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As principais diferenças entre o PGBL e o VGBL

principais diferenças entre o PGBL e o VGBL
Victor Leitão
Escrito por Victor Leitão

As principais diferenças entre o PGBL e o VGBL

João Carlos tem 35 anos e se preocupa com o futuro. Faz investimentos diversificados, mantém uma reserva financeira para casos de emergência e busca ter uma vida tranquila. Agora ele quer fazer um plano de previdência complementar privada, pois teme um possível achatamento da aposentadoria da Previdência Social. Duas opções lhe chamam a atenção: o Plano Gerador de Benefícios Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

Em ambas as modalidades, o contratante investe recursos no plano por um tempo previamente determinado em contrato – sempre de longo prazo. O dinheiro é investido e rentabilizado pela instituição financeira (banco ou seguradora). Ao longo do período, o volume de recursos tende a crescer. Quando chega o momento do resgate, a pessoa pode sacar tudo de uma só vez ou optar por receber  parcelas, como renda mensal.

As principais diferenças entre o PGBL e o VGBL

A principal diferença entre o PGBL e o VGBL diz respeito à tributação. Quem aplica no PGBL tem a possibilidade de deduzir o valor das contribuições no cálculo do Imposto de Renda – IR, dentro do limite de 12% da renda bruta anual. Essa opção traz vantagem para quem declara IR no formulário completo e tem tributação na fonte. O PGBL funciona como um fundo de investimento.

Já o VGBL se adequa à pessoa interessada em diversificar investimentos ou que pretende investir mais de 12% da renda bruta anual em previdência privada. Nessa modalidade, a tributação se dá apenas sobre o ganho de capital. O VGBL se mostra mais indicado para quem faz declaração simplificada ou não é tributado na fonte. Essa modalidade é classificada como seguro, ainda que seu funcionamento se assemelhe ao de um fundo de investimento.

O interessado em contratar um plano de previdência complementar deve estar atento a algumas questões. A primeira delas se refere ao rendimento. Não há garantia, tanto no PGBL quanto no VGBL, de rentabilidade mínima. Outro dado importante é a portabilidade. O contratante pode transferir seu plano de previdência para outra empresa seguradora ou instituição financeira, desde que haja um plano com as mesmas características.

Taxas – A cobrança de taxas por parte das empresas costuma confundir quem busca informações sobre planos de previdência privada. A primeira delas é conhecida como Taxa de Carregamento, cobrada mensalmente. Ela cobre os custos da empresa e pode chegar a 5%, porém a média do mercado se situa em 3%.

Já a Taxa de Administração varia de 1,5% a 2% ao ano. Ela é uma espécie de recompensa à empresa pelos ganhos financeiros obtidos pelo plano. Geralmente, a taxa de administração do VGBL é superior à cobrada no PGBL.

Veja no quadro abaixo as vantagens e desvantagens de cada modalidade:

VantagensDesvantagens
PGBLDedução do IR até o limite de 12% da renda bruta anualQuem precisa sacar o dinheiro antes de cinco anos paga a taxa de saída. Ela começa em 5% nos dois primeiros anos e depois cai gradativamente
Menor Taxa de AdministraçãoNo resgate, é cobrado 15% de IR sobre o valor do saldo total (formado por aplicação mais a rentabilidade).
VGBLIncidência de 15%  de IR, cobrada no resgate do plano, incide apenas sobre a rentabilidade – e não sobre o saldo totalNão é dedutível do IR.
Taxa de Administração tende a ser maior

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