Quais o melhores investimentos para seu fundo de emergências?
Banner convidando para conhecer o sistema Mobills Web

O fundo de emergências é unanimidade entre as dicas de todos os educadores financeiros, diz-se que ele deve ser o primeiro investimento de qualquer pessoa e a minha opinião não é diferente.

Se você ainda não entende o conceito, ele consiste basicamente em guardar o montante equivalente a pelo menos 6 meses de despesas mensais para caso você venha a enfrentar um período de dificuldade financeira.

Conseguir juntar dinheiro em um fundo para emergências significa ter maior condição de superar as situações adversas que a vida nos impõe.

Sem ter que lançar mão do uso do cheque especial (ou outros instrumentos de crédito que têm altas taxas de juros, como o rotativo do cartão de crédito) toda vez que for necessário gastar em ocasiões inesperadas.

Mas uma dúvida bastante comum sobre esta reserva financeira é qual o investimento é mais adequado para ela.

A verdade é que os brasileiros que já se preocupam minimamente com as suas condições financeiras e poupam visando formar um fundo de emergência estão um passo à frente da grande maioria do população, que sequer sabe o que é isto.

Porém, muitos ainda cometem o erro de deixarem a reserva para emergência na poupança. Normalmente, isso ocorre porque eles pensam somente na liquidez e não consideram a rentabilidade.

Se você já cometeu este erro e por isso está buscando saber quais o melhores investimentos para o seu fundo de emergências, você está lendo o artigo correto, porque vou te mostrar opções bem mais vantajosas que a caderneta.

Detalhe: tão seguras quanto ela.

Então, não deixa de ler este post até o final, tenho certeza que ele vai te ajudar.


Quer formar seu fundo de emergências muito mais rápido? Use o Mobills!


Fundo de emergências: quais os melhores investimentos?

 

Liquidez e rentabilidade

É claro que a liquidez é sim um fator fundamental quando estamos tratando do assunto fundo de emergências.

Pela imprevisibilidade de quando o dinheiro destinado para esse fim poderá ser necessário, os recursos devem ser de fácil acesso.

Sendo assim, eles devem ser aplicados em um produto de investimento que tenha alta liquidez e baixo risco, para que você possa pôr e tirar o dinheiro com tranquilidade.

As opções mais sugeridas são Tesouro Selic, fundos de renda fixa, CDB, LCI e LCA, pela maior rentabilidade, se comparadas com a caderneta de poupança.

Como eu já fiz questão de explicitar na introdução, não é indicado que você deixe seu dinheiro na caderneta pelo simples fato de que os investimentos anteriormente citados são tão seguros quanto e possuem melhores rendimentos.

Outra observação interessante é que a alta liquidez impacta diretamente na rentabilidade, portanto, um investimento para a montagem de um fundo de emergência, dificilmente terá uma rentabilidade muito acima do CDI.

Nos próximos tópicos, vou explicar um pouco melhor cada um destes tipos de investimento, para que você possa tomar a decisão de investimento com um maior embasamento.


O passo a passo para construir seu plano de investimentos


Tesouro Selic (LFT)

As LFT são títulos do tesouro nacional, também chamadas de Tesouro Selic, porque o rendimento delas é atrelado à performance da taxa SELIC (a taxa básica de juros da economia brasileira).

Em resumo, a SELIC é a taxa mínima de juros do país, serve também para definir os juros dos empréstimos entre bancos e das aplicações feitas por estas instituições em títulos públicos federais.

Veja a variação sofrida pela taxa desde de 2009 e em 2018 (03/01 a 28/12/2018)

Fonte: Banco Central do Brasil (https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/taxaselic)

Perceba que a SELIC durante o ano ficou estável e abaixo dos 7%.

A liquidez do Tesouro Selic é classificada como D+1, ou seja, o Banco Central se compromete a comprar qualquer título em um dia útil.

Além disso, ele tem baixa volatilidade. Então, o preço de aquisição é muito próximo do preço de venda. Proporcionando pequenas perdas em caso de resgate.

CDB

O CDB é um título de renda fixa emitido por bancos com o intuito de angariar recursos para financiar suas atividades.

Em outras palavras: é como se você emprestasse dinheiro ao banco e, ao final do prazo combinado, o valor retornasse para você acrescido de juros.

Essa dinâmica parece estranha à primeira vista e pode dar a impressão de que seu dinheiro não está seguro, mas investir em CDB tem risco muito baixo.

Isso porque você estará assegurado pelo Fundo Garantidor de Crédito. Assim sendo, mesmo se o banco que você investiu falir, o Fundo te garante até R$ 250.000 por CPF e por instituição.

Em termos de liquidez, os CDBs têm resgate diário, ou seja, após solicitado o dinheiro cai na conta no mesmo dia.

A rentabilidade, por sua vez, costuma chegar a até 100% do CDI em algumas corretoras, mas nas instituições bancárias normalmente é mais baixa.


CDB: o que é e como investir?


LCI e LCA com liquidez diária

A sigla LCI significa Letra de Crédito Imobiliário, um tipo de título de Renda Fixa geralmente emitido por bancos. O grande diferencial deste investimento é que ele só pode ser destinado para financiar as atividades do setor.

A LCI ocorre de forma bem parecida da LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). Ambos funcionam como um empréstimo bancário, só que neste caso é o banco quem toma o empréstimo.

Quando você faz uma aplicação neste tipo de investimento é como se você emprestasse dinheiro para representantes do agronegócio ou atividades imobiliárias (a depender do título), através de um banco ou corretora, e recebesse de volta seu capital somado aos juros após o prazo combinado.

Funciona de modo bem parecido com o CDB, mas a grande vantagem é a isenção de imposto de renda.

Transformando seus rendimentos brutos em líquidos. Assim, além de um bom rendimentos e boa liquidez, ainda conta com a ausência de taxas.

Nos títulos de LCI/LCA, geralmente existem dois tipos de prazo:

Prazo de vencimento: É a data em que o investidor receberá de volta o valor que aplicou mais os juros acordados no início do contrato.

Prazo de carência: é o prazo mínimo que o dinheiro deve ficar aplicado. Antes que ele termine, não é possível resgatar o capital sem perder rentabilidade.

A LCI/LCA possui um prazo de carência mínimo de 90 dias, estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Isso quer dizer que, durante três meses o dinheiro precisa ficar aplicado.

O que torna a LCI/LCA uma opção de investimento interessante apenas para quem não irá precisar resgatar o dinheiro antes deste prazo.

Vale ressaltar que, assim como o CDB, contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Fundo de renda fixa

Os fundos de renda fixa são baseados principalmente em títulos de renda fixa (no mínimo 80% do patrimônio investido) como, por exemplo, títulos do Tesouro Direto.

O que o torna diferente é o fato dele ser gerido por um especialista que busca diariamente – através de alocação de ativos e análises de desempenho – uma maior rentabilidade.

Existem fundos bem atrativos nessa modalidade.

Contudo, para fins de constituição de reserva de emergência, é bom procurar fundos que tenham liquidez de D+1, para que no caso de um imprevisto financeiro não haja problemas.

É importante ressaltar, que esses fundos não são cobertos pelo FGC. Sendo assim, muita atenção na análise do emissor.


Como formar sua reserva para emergências em até 2 anos


Fundos DI

É um fundo de investimento baseado na taxa DI ou próprio CDI. Desse modo, a composição é feita com ativos de renda fixa indexados ao CDI.

Este é outro tipo de investimento que pode ser usado para guardar o fundo de emergências.

Porém, assim como os fundos de renda fixa citados anteriormente, o DI não é assegurado pelo FGC. Cabendo ao investidor analisar o rating do emissor para se resguardar de possíveis falências.

Outra dica é analisar a taxa de administração e a taxa de performance presente em alguns fundos, para saber se vale a pena o custo-benefício.

Depois de montar seu fundo de emergência qual o passo seguinte?

Primeiro, você deve separar suas metas de curto, médio e longo prazo para saber quais serão os investimentos e valores que deve realizar para alcançar cada objetivo.

Metas como aposentadoria, primeiro milhão, comprar um carro ou até fazer uma viagem por ano são as mais comuns.

Descobrir qual o seu perfil de investidor também é importante para decidir quais opções de investimentos mais combinam com você.

É interessante começar a buscar informações sobre essas outras formas de investimento ainda quando estiver poupando para sua reserva de emergência, pois quando chegar a hora de se aventurar por novos caminhos você já terá o conhecimento teórico para começar.

A diversificação da carteira é uma das maiores aliadas em boas rentabilidades.


Os 10 erros que atrapalham a tão sonhada independência financeira


Conclusão

O fundo de emergências é recomendado para todos.

Os brasileiros geralmente não costumam se preparar para o futuro e isso se reflete nas altas taxas de endividamento e de recorrência a empréstimos.

Estar preparado para as adversidades além de ser uma maneira de encará-las de modo mais tranquilo é também uma forma de salvaguardar suas finanças.

Um único evento não programado pode comprometer sua vida financeira por anos.

Portanto, comece a fazer sua reserva de emergência e escolha os melhores investimentos para proteger seu dinheiro da inflação e permitir que ele se multiplique.

Um pequeno passo como esse pode mudar drasticamente o modo como você encara suas finanças e pode criar um compromisso em melhorar continuamente suas estratégias de poupança e investimento.


LEIA TAMBÉM:

Aprenda a montar sua reserva de emergências


Banner convidando pra conhecer o Mobills Web

Comentários