Desde 2018, quando começou a guerra comercial entre China e Estados Unidos, uma parte significativa de negócios do Brasil foram fechados com o mercado chinês.

Coronavírus: como a desaceleração da economia da China afeta o mercado Brasileiro

O surto do novo coronavírus, já classificado como uma emergência global de saúde pública segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), vem afetando o mercado chinês em um período crucial da economia desse país.

Em 2019, a economia chinesa, segunda maior do mundo, cresceu apenas 6,1% em relação a 2018, o menor índice em 29 anos.

A epidemia do coronavírus deve tornar o crescimento chinês em 2020 ainda menor do que o do ano anterior, já que os indicadores de consumo e de atividade econômica demonstram retração pela disseminação da doença.

Os efeitos da desaceleração da economia e da reação do mercado de capitais à epidemia puderam ser vistos claramente nesta segunda (03/02) com a reabertura da bolsa de Xangai, que fora fechada há duas semanas devido ao feriado do Ano Novo Chinês.

Mesmo com a prorrogação do feriado, que deveria ter terminado no dia 31 de janeiro, a reabertura tardia da bolsa não surtiu o efeito esperado, pois a queda nesta segunda-feira chegou a quase 8%, fechando em 2.746,61 pontos.

A queda se concentrou, prioritariamente, em empresas de manufatura e bens de consumo, enquanto empresas de saúde fecharam em alta de quase 10%.

Queda no consumo

Não há sequer uma província chinesa que não tenha registrado casos de coronavírus.

Por isso, uma série de medidas foram tomadas para tentar conter o avanço da doença. Dentre elas, colocar 10 cidades em quarentena, incluindo o epicentro do surto: Wuhan.

A quarentena prevê que mais de 40 milhões de cidadãos chineses permaneçam em suas casas por duas semanas, saindo apenas quando estritamente necessário e voltando tão logo tenham resolvido suas questões urgentes.

Mesmo o feriado do Ano Novo Lunar não foi suficiente para que os chineses deixassem suas casas para comprar presentes ou frequentar restaurantes.

Essa desaceleração já é sentida em outras áreas além do comércio.


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Empresas desaceleram ou param a produção em filiais chinesas

A região onde surgiram os primeiros casos e que registra maior incidência da doença (Wuhan) é considerada um centro industrial e de transportes, que estava em franca expansão, impulsionada pelo “boom” do mercado chinês de veículos automotores.

Assim, os setores que estão sendo mais afetados pela epidemia são o de aço e o de produção de automóveis, visto que Wuhan é sede de mais de 300 das 500 maiores empresas destes ramos.

Multinacionais como Toyota, Starbucks, McDonald’s e Volkswagen reduziram suas produções ou fecharam as portas temporariamente.

A Toyota e a General Motors permanecerão com as fábricas fechadas até pelo menos 9 de fevereiro, prolongando o feriado do Ano Novo Chinês.

Outro setor afetado é o da tecnologia onde figuram empresas como Google, Microsoft e Amazon, que fecharam seus escritórios por tempo indeterminado na China, Hong Kong e Taiwan.

O turismo também está parado, uma vez que a maior parte das companhias aéreas suspenderam os voos para o país.


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Histórico

Pandemias historicamente são ruins para a economia mundial.

Pode-se ter como exemplo a epidemia por Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) que vitimou mais de 700 pessoas em 2003, atingindo o PIB Chinês em 1,1% e o de Hong Kong em 2,5%, além do dos EUA em 0,1%.

O fato é que a China atualmente tem uma expressão econômica bem maior do que há 17 anos.

Os valores de comercialização com outros países passou de US$ 1,6 trilhão em 2003 para US$ 14 trilhões em 2019, representando 18% do PIB mundial.

Mercado Interno Brasileiro

O presidente do Brasil, em entrevista, afirmou na última sexta-feira (31/01) que as exportações brasileiras podem chegar a cair até 3%, pelos efeitos do coronavírus e suas implicações econômicas.

Desde 2018, quando começou a guerra comercial entre China e Estados Unidos, uma parte significativa de negócios foram fechados com o mercado chinês.

Isso levou a um superávit na balança comercial de US$ 30 bilhões em 2018, ano em que as exportações brasileiras para mercados chineses cresceu 35%.

O principal produto de exportação é a soja, que até o presente momento não sofreu com a oscilação no mercado, afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, na última sexta-feira (31/01).

Troyjo não entrou em mais detalhes de como o surto do novo coronavírus pode afetar o mercado brasileiro.

Seguindo a mesma linha de não opinar sem ter dados mais concretos sobre a extensão e gravidade da situação, especialistas acreditam que o impacto da epidemia vai depender da capacidade de as autoridades conterem o avanço do surto.


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Coronavírus, Gripe Aviária e o Aumento da Exportação para China

A China anunciou no sábado (01/02) que está enfrentando um surto de gripe aviária, além da desnutrição de milhares de frangos na província de Hubei, região afetada pela quarentena imposta pelo coronavírus.

O site “Bloomberg” noticiou que o isolamento pode vitimar mais de 300 milhões de aves.

Essa situação se agrava porque a China ainda estava se recuperando da peste suína africana que dizimou 50% da criação de porcos do país.

Tendo em vista esse panorama, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Fracisco Turra, se pronunciou afirmando que a junção desses fatores podem acarretar um aumento da demanda por carne do Brasil.

Turra disse ainda que: “Nossos representantes na China nos contam que a grande preocupação deles é a segurança alimentar”.

Resposta do mercado às perspectivas

Com um cenário otimista para as grandes produtoras e exportadoras de proteína animal, a B3 registrou altas nas principais empresas do ramo, nesta segunda-feira (03/02):

  • JBS (JBSS3): +1,96%
  • Marfrig (MRFG3): +2,55%
  • BRF (BRFS3): +3,34%

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Postado em: Notícias


Escrito por Ariane Lopes

Ariane Lopes, redatora do Portal Mobills. Formada em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Ceará - UFC e Pós-graduanda em Gestão Pública pela Universidade Católica Dom Bosco - UCDB. Pesquisadora incansável dos temas educação financeira e finanças pessoais. Principais hobbies: assistir documentários, ler, organizar eventos e viajar.


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