Como decidir entre fazer um conserto, comprar usado ou novo?

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Uma situação muito comum no dia a dia é quando vamos ligar algum equipamento e, do nada, este para de funcionar. Nesses momentos, acabam vindo vários sentimentos e pensamentos à tona, como raiva, stress e frustração, já que sabemos que teremos que gastar certo valor com manutenção ou aquisição de um novo produto.

Primeiramente, é importante ter em mente que equipamentos têm uma série de componentes que estão sujeitos a problemas e também possuem “prazo de validade”. O que cabe a nós é verificar se compensa mais mandar arrumar aquele objeto ou adquirir um novo.

Para os equipamentos mais caros e que utilizamos com mais frequência, como geladeiras, computadores e carros, fazer a chamada “manutenção preventiva” (as famosas revisões, que são feitas para antecipar possíveis problemas) é um bom hábito, o qual contribui para maior duração dos produtos e menores gastos com manutenção.

No decorrer do texto, vamos abordar alguns tópicos que vale a pena você compreender melhor antes de decidir entre conserto ou compra de objetos novos. Confira!

Garantia

Primeiramente, quando adquirimos equipamentos novos, é importante ficarmos atentos às condições de garantia e guardar a nota fiscal, pois, em caso de falhas, teremos mais segurança.

A fim de assegurar aos consumidores a qualidade, eficiência e durabilidade de um produto, o código de defesa do consumidor categoriza três tipos de garantia:

i) Garantia Legal: o consumidor tem 30 dias para reclamar de problemas com o produto, se ele não for durável (alimentos), ou 90 dias se for durável (eletrodomésticos, carros). Além disso, no caso de um defeito não aparente, que se mostra depois de um certo tempo, o prazo começa a contar a partir do momento em que o defeito é constatado.

ii) Garantia Contratual: é a garantia que o fabricante ou fornecedor acrescenta a seu produto, de caráter não obrigatório. A vigência começa a partir da data de emissão da nota fiscal, com prazo e condições impostas pela empresa.

iii) Garantia Estendida: esta é normalmente oferecida pelas lojas. Não há relação com o fabricante, funcionando mais como um seguro. Nessa modalidade, existem a garantia original (igual à garantia original de fábrica), a original ampliada e a diferenciada (menos abrangente que a original).

 

Para o Instituo Brasileiro de Defesa do Consumidor, Idec, na maioria das vezes a garantia estendida não compensa, a não ser quando o contrato ofereça alguma vantagem real.

No caso do fornecedor ou fabricante não sanarem o problema do produto em até 30 dias, o consumidor pode exigir um produto similar, a restituição imediata da quantia paga ou o abatimento proporcional ao preço.

Conserto e reformas

Em muitos casos, o simples reparo do equipamento com defeito acaba sendo uma boa opção, economicamente falando. Em reportagem feita em julho de 2016, o Correio de Uberlândia visitou estabelecimentos de assistência técnica e verificou que é possível consertar objetos com custo menor do que 50% do valor do produto novo. Os reparos mais caros ficam, em média, 30% do valor de um aparelho novo.

Em época de crise, verificou-se que a manutenção de televisores e computadores acaba compensando, devido ao alto preço dos novos produtos e a crescente disponibilidade de peças no mercado. Outras categorias de produtos, como calçados, roupas, estofados e geladeiras também se mostram vantajosas.

No caso de aparelhos mais baratos, como por exemplo, produtos importados da China, acaba, de modo geral, não valendo a pena.

Em artigo do portal IG, o diretor técnico do grupo CT informa que cerca de 80% dos consertos custam menos da metade de um aparelho novo.

De modo geral, a sugestão é que os produtos sejam consertados quando o valor da manutenção não ultrapasse 50% do preço de um produto novo.

Comparando preços

Quando nota-se que vale mais a pena comprar um produto novo, ou que não há conserto, inicia-se a fase de levantamento dos preços. É importante não sair comprando já de cara, mesmo que seja urgente, pois há formas bem simples de fazer uma comparação básica.

Uma primeira opção é levantar o preço dos produtos usados. Em muitos casos, as pessoas compram coisas que acabam não precisando ou usando tanto, e acabam se desfazendo, muitas vezes, com o artigo praticamente novo. Dessa forma, é possível pesquisar preços desses artigos de algumas formas:

– Mercado Livre: foi fundado em 1999 na Argentina. É uma empresa de tecnologia que oferece soluções de comércio eletrônico para que pessoas e empresas possam comprar, vender, pagar, anunciar e enviar produtos por meio da internet. Opera hoje em 14 países.

– OLX: foi fundada em 2006 no Brasil. A empresa publica anúncios classificados na internet. Hoje está presente em 118 países

– Grupos de Trocas e Vendas do Facebook: são muito comuns hoje em dia, criados geralmente por regiões.

Para produtos novos, vale a pena comparar o preço nas diferentes lojas virtuais, por meio dos comparadores de preço:

– Buscapé : Foi criado em 1999 por quatro estudantes da USP. Hoje é um dos maiores sites de busca e comparação de preços de e-commerces da América Latina.

– Google Shopping: é integrado ao maior buscador do mundo, o Google. Foi lançado em 2011

– Zoom: Fundado em 2011, apresenta, além da busca e comparação de preços, o serviço Zoom Garante, que, no caso da loja não entregar o produto, quem resolve o problema é o próprio Zoom.

– Já Cotei: Compara os preços e ainda permite ganhar pontos ou milhas em programas de fidelidade.

– Baixou: informa quando os produtos têm seus preços reduzidos.

É sempre importante ficar alerta com os fretes, pois, em muitos casos, eles chegam a superar o valor do próprio produto. Em algumas situações, é possível comprar pela internet e retirar em alguma loja física da marca (lojas como Ponto Frio, Casas Bahia e Saraiva possibilitam isso, e, diversas vezes, têm seus produtos na internet com preços mais baratos que na própria loja). Ficar atento à proximidade de datas especiais para descontos, como a Black Friday, também é um boa tática.

Busque Cupons

Ademais, é interessante dar uma olhada para ver se não existem cupons de desconto para a loja em que se vai comprar o produto.

O site Save Me é o maior agregador de cupons de desconto da América Latina, promovendo o encontro entre consumidores em busca de bons descontos e anunciantes com ofertas incríveis. Segundo o site, são mais de 50 mil ofertas de 300 lojas diferentes, R$ 4 milhões de reais economizados por mês. A empresa também faz parte da Buscapé Company.

Outra opção é o Cuponomia. Os cupons oferecidos são negociados diretamente com as lojas. Segundo o site, já foram mais de 10 milhões de cupons utilizados, R$ 150 milhões economizados e 2.500 lojas cadastradas.

Não se esqueça de verificar lojas físicas

Apesar da evolução e facilidade das compras pela internet, a busca de produtos e seus preços em lojas físicas também não deve ser descartada.

Comparar preços em lojas populares, supermercados, atacados, e na própria fábrica ou distribuidora (quando disponível) pode oferecer menores preços.

Conclusão

Conforme pode-se ver, não é necessário se estressar tanto quando ocorrer a quebra de um equipamento, pois estamos sujeitos a isso o tempo todo.

Além do mais, não significa que gastaremos muito dinheiro, pois existem diversas opções para conserto ou reposição.

Criar o hábito de poupar uma quantia por mês e nutrir sua reserva de emergências para troca ou reparo de objetos também é uma ação fundamental e evita maiores impactos sobre suas finanças.

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