Cotação do dólar: entenda como funciona
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Cotação do dólar: entenda como funciona

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Se você é uma pessoa minimamente antenada a questões econômicas, já deve ter percebido o quanto a cotação do dólar varia em nosso país. Apesar de ter se mantido relativamente estável nos primórdios da implantação do Plano Real, em 1994, a taxa de câmbio da moeda americana vem flutuando com bastante frequência, especialmente em períodos políticos e econômicos conturbados, como o que estamos vivendo atualmente no Brasil.

Mas você consegue entender como funciona esse vai e vem do dólar e o por quê de a cotação variar tanto? No post de hoje, iremos esclarecer quais os fatores que mais influenciam na valorização e desvalorização dessa moeda no mercado brasileiro. Confira!

Entenda como funciona a cotação do dólar

O que, afinal, rege a cotação do dólar?

O dólar é a moeda oficial dos Estados Unidos, a maior economia mundial. Por isso, quase a totalidade das transações internacionais realizadas no mundo são feitas em dólar.

Obviamente, qualquer alteração ou flutuação da economia norte-americana, terá um efeito favorável ou desfavorável na cotação da moeda em diversos países do mundo. Falando especificamente do Brasil, a cotação do dólar varia conforme qualquer outro produto: é regida pela lei da oferta e da procura.

Mas o que significa isso? É simples: quando há muita moeda americana em circulação no país, ou seja, muita oferta, o preço do dólar cai. Se, do contrário, houver pouca disponibilidade, o preço tende a subir.

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Controle da oscilação da cotação do dólar no país pelo Banco Central

Economistas que trabalham para o governo, comumente tentam controlar a oscilação da cotação do dólar no país através do Banco Central. Quando há dólar demais em circulação, o BC compra verdinhas, o que faz com que o preço suba.

Com o dólar alto, a estratégia do banco é vendê-las, saturando o mercado e fazendo o preço cair. Essa estratégia, apesar de ser muito aplicada, nem sempre funciona.

O que questões políticas têm a ver com a cotação?

Cenários políticos instáveis costumam aumentar o chamado “risco-país”, que mede a confiança do investidor estrangeiro em realizar transações internacionais em determinado país. Com o risco-país alto, esses investidores ficam receosos de injetar dinheiro, desistindo dos investimentos.

Há, então, uma retirada massiva de dólares de circulação, o que, conforme a lei da oferta e da procura, culmina na alta da moeda americana.

Além disso, estratégias de contenção de inflação e diminuição das taxas de juros também costumam repelir investidores estrangeiros, visto que diminuem as margens de lucros das transações internacionais. Com isso, a moeda americana tende a subir.

Por que há diferenças na cotação do dólar?

A taxa de câmbio no Brasil é flexível. Isso quer dizer que ela é negociada livremente por quem compra e por quem vende. Apesar de o Banco Central divulgar diariamente a taxa praticada entre os bancos, ela não é obrigatória e serve apenas como referência.

Além disso, existem duas cotações de dólar em nosso país. Aquela aplicada a empresas e bancos em transações de importação e exportação, denominada dólar comercial. E a cotação aplicada a quem compra a moeda em espécie e a quem gasta em cartões de crédito, o chamado dólar turismo, que sempre é mais caro do que o dólar comercial.

Isso ocorre porque as empresas que realizam esse tipo de transação acabam tendo gastos de transporte, seguro e carro forte, que acabam sendo incluídas no preço final. Trata-se da comercialização de um produto físico, o que, obviamente, o torna mais caro.

Existe, ainda, o dólar paralelo, representado por toda negociação ilícita, ou seja, venda de dólar fora do sistema financeiro oficial. Isso significa que particulares ou qualquer instituição que não seja cadastrada junto ao Bacen (confira a lista) para venda dessa moeda, caso as negociem, estão agindo fora da lei.

Os dólares comprados e não usados, por exemplo, que sobrem de uma viagem, devem constar da declaração do imposto de renda, na ficha “bens e direitos”. Não é ilegal ter a moeda estrangeira, mas sim negocia-la sem autorização dos órgãos reguladores.

Impostos no valor do dólar

O IOF é o imposto incidente sobre a compra de dólares, as alíquotas variam de acordo com a modalidade da transação.

Para o uso de cartões de crédito ou recarga de cartões de débito, a alíquota é de 6,38% sobre o valor da recarga ou compra.

Já a compra da moeda em espécie tem um custo de IOF de 1,10% sobre o valor da operação.

Qual a cotação do dólar paga no cartão de crédito?

Quando se usa o cartão de crédito internacional, a cotação usada para a conversão das compras é a do dólar comercial ou turismo na data do vencimento da fatura.

Não existe uma imposição sobre qual dos dois valores deve ser usado. Como a fatura é fechada antes do dia do vencimento, o valor da cotação cobrada é estimada, sendo ajustada para mais ou para menos na fatura seguinte.

O mesmo vale para as compras feitas no Brasil em sites estrangeiros.

Pode, ainda, haver uma cobrança de taxas adicionais pelas transações internacionais, mas estas dependerão da política da operadora do cartão.

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Como encontrar a cotação do dólar mais barata?

Um dos primeiros parâmetros que se deve analisar é a comparação dos diversos VETs (Valor Efetivo Total) que demonstram o custo de uma operação de câmbio em reais por moeda estrangeira, englobando a taxa de câmbio, as tarifas e tributos incidentes sobre essa operação, ou seja, não basta apenas que a casa de câmbio ou outra instituição autorizada apresente a menor cotação do dólar, é preciso que o VET seja o mais vantajoso.

Vejamos um exemplo:

  • CASA DE CÂMBIO 1
    Câmbio: US$ 1,00 = R$ 3,55
    Taxa de transação: R$ 30,00 por transação
  • CASA DE CÂMBIO 2
    Câmbio: US$ 1,00 = R$ 3,45
    Taxa de transação: R$ 45,00 por transação

Calculando o valor da compra de US$ 100,00 em espécie:

  • CASA DE CÂMBIO 1
    Câmbio: R$ 355,00
    IOF (1,10%): R$ 3,90
    Taxa de transação: R$ 30,00
    TOTAL: R$ 388,90

VET 1: R$ 3,89 por cada dólar

  • CASA DE CÂMBIO 2
    Câmbio: R$ 345,00
    IOF (1,10%): R$ 3,795
    Taxa de transação: R$ 45,00
    TOTAL: R$ 393,79

VET 2: R$ 3,94 por cada dólar

Perceba que a casa de câmbio 1 apesar de oferecer o dólar a um valor mais alto, ao final da transação, os demais custos acabam compensando essa diferença e tornando-a mais vantajosa. O Bacen disponibiliza em seu site uma ferramenta onde se pode verificar um ranking com os VETs das principais instituições, porém, deve-se atentar para dois pontos.

Primeiramente, os índices não são atualizados tempestivamente, por exemplo, em 16 de outubro de 2017, a última atualização é referente aos valores do mês de setembro deste ano.

Outro ponto é que o VET é calculado na forma de média, dessa forma, se uma instituição fez apenas 5 transações no mês, em um dia que sua cotação estava boa, sua posição no ranking pode estar melhor do que uma que fez 3000 transações no mês a preços variados. Assim, além de analisar a posição é importante observar o número de transações.

Mesmo com essas duas ressalvas, o ranking do Bacen pode ser útil para dar uma noção das instituições que costumam oferecer menores preços, principalmente, quando a observação é feita a longo prazo, estudando vários meses.

Como comparar para adquirir dólar hoje com o menor preço?

Para fazer a compra de dólares com o menor preço são necessários a junção de dois fatores: momento certo e instituição que ofereça o menor valor.

1. Momento certo

A antecedência nesse ponto é muito importante, logo, se você está planejando uma viagem, o ideal seria começar a compra da moeda com pelo menos um mês de antecedência, pois as variações dentro de um dia já podem ser significativas, quem dirá em um mês.

Primeiramente, deve-se estar ciente que o dólar tem sua variação dada por ciclos que podem ser analisados de forma diária, semanal e mensal.

Vejamos alguns exemplos para entender melhor:

Gráfico 1 de cotação do dólar
Fonte: https://br.investing.com/currencies/usd-brl-chart

Analisando o ciclo diário do dia 16/10/2017 vemos que a menor cotação do dólar foi em torno de R$ 3,15. Porém, ao analisar um período maior, do dia 15 do mês anterior ao dia em questão, observamos:

Gráfico 2 de cotação do dólar
Fonte: https://br.investing.com/currencies/usd-brl-chart

A menor cotação do período foi R$ 3,10 (15/09/2017, marcado no gráfico). Se pegarmos o ciclo semanal, do dia 10 (segunda-feira anterior) ao dia 16/10, percebemos que a maior queda foi realmente no dia 16. É importante ter essa noção temporal e das cotações para estar apto a identificar uma boa oportunidade de compra.

Nota-se que no ciclo semanal se está no pico de queda, entretanto, no ciclo mensal o pico já passou. É crucial ter essa informação para comprar nos ciclos de baixa.

Outra dica é que caso vá comprar uma grande soma é interessante comprar aos poucos para aproveitar melhor as variações. Mais uma vez, a antecedência se faz crucial para que o plano de economizar dê certo.

2. Comparando as casas de câmbio

Uma vez que você aprendeu a identificar boas oportunidades, e sabendo que os valores mostrados nos gráficos são apenas estimados e não agregam os demais custos, o desafio é comparar as condições e comprar na instituição que te oferecer mais vantagens.

Para facilitar, indicamos dois sites nos quais os VETs são comparados automaticamente: melhor câmbio e boa taxa.

O melhor câmbio permite que sejam feitas ofertas, o que é um importante instrumento para conseguir o melhor preço, porém, não permite que a compra seja realizada pelo site, ou seja, a negociação deve ser fechada diretamente com o parceiro.

Já o boa taxa, permite que a compra seja feita através do site, mas não possui a ferramenta que permite negociação do preço proposto.

Conseguiu entender como funciona a cotação do dólar no Brasil? Restou alguma dúvida mais específica? Compartilhe com a gente nos comentários! Teremos imenso prazer em lhe auxiliar!

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