa e automatizada”, salientou.

Para o co-fundador a dificuldade em criar um projeto inovador é que antes de vender um produto ou serviço, é necessário educar os consumidores: “Eles precisam saber antes de tudo o que é esse produto, para que ou quem serve. E para isso é necessário um investimento e esforços grandes para que só depois você possa realmente iniciar um processo de venda”.

Rodrigo ressaltou que o mercado brasileiro de comércio eletrônico ainda não é suficientemente maduro e exige mais esforços e cuidados. Com o autogerenciamento eles pretendem fazer com que todos os tipos de evento, independentemente do tamanho ou localização, possam ter uma página na internet para que as pessoas realizem as inscrições ou vendas de seu evento online, de maneira simples.

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