Com a provável queda da taxa Selic de 3% para 2,25%, que deverá ser confirmada na próxima quarta (17/06), a poupança passará a render praticamente a metade do FGTS, valendo mais a pena deixar o dinheiro no fundo.

Cansado de ler? Então ouça este artigo:

Com a queda da Taxa Selic, FGTS rende quase o dobro da poupança

Economicamente, estamos vivendo um momento ímpar e, se olharmos para a taxa básica de juros (Selic), teremos esta confirmação.

A Selic vem em uma descendente acelerada desde o ano passado e agora um novo recorde histórico parece prestes a virar realidade.

Na última reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) no dia 17/06,Selic caiu de 3 para 2,25% ao ano, alguns parâmetros de investimentos sofreram uma mudança significativa.

Neste cenário inédito, com a poupança rendendo 70% da Selic, o rendimento da poupança, por exemplo, passou para 1,57% ao ano. 

Há expectativa de mais cortes na taxa básica em agosto, para um patamar de 2 ou 1,75% ao ano.

Se esta previsão também se concretizar, a poupança, que já está rendendo abaixo da inflação hoje com a Selic a 3%, renderá míseros 1,22% a.a. 

Rentabilidade do FGTS com a Selic a 2,25%?

Com a queda da Selic para 2,25%, o rendimento do FGTS que é de 3% a.a. Hoje, é maior que praticamente todas as aplicações de renda fixa, como fundos DI, indexados ao CDI (que é bem próximo da Selic).

Outro fator que aumenta a rentabilidade do FGTS frente à poupança e investimentos atrelados a Selic ou CDI, é a distribuição de lucros que o fundo faz aos contistas anualmente.

O histórico do fundo apresenta rentabilidades bem interessantes, desde o início da distribuição dos lucros em 2017.

Banner convidando para pedir o cartão Méliuz

Observe as rentabilidades anuais do FGTS:

  • 2017: 7,14% ao ano.
  • 2018: 5,59% ao ano.
  • 2019: 6,18% ao ano.

Em 2019, a rentabilidade da poupança, mesmo com a Selic mais alta do que atualmente, foi de 4,6%a.a.. Com as últimas quedas os valores estão ainda mais discrepantes.

No entanto, pela conjuntura econômica que o País vem enfrentando com a pandemia, ainda não é certo que a distribuição dos lucros aos cotistas acontecerá em 2020.

Esta informação deve ser divulgada entre o final de julho e o começo de agosto.

Vale a pena sacar o FGTS agora?

O governo federal vai liberar uma parcela de R$ 1.045,00, a título de saque emergencial, ou seja, não é voltado apenas aos trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário.

A parcela estará disponível para todos os trabalhadores ativos ou que tenham contas inativas com saldo.

No entanto, com a nova queda da Selic, vale a pena ponderar se é vantajoso sacar este valor ou não.

Essa análise vai depender de cada beneficiário.

Se você está com as contas em ordem e este valor seria aplicado em alguma investimento de renda fixa, talvez não seja um bom momento para mover o dinheiro, já que a rentabilidade do FGTS está mais atrativa e tende a ficar ainda mais.

Já se o trabalhador sofreu com a perda do emprego, redução de salário e jornada de trabalho, dentre outros efeitos negativos da crise econômica e precisa do dinheiro para sanar suas dívidas, não há dúvidas, o valor deve ser sacado!

Os juros pagos em qualquer tipo de empréstimo ou financiamento são bem maiores que os que remuneram o FGTS.

Dessa forma, não há motivos para os trabalhadores não sacarem os valores disponíveis em caso de necessidade.

Compra da casa própria

No caso de usar o saldo do FGTS para dar entrada na casa própria, a sugestão é que outros investimentos, se existentes, sejam considerados antes.

Assim, seria ideal, resgatar valores aplicados na poupança e em títulos do Tesouro Direto indexados à Selic, ao invés de resgatar os valores do FGTS que se encontram com rentabilidades maiores.

Comente, nos siga nas redes sociais e compartilhe esta notícia!

-> O que achou da notícia “Se queda de juros se concretizar, FGTS renderá quase o dobro da poupança”?

Se gostou, então, cadastre-se em nossa newsletter para receber as novidades em primeira mão e compartilhe esse post com seus amigos e familiares que possam se interessar.

Quer acompanhar nosso conteúdo também no Instagram? Clique aqui e siga o @mobillsedu!

A sua opinião é muito importante para nós! Sendo assim, sugira novos temas, deixe seu comentário.


VEJA TAMBÉM:

Postado em: Notícias


Escrito por Ariane Lopes

Ariane Lopes, redatora do Portal Mobills. Formada em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Ceará - UFC e Pós-graduanda em Gestão Pública pela Universidade Católica Dom Bosco - UCDB. Pesquisadora incansável dos temas educação financeira e finanças pessoais. Principais hobbies: assistir documentários, ler, organizar eventos e viajar.


Hey, o que você achou desse conteúdo?

Inscreva-se
Notificar de
guest
2 Comentários
mais antigos
mais novos mais votados
Inline Feedbacks
View all comments
Natanael Filho
Natanael Filho
24 dias atrás

Além de pensar na taxa de juros, devemos pensar também na liquidez.
Usar outros investimentos para dar entrada na casa própria ao invés do Fundo de garantia, pode ser ser um risco, pois se o indivíduo precisar do dinheiro para uma questão de emergência ou pretenter investir de forma mais eficiente, o fundo de garantia apresentará muitas restricoes de uso.

Carlos Terceiro
Admin
Carlos Terceiro
24 dias atrás
Reply to  Natanael Filho

Ótimo ponto Natanael. Com certeza ao analisar investimentos temos que olhar toda variáveis.
Cada vez mais com a taxa de juros baixa temos que aprender como conseguir montar uma boa carteira que una liquidez com rentabilidade.
Obrigado pelo comentário rico. Abraços.

Junte-se a mais de 239.950 pessoas

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

logo-mobills-app

Baixe agora para o seu dispositivo

logo-mobills-app
logo-mobills-app
logo-mobills-app