Os efeitos da inflação sobre as finanças pessoais

“Tudo aumenta, menos o salário!” Essa é uma frase muito comum entre os brasileiros que costumam reclamar do crescimento das despesas em geral (como alimentação, combustível e moradia) quando comparado com o salário, que nunca tem o mesmo ritmo de reajuste.

Considerada um dos fatores mais importantes da situação econômica de um país, a inflação é notícia constante nos veículos de comunicação e tem influência direta nas operações financeiras. Inflação é o aumento dos preços de serviços e produtos, que causa a redução do nosso poder de compra.

Muitas pesquisas indicam essa alta de preços, entretanto, a mais utilizada pelo Governo é a chamada IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Normalmente, essas pesquisas são montadas a partir da análise da variação de preços nas principais capitais do país.

Mas qual o efeito da inflação sobre a sua vida? A inflação afeta diretamente o valor do seu dinheiro, ou seja, o quanto você consegue comprar com a mesma quantia. Você lembra quantos pãezinhos conseguia comprar com R$ 1,00 há dez anos? E quantos você consegue comprar atualmente com o mesmo valor? Essa diferença é o reflexo da inflação.
Saiba quais os efeitos da inflação sobre o seu orçamento:

Os efeitos da inflação sobre as finanças pessoais

Efeitos nos gastos domésticos

Se os índices estiverem apontando para uma elevação nos percentuais da inflação, isso significa que, em geral, os preços estão subindo. Compare o quanto tem gastado no supermercado ou no cabeleireiro, por exemplo.

Em uma primeira análise, esse fator impacta negativamente o poder de compra das pessoas, pois se o que você ganha se mantiver em igual patamar, comprará menos bens e serviços com o mesmo dinheiro. Portanto, é possível afirmar que a inflação, quanto mais elevada, piora a qualidade de vida da população.

Todavia, é preciso ter a consciência que os impactos no comportamento da inflação tendem a ser distintos, variando de pessoa para pessoa. Isso porque os índices inflacionários são médias, significando que alguns produtos ficaram mais caros, mas nem todos sobem de preço no mesmo ritmo (e é bastante comum que alguns itens fiquem mais baratos).

Outra questão que impacta nesse âmbito é o fato de índices inflacionários serem utilizados para reajustar algumas despesas e receitas importantes. Exemplos são aluguéis e salários. Muitos sindicatos brigam por reajustes salariais que fiquem acima da inflação, para dar um ganho real aos trabalhadores que representam. Já os aluguéis, normalmente são reajustados periodicamente por índices inflacionários, aumentando as despesas.

Efeitos nos investimentos

A inflação afeta diretamente o valor real dos seus rendimentos, diminuindo o valor do seu dinheiro e exigindo correção nos valores investidos periodicamente.

Se eu lhe disser que uma pessoa investiu R$5.000,00 em determinada data e após um ano, com rendimento de 6%, retirou R$5.300,00, é possível afirmar que ela está mais rica? A resposta é correta seria: depende. Isto é, depende da inflação nesse período. Se os preços médios tiverem subido na mesma proporção (6%), significa que após um ano, os R$5.300,00 estão comprando a mesma coisa que os R$5.000,00 comprariam anteriormente. Sendo assim, é essencial que seus investimentos ganhem da inflação, para que seu poder aquisitivo aumente com o tempo.

No momento, quem investe na poupança tem um retorno sobre o capital menor do que a inflação, o que implica em redução do poder de compra. Conseguiu perceber a importância de se considerar a inflação em investimentos? Se você comprar ações na bolsa ou um imóvel, esperando valorização, é fundamental que esses ativos subam acima da inflação para que se obtenha ganhos reais (aumento no poder aquisitivo).

Você deve aplicar seu dinheiro para minimizar as perdas da inflação, entretanto, busque investimentos que possam proteger e, se possível, aumentar o poder de compra do valor aplicado, como o Tesouro Direto.

Efeitos nos serviços

Além dos efeitos já citados, a inflação também afeta diversos contratos, os quais prevêem reajustes de acordo com índices inflacionários. Dentre estes contratos estão: aluguel de imóveis, planos de saúde, energia elétrica e até pedágios.

Para finalizar, veja algumas dicas que podem ajudar a minimizar os impactos da inflação sobre o seu orçamento.

– Planejamento: utilizar um gerenciador financeiro como o Mobills ou a planilha em Excel é recurso indispensável para quem não quer se perder nas finanças. O planejamento ajuda a identificar as despesas fixas, as variáveis e quais as suas receitas. A partir desse mapeamento, fica mais fácil controlar as despesas e visualizar onde há gastos que podem ser reduzidos.

– Despesas fixas e variáveis: identificar as despesas fixas e as variáveis lhe ajuda a ver onde e como o dinheiro está sendo gasto. Se há pouco dinheiro, o jeito é avaliar possíveis cortes nas despesas variáveis. Nesse caso, o critério será classificar o nível de prioridade de determinados gastos como lazer, passeios, academia ou andar menos de carro. Tudo para se enquadrar à nova realidade de preços.

– Substituir um produto por outro: se a carne vermelha apresentar uma elevação de preço, você pode dar prioridade às carnes brancas, seja por terem sofrido um reajuste menor, seja por serem simplesmente mais baratas.

– Pesquise por preços: basta ir ao supermercado para perceber que os preços estão sendo alterados com certa frequência. A alternativa é pesquisar por estabelecimentos que estejam oferecendo os melhores valores. Comprar sem pesquisar é considerado displicência financeira. Também evite ir às compras com fome, vai acabar comprando mais do que precisa.

– Fuja de empréstimos: empréstimo financeiro e inflação não é uma boa combinação para quem deseja alinhar as contas. O jeito é se distanciar dessa tentadora opção oferecida pelos bancos. Pois, ao invés de sair do vermelho, você vai se afundar cada vez mais.

– Não parcele suas compras: priorize pagamentos à vista. Se não tem dinheiro na mão, não compre. Parcelar é outra armadilha que está na contramão para quem deseja sair do vermelho.

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