Economia pessoal: como a falta de inteligência emocional afeta suas finanças?
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Economia pessoal: como a falta de inteligência emocional afeta suas finanças?*

*Conteúdo produzido pela Febracis

Economizar até pode parecer um desafio impossível, para muitas pessoas. Mas será que esse objetivo é tão inatingível assim?

É muito importante trabalhar no desenvolvimento da economia pessoal, mas, em algumas ocasiões, os nossos próprios hábitos sabotam o cumprimento das metas mais fáceis. E, o pior: às vezes sequer nos damos conta disso.

Esse é o reflexo da ausência de inteligência emocional aplicada às suas finanças. Por meio dela, conseguimos compreender o que nos motiva a fazer compras por impulso, por exemplo, entre outros fatores que dificultam a organização financeira.

Por isso, neste post vamos apontar como a falta de inteligência emocional afeta as suas finanças — e quais benefícios podem ser colhidos a partir da sua prática cotidiana. Confira!

Saiba como a falta de inteligência emocional afeta suas finanças

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Como a inteligência emocional interfere na organização financeira?

Os casos mais comuns são aqueles em que:

  • Compramos algo por impulso;
  • Colocamos na cabeça a ideia de que aquela aquisição faz sentido, que merecemos;
  • Deixamos as emoções tomarem a decisão, em vez da razão.

As compras emocionais são aquelas em que argumentamos a necessidade por um produto ou serviço com as frustrações do dia a dia. Pode ser o cansaço, o estresse ou uma insatisfação.

E, a princípio, não tem nada de errado nisso — exceto com a condução do seu plano de economia pessoal. Pois os gastos impensados se refletem, rapidamente, em um grave comprometimento da sua saúde financeira.

Entra, assim, a inteligência emocional no desenvolvimento da economia pessoal. Por meio dela, você faz uma autoanálise quando estiver em vias de fazer uma nova aquisição. Podem surgir, por exemplo, questões relevantes, como:

  • O que motivou esse desejo de compra?
  • Essa emoção é benéfica para essa compra, em particular?
  • Eu preciso mesmo disso?

As perguntas certas são respondidas facilmente. Mas, se mesmo assim você tem dificuldades em negar a tentação, uma boa notícia: a gestão eficaz das suas emoções, nesse processo, pode ser exercitada, aprimorando assim sua economia pessoal.

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Quais são os impactos positivos em exercitar a inteligência emocional?

Estamos falando especificamente da sua aplicação na economia pessoal, mas a inteligência emocional pode ser aplicada em outros aspectos particulares ou mesmo na sua evolução profissional. E isso tem um impacto positivo em diversas questões, como:

  • Você passa a conhecer mais, sobre si, compreendendo as suas motivações;
  • Cria-se mais empatia, aprendendo a se colocar no lugar do outro antes de tomar uma decisão;
  • Você gera mais produtividade, pois aprende a avaliar as suas prioridades;
  • Corre-se menos riscos de desenvolver algum tipo de transtorno psicológico — como o estresse acumulado ou mesmo a depressão.

No que diz respeito à economia pessoal, exercitar a sua inteligência emocional permite que você avalie o principal motivo pelo qual você trabalha, quais são os seus objetivos e o quanto cada uma das suas compras interfere — positiva ou negativamente — no alcance de suas metas.

Sem falar que ajuda a identificar os motivos pelos quais algumas ofertas são tão tentadoras, a ponto de fazer você esquecer-se dos objetivos traçados e o necessário para alcançá-los.

Como desenvolver melhor a economia pessoal e evitar as compras por impulso?

Como destacamos, anteriormente, a economia pessoal pode ser uma prática cotidiana da qual você molda-a gradativamente nos seus hábitos.

Para tanto, vamos destacar algumas dicas que podem contribuir com esse processo de adaptação e controle das emoções, evitando, assim, as compras por impulso. Confira:

Faça uma lista de compras

Quem tem o hábito de sair de um mercado com mais sacolas do que o previsto pode evitar esse tipo de situação por meio de uma lista de compras.

É bem simples: antes de ir ao mercado, cheque o que será necessário comprar — entre produtos de limpeza e mantimentos. Assim, você tem um percurso previamente definido para se nortear, no estabelecimento comercial, e controla o desvio de atenção facilmente.

Atenção às promoções

Quer ou precisa de uma roupa nova ou um novo aparato tecnológico? Então, faça uma pesquisa e identifique o valor médio desse produto ou serviço, e confira se ele já esteve em oferta.

Caso positivo, verifique se você pode esperar por uma nova promoção ou se essa compra é, de fato, urgente. Se puder esperar, trace um plano de economia pessoal para que essa aquisição não pese no orçamento, futuramente.

Compare os preços

Como um complemento ao último tópico, vale dizer que você não pode se deixar seduzir pela primeira oferta. Verifique o que outras empresas costumam ofertar pelos mesmos produtos ou serviços, e aprofunde-se em sua pesquisa para avaliar os diferenciais de cada empresa.

Por exemplo: o preço é determinante na sua decisão, então limite as opções a partir disso.se a conveniência ou praticidade na compra são os elementos que mais chamam a sua atenção, foque neles e avalie o valor agregado por trás de cada preço praticado.

Assim, suas decisões de compra passam a ser mais controladas e racionais, e não tomadas pelo impulso do momento.

Controle o dinheiro que gasta

Assim que tiver um tempo, coloque no papel todos os gastos que você tem, ao longo do mês. Isso inclui tanto os custos fixos (como o aluguel, a prestação e as contas de luz ou celular, entre outras) e os variáveis (como uma ida ao cinema, um jantar fora, uma viagem etc.).

Em seguida, compare o valor médio com o seu orçamento mensal — a sua renda — e verifique quanto você consegue guardar. E, principalmente, identifique quais desses gastos foram desnecessários ou em realizados um momento inoportuno.

Com isso, você identifica um valor médio que pode ser economizado mensalmente, bastando ter em mente quais são os seus objetivos em curto, médio e longo prazo. Algo fundamental para você descobrir quanto economizar e em quanto tempo o objetivo vai ser alcançado.

Evite as tentações

Para cumprir à risca o que foi traçado — pelo que explicamos no tópico anterior — basta, agora, evitar o descontrole emocional.

Diante de uma tentação, siga os procedimentos que citamos acima. Avalie a necessidade e o impacto dessa compra no seu orçamento e no planejamento. Ter os objetivos sempre em foco evita as distrações e as compras por impulso.

Além disso, você pode aprender a controlar as tentações e aumentar o seu coeficiente emocional com as dicas abaixo:

  • Aprenda a identificar as emoções que surgem, diante de uma tentação;
  • Interrompa os padrões negativos que surgem a partir delas;
  • Use emoções positivas para minar cada negativa que interpele na sua tomada de decisão;
  • Imagine as consequências (positivas e negativas) daquela compra e seja imparcial nos argumentos.

Seguindo essas dicas, você vai gerar mais inteligência financeira para ver-se livre, gradativamente, desse descontrole que impede você de obter mais economia pessoal.

E aí, o que achou das nossas dicas para fortalecer a sua inteligência emocional e, assim, ter mais controle sobre a sua vida financeira? Agora, caso você tenha ficado com alguma dúvida, não hesite em compartilhá-las conosco no campo de comentários deste post!

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