Ensino superior: quais as opções de financiamento
Por favor, avalie esse Post

O ensino superior no Brasil nunca foi tão acessível. Se antes o acesso às universidades públicas era mais complicado pelo número de vagas e o ensino privado era inacessível por causa do valor das mensalidades, hoje todo cidadão brasileiro tem a chance de fazer um curso superior.

Caso você não tenha sido admitido em um processo seletivo público ou não tenha o curso desejado nas universidades federais ou estaduais próximas a sua cidade, você pode tentar um financiamento estudantil. Quer saber como funciona? Então veja nosso post.

FIES – Fundo de Financiamento Estudantil

É o modelo de custeamento mais abrangente do país, realizado pelo Governo Federal em parceria com a Caixa Econômica Federal. Porém, é preciso ter alguns requisitos: ter feito o Enem no ano anterior e que o curso escolhido seja reconhecido pelo Ministério da Educação.

Além disso, há duas formas de financiamento: o total e o parcial. Para conseguir o integral, o valor da mensalidade deve corresponder a mais de 60% da renda per capta familiar. Caso você não entre nesta regra, pode conseguir o financiamento parcial – para isso o valor da mensalidade deve ser pelo menos 20% da renda per capita. Assim você pagará apenas metade do valor por mês.

Outros critérios que fazem com que o aluno não possa solicitar o FIES são: se ele já foi beneficiado pelo programa, se tiver a matrícula trancada em alguma instituição, se estiver inadimplente com o Crédito Educativo, se sua renda familiar mensal for mais de 20 salários mínimos e se o comprometimento mensal for menor que 20% da renda brutaper capita.

Lembrando que é um financiamento, logo, é uma dívida que você fará. Para quitar o financiamento, você tem um prazo três vezes maior que o tamanho do curso. Além disso, é preciso pagar um valor de aproximadamente R$50 a cada três meses para abater o valor final do financiamento durante o período do curso.

Crédito privado

Se você não se encaixar no perfil do FIES (seja pelo critério do Enem ou do financiamento), você pode conseguir o financiamento da graduação com os bancos privados. Praticamente todos eles fazem este tipo de empréstimo – Itaú-Unibanco, Santander e Bradesco.

A facilidade varia de acordo com o banco. O Itaú-Unibanco financia até 50% do valor da mensalidade, com juros de 6% ao ano, com mais de 90 instituições conveniadas. Porém, é sujeito a análise de crédito.

Já o Santander financia o valor integral do curso, com juros de 23,4% ao ano e também é sujeito a análise de crédito.

O Bradesco financia valores até R$ 40.000, com juros de 35,28% ao ano e também é sujeito a análise de crédito.

PRAVALER

O programa PRAVALER é financiado por empresas e alguns bancos. Ele financia até 100% da mensalidade, com juros de 22,68% ao ano. No entanto, os juros podem ser amortizados se a instituição de ensino escolhida fizer subsídio. Com ele você pode financiar material de estudo e pagar cada semestre em 12 vezes, facilitando o pagamento. No entanto, é preciso não estar com nenhuma inadimplência em seu nome e um fiador com renda mínima mensal de duas vezes o valor da mensalidade.

Essas são algumas das opções de financiamento estudantil. Lembrando que todas elas são financiamentos, ou seja, você deve quitar a dívida quando se formar. Por isso, planeje bem seus gastos e sua trajetória profissional para não se enrolar no futuro.

Ficou alguma dúvida? Deixe nos comentários!

Comentários