Neste momento, ainda há chances de "surfar essa onda" de valorização, no entanto, é primordial a atenção nas escolhas dos ativos.

Saiba quais foram os fundos imobiliários que mais se valorizaram em 2019 e a perspectiva para 2020

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Os FIIs ou Fundos de Investimentos Imobiliários cresceram de forma exponencial durante o ano de 2019.

O movimento de novos investidores nesta categoria acabou resultando em um crescimento de 100% no número de investidores que possuem FIIs em suas carteiras.

E, nesta onda, tivemos fundos que se valorizaram até 169% no acumulado do ano.

O Ifix, que é um índice que acompanha os valores das cotas dos fundos, acumulou uma valorização de 35,98%.

Para se ter uma ideia, o Ibovespa (principal índice de ações da bolsa de valores brasileira), no mesmo período, registou uma alta de 31,58%.

Contudo, o ponto mais interessante é que, mesmo com toda essa valorização, especialistas em investimentos e agências de análises afirmam que o mercado continuará a colher os bons frutos da retomada do crescimento da economia e da queda dos juros.

Assim, o cenário dos FIIs em 2020 continua favorável.

Porém, por ser um produto de renda variável, há riscos em sua negociação, ainda que menores do que outros da mesma categoria, como as ações, que possuem maior volatilidade.

Algo que ocasionou esse grande crescimento dos fundos imobiliários no ano anterior foi a possibilidade de ser investir em imóveis de maneira fácil, até porque uma das principais premissas do brasileiro é que “investir em imóveis é bom”.

Acontece que a maioria dos brasileiros não têm condições financeiras de comprar um apartamento, uma casa ou, até mesmo, um terreno.

É possível começar com valores pequenos

Com os fundos imobiliários, entretanto, basta possuir valores próximos de R$ 100,00 para adquirir cotas dos mesmos e ser “um dos proprietários” dos imóveis dos FIIs.

Desse modo, estes fundos agregam:

  • uma boa rentabilidade (quando bem escolhidos);
  • um dos menores riscos da renda variável;
  • e uma liquidez mais alta do que um imóvel físico, podendo o detentor das cotas vendê-las com facilidade na bolsa de valores.

Ademais, há a vantagem da diversificação, pois o investidor pode aplicar em fundos diferentes se protegendo das flutuações do mercado.


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Como investir em FIIs?

Um Fundo de Investimento Imobiliário é dividido em cotas.

Para adquiri-las, o investidor pode comprá-las no momento em que são lançadas em suas ofertas iniciais públicas (IPO) ou na bolsa de valores (negociadas pelo Home Broker, por exemplo).

As cotas proporcionam ao seu detentor, basicamente, duas possibilidades de ganhos.

A primeira, oriunda dos alugueis dos imóveis que compõe o fundo, valores mensais que são rateados por cotas.

A segunda, diz respeito à valorização das cotas. Porém, este ganho só se efetivará no momento da venda.

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Sendo assim, mesmo que um fundo em sua carteira valorize 200%, isso não significa que esse lucro estará acessível para o investidor, a não ser que seja realizado pela venda.

Fundos Imobiliários e a Volatilidade

No início desta notícia, foi citado um FII que obteve uma valorização de mais de 169% no acumulado de 2019.

O FII Trxe Cor (código XTED11 na Bolsa) é esse fundo, segundo dados da B3 publicados em seu último relatório sobre fundos que traz a consolidação dos resultados até novembro de 2019.

Entretanto, essa valorização toda também foi reflexo de uma recuperação desse ativo, o qual teve uma queda acentuada entre o seu lançamento (em 2012) e a metade de 2017, acumulando uma desvalorização de 62%.

Essa queda ocorreu, principalmente, pelo fundo contar apenas com dois imóveis e dois locatários principais: Petrobrás e Peugeot.

No contexto da crise econômica, enfrentada nos anos seguintes a sua criação, os setores automobilístico e de petróleo foram duramente afetados, levando o fundo a sofrer junto e perder valor.

Esse exemplo, deixa claro duas verdades:

  • analisar bem a composição dos fundos e seus principais locatários é item primordial antes de comprar cotas;
  • a renda variável é um investimento para longo prazo, pois, eventualmente, o mercado voltará a subir.

Tipos de Fundos Imobiliários

Os fundos imobiliários podem ser de papel, tijolo ou misto.

Os de “papel” são aqueles que compram Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), cotas de outros fundos, entre outras opções.

Já os de “tijolo” são aqueles que possuem: galpões logísticos, shopping centers, condomínios residenciais, áreas industriais, por exemplo.

E os fundos mistos são compostos pelos dois anteriores.


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Perspectiva para 2020: A valorização vai continuar?

O crescimento dos fundos em 2019 foi impressionante (veja a tabela abaixo) e fatores como a conjuntura econômica, com a queda dos juros e a retomada da economia, endossam o otimismo dos especialistas.

Fundos Imobiliários que mais se valorizaram em 2019

Tabela com os fundos imobiliários que mais se valorizaram em 2019

É importante lembrar, ainda, que os FIIs estão em época de ascensão.

Diferentemente do período entre 2014 e 2017, quando estes ativos sofreram com a crise e estagnação do setor.

Investindo naquela época, era possível ganhar com praticamente qualquer dos papeis, pois as desvalorizações estavam nas alturas.

Neste momento, ainda há chances de “surfar essa onda” de valorização, no entanto, é primordial a atenção nas escolhas dos ativos.

O mercado de FIIs no brasil, por mais que tenha dobrado no ano anterior, ainda não chega nem a 5%.

Esse número é baixo, pois países com mercado de fundos imobiliários maduros concentram uma parcela de 10 a 20% dos valores negociados na renda variável.


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Postado em: Notícias


Escrito por Ariane Lopes

Ariane Lopes, redatora do Portal Mobills. Formada em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Ceará - UFC e Pós-graduanda em Gestão Pública pela Universidade Católica Dom Bosco - UCDB. Pesquisadora incansável dos temas educação financeira e finanças pessoais. Principais hobbies: assistir documentários, ler, organizar eventos e viajar.


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