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Controle do orçamento familiar: os 7 erros mais frequentes

Casal fazendo o controle do orçamento familiar
Victor Leitão
Escrito por Victor Leitão

Estes erros levam ao desgaste das finanças da maioria dos brasileiros.

Controle do orçamento familiar: Os 7 erros mais frequentes 

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Manter o controle do orçamento familiar definitivamente não é uma tarefa das mais fáceis — para provar isso pode-se citar um estudo recente realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no qual constatou-se que mais de 60% das famílias brasileiras estão endividadas, comprometendo uma parte considerável da renda com o pagamento de parcelas e juros.

Tendo em vista esse panorama, reunimos abaixo os principais erros que levam ao desgaste das finanças das famílias brasileiras. Se o seu orçamento anda desequilibrado, descubra aqui se você não está cometendo alguns desses erros. Lembre-se: nunca é tarde para se organizar financeiramente!

Os 7 erros mais frequentes  no controle do orçamento familiar

1. Não elaborar um orçamento

Este é, de longe, o maior erro no trato das finanças pessoais.

Sem um controle do que se gasta, a tendência é se afundar em dívidas; e sem um planejamento financeiro, você fica estagnado — não consegue pensar no futuro nem investir seu dinheiro.

2. Ignorar os gastos do dia a dia

É bastante comum nos lembrarmos das grandes despesas na hora de elaborar o orçamento familiar, mas nos esquecermos das pequenas.

Defina um valor diário que pode gastar com esses pequenos itens, assim você evitará surpresas no fim do mês.

3. Parcelar qualquer compra, ainda que sem juros

O hábito de parcelar pequenas compras no cartão de crédito é o primeiro passo para o descontrole nas contas.

O que, à primeira vista, parece uma vantagem, no longo prazo se torna uma armadilha, pois sem a visão real do quanto você já gastou, o acúmulo de várias pequenas parcelas vira uma grande dívida no cartão.

4. Não destinar parte de sua renda para prioridades financeiras

Quais são as prioridades financeiras da sua família? Pode ser começar a investir, comprar a casa própria ou pagar a faculdade dos filhos — o ideal é alocar ao menos 15% da renda familiar para essas metas prioritárias.

5. Tratar gastos fixos como inalteráveis

Água, telefone, supermercado, luz e aluguel, por exemplo, são gastos fixos e, na maioria das vezes, inevitáveis — mas não inalteráveis!

Em situação de contenção de gastos pode-se procurar um aluguel mais barato ou considerar a redução da conta do supermercado.

6. Pensar somente nos gastos e não considerar alternativas para aumentar a renda em médio/longo prazo

Se você tiver fazendo todos os esforços para reduzir os gastos e, ainda assim, o seu salário continua acabando antes do final do mês, considere mudar de emprego!

Você não precisa continuar ganhando o que ganha hoje. Trabalhe muito, especialize-se em sua área de trabalho, procure melhores práticas de colegas e outras empresas.

A médio/longo prazo, você poderá se candidatar a vagas melhores. Outra alternativa para aumentar a renda é atuar como freelancer nos períodos em que não está no trabalho principal.

7. Não possuir uma reserva financeira suficiente para pelo menos 6-12 meses

Ninguém está livre de ter um problema de saúde ou de perder o emprego. Nessas horas, a qualidade de vida pode cair drasticamente se você não tiver se planejado.

Dessa maneira, é importante criar uma reserva de emergências com a qual você consiga manter, pelo menos, as principais contas em dia até conseguir se reposicionar. Não se esqueça dessa poupança na hora de definir as suas prioridades financeiras.

Com um orçamento equilibrado, você se sente no real controle das suas finanças pessoais e dá um destino melhor ao dinheiro que tem se esforçado tanto para conseguir.

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