Copom reduz taxa Selic de 5,5% para 5% ao ano

Nesta quarta-feira (30/10), o Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do Banco Central, decidiu reduzir mais uma vez a Selic – taxa básica de juros da economia – em 0,5 ponto percentual.

A taxa caiu de 5,5% para 5% ao ano (nova mínima histórica) e se manterá nesse patamar pelos próximos 41 dias.

Sendo assim, confirmou-se o terceiro corte consecutivo na Selic, o que já era esperado pelo mercado financeiro.

O Copom também voltou a afirmar que há espaço para novas reduções.

Esta foi a penúltima reunião do Copom em 2019. A derradeira ocorre nos dias 10 e 11 de dezembro.

Fatores que motivaram o corte

A deliberação do Copom foi motivada basicamente pela fraqueza da atividade econômica (que se recupera em ritmo bem lento) e pelos índices de inflação controlados.

Para diminuir os juros, o Banco Central precisa estar com as expectativas de inflação ancoradas, isto é, as projeções abaixo ou dentro da meta (situação do momento).

Grande parte das projeções apontam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA ficará em 3,26% no fim de 2019.

Esse percentual é quase 1 ponto percentual abaixo do centro da meta de inflação, a qual é de 4,25%.

Aprovação da reforma da Previdência e cenário internacional positivo contribuíram

Entendeu-se que o aval do Congresso à medida proposta pelo governo demonstra que iniciativas para reduzir o deficit fiscal estão em andamento (O rombo previsto nas contas do governo este ano é de R$ 139 bilhões. Logo, será o 6º ano consecutivo de saldo negativo).

Espera-se, ainda, que a retomada da confiança dos investidores estrangeiros ocorra, devido à aprovação da reforma da Previdência.

Por fim, a tensão comercial entre China e Estados Unidos segue indefinida, porém, acordos feitos no início do mês foram uma sinalização positiva.

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Principais consequências da nova redução na taxa Selic

Podemos analisar os efeitos sobre a queda da taxa básica de juros da economia sob 4 perspectivas:

Consumidor

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo ao consumo e à produção.

Investidor

Renda Fixa perde atratividade.

Deve-se buscar maiores rentabilidades através da renda variável, onde se destacam os fundos imobiliários e ações.

Empresas

Com os juros menores, as despesas financeiras diminuem.

Como há mais dinheiro migrando para a bolsa de valores (a partir do movimento dos investidores que buscam uma melhor rentabilidade), mais capital acaba fluindo para dentro das companhias.

Portanto, o incentivo para investir em expansão aumenta.

Estado

Os gastos com custos e rolagem da dívida pública diminuem. Desse modo, a escalada da dívida perde força.

Além disso, com a grana dos investidores fluindo da renda Fixa para a renda variável e entrando mais dinheiro nas empresas, há uma maior geração de crescimento, aumento na arrecadação e melhor resultado fiscal público, o qual gera uma queda no risco país.

O que podemos esperar da última reunião do ano?

De acordo com as estimativas do mercado, a taxa Selic a ser definida no último encontro do ano pode ficar entre 4 e 4,75% ao ano, ou seja, deverá acontecer um novo corte.

Também espera-se que, depois dessa provável redução em dezembro, o patamar da taxa permaneça em torno de 4,5% até o final do ano de 2020.


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Como ocorre a definição da Selic

O Copom reúne-se a cada 45 dias para fixar a Selic, o principal objetivo é o cumprimento da meta de inflação, a qual é definida pelo Conselho Monetário Nacional – CMN.

Como já citei no início do post, a meta central de inflação para 2019 é de 4,25%.

Entretanto, como o sistema prevê margem de tolerância, será considerada formalmente cumprida se ficar entre 2,75% e 5,75%.

Quando a inflação indica que ficará acima da meta ou está alta, o Copom eleva a Selic.

Dessa maneira, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir, o crédito fica caro e o consumo tende a diminuir, assim, há uma redução do dinheiro que circula na economia.

Com isso, a inflação costuma cair.

Por outro lado, se as estimativas para a inflação estiverem alinhadas com a meta, o que está ocorrendo no cenário atual, é possível reduzir os juros.

Isso estimula a produção e o consumo.

Para 2020, a estimativa é de 4% – com oscilação de 2,5% a 5,5%.

Histórico

Como já mencionado, com a decisão desta quarta-feira, a Selic chegou ao menor percentual desde 1999, quando começou o regime de metas para a inflação.

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e, a partir desse momento, foi sendo reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano (julho de 2015).

A Selic permaneceu nesse patamar até outubro de 2016, quando o Copom voltou a diminuir os juros básicos da economia até alcançarem 6,5% ao ano (março de 2018).

10 reuniões se passaram sem que a taxa fosse alterada.

Então, em julho, o Comitê decidiu baixar a taxa para 6% ao ano, menor patamar até então.

Em setembro, novo corte, atingindo 5,5% e o terceiro seguido agora em outubro.

Evolução da taxa Selic desde janeiro de 2016

2016201720182019
Jan14,2513,75 -> 1376,5
Fev14,2513 -> 12,257 -> 6,756,5
Mar14,2512,256,75 -> 6,56,5
Abr14,2512,25 -> 11,256,56,5
Mai14,2511,25 -> 10,256,56,5
Jun14,2510,256,56,5
Jul14,2510,25 -> 9,256,56,5 -> 6
Ago14,259,256,56
Set14,259,25 -> 8,256,56 -> 5,5
Out14,25 -> 148,25 -> 7,56,55,5 -> 5
Nov14 -> 13,757,56,5
Dez13,757,5 -> 76,5

 

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