Sair das dívidas

Dívidas: como saber se o seu nome está sujo

Homem usando notebook e pesquisando como saber se o seu nome está sujo
Victor Leitão
Escrito por Victor Leitão

Trouxemos dicas valiosas para descobrir isso e ver como limpá-lo.

Dívidas: como saber se o seu nome está sujo

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Você entra em uma loja e prepara toda a documentação para concretizar uma compra quando, inesperadamente, descobre que o seu nome está sujo.

O susto inicial se mistura a um sentimento de surpresa e vergonha, afinal, essa situação é mesmo constrangedora. Tudo fica pior ainda quando você não faz ideia do motivo que gerou a restrição.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), mais da metade dos brasileiros está com restrição no nome e não sabe — e tampouco possui informações a respeito de onde buscar os relatórios de débito.

Você quer saber se seu nome está sujo e quais dívidas causaram isso? Para isso, é essencial fazer a consulta nos órgãos responsáveis por inserir o nome nesses cadastros para saber se o seu nome está sujo na praça.

Nos tópicos abaixo, você vai saber quais órgãos são esses e de que forma você consegue buscá-los, além de algumas dicas para ficar livre desse tipo de problema de forma definitiva. Acompanhe!

Como saber se o seu nome está sujo

Quais são os motivos mais comuns para as restrições junto aos órgãos de crédito?

Obviamente o único motivo é a inadimplência, ou seja, a falta de pagamento de um compromisso financeiro assumido.

Existem as situações em que os consumidores simplesmente deixam de honrar com os pagamentos por falta de dinheiro mesmo. São situações como não pagar o cartão de crédito, um cartão de loja, um boleto de serviços, não cumprir com a pensão alimentícia ou, até mesmo, deixar de ter fundos na conta corrente para cobrir o crédito especial ou os cheques.

Mas existem alguns tipos de dívidas que muitas vezes pegam o consumidor de surpresa, como as pendências residuais de contas correntes inativas.

Além disso, há também os pagamentos de débitos residuais quando você muda de operadora de telefone, TV a cabo, internet ou serviço similar. Saiba que isso tudo também faz com que seu nome passe a constar nos registros dos órgãos de proteção ao crédito.

Quais são os principais órgãos de proteção ao crédito?

A maioria das pessoas conhece o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e o Serasa Experian, que são os órgãos de proteção ao crédito mais antigos. Tratam-se de empresas particulares que recebem os dados dos inadimplentes das empresas, e esses dados podem ser consultados pelos estabelecimentos comerciais e outros tipos de interessados.

Tanto a inclusão quanto a consulta dos CPFs são serviços pagos. Para aumentar a concorrência nesse tipo de prestação de serviço, em 2010, surgiu o Boa Vista Serviços, que trabalha da mesma forma dos citados anteriormente.

Além desses, existem os órgãos de proteção ao crédito geridos pelo governo, que são:

  • CCF: Cadastro de emitentes de cheques sem fundos.
  • CADIN: Cadastro de devedores de impostos, tributos ou qualquer outro tipo de dívida ativa (controlado pelo Banco do Brasil).
  • SCR: Sistema de Informações de Crédito do Banco Central do Brasil. Trata-se de instrumento de consulta a respeito da confiabilidade envolvida naquela cessão de crédito. Muito utilizado na análise de crédito para transações envolvendo apartamentos, veículos, etc.

Como fazer a consulta e saber se um nome está sujo?

Qualquer pessoa pode ir aos órgãos como SCPC e Serasa Experian fazer essa consulta, desde que esteja munida dos documentos pessoais (identidade, CPF, Carteira de Trabalho e comprovante de endereço).

Mas se você preferir fazer essa consulta pela internet, por meio de uma procura simples nos sites de busca você conseguirá encontrar e acessar os sites dos órgãos de proteção ao crédito. Nesses portais, poderá obter todos os tipos de informações a respeito das maneiras de ter acesso aos cadastros.

COMO LIMPAR O SEU NOME: ENTENDA AQUI

Algumas instituições, como os Clubes dos Diretores Lojistas (CDL) de algumas cidades, também oferecem esse serviço de consulta. Lembre-se que os serviços de consulta realizados na internet são pagos.

Já nos serviços geridos pelo governo, normalmente, há a necessidade de que a consulta seja feita pessoalmente nos órgãos correspondentes, como a Secretaria da Fazenda (no caso do CADIN) e o Banco Central (no caso do SCR e do CCF).

Outra questão que se deve ter muito cuidado é sobre a procedência dos sites. Não insira seu CPF e outros dados pessoais em formulários que você não tem a plena certeza de que se trata de um serviço real.

Depois da consulta, o que é preciso fazer?

Se você realizou a consulta e descobriu que tem um débito pendente, procure imediatamente a empresa responsável pela dívida para negociar o que deve. Geralmente, o nome só fica com restrição passados 30 ou 60 dias a partir do prazo para pagamento.

Provavelmente, alguns contatos foram feitos e, como não houve retorno, seu nome ficou com restrição. Também é importante se certificar de que a dívida registrada é legítima e que foi feita por você mesmo, pois algumas fraudes também acontecem.

Dê preferência às instituições que originaram a dívida, como os próprios bancos e lojas. Estamos falando isso porque é um procedimento comum dos credores “venderem” a dívida para empresas de advocacia ou outras formas de recuperação de crédito.

Mas acontece que, normalmente, o seu credor imediato — e não a empresa que “comprou” a dívida — possui melhores condições de pagamento, para que o débito seja negociado e pago por você de forma mais fácil.

E o que acontece depois? Assim que a dívida é negociada, o nome já está limpo?

O primeiro passo é pagar o boleto da dívida atualizada ou da primeira parcela da renegociação. Como os boletos são recebidos, geralmente, por instituições bancárias, a baixa destes ocorre durante o prazo para a compensação, que é de até 5 dias.

Somente após a baixa da quitação integral ou do pagamento da primeira parcela é que o nome deixa de constar no cadastro dos órgãos de proteção ao crédito.

É verdade que após cinco anos a dívida é perdoada?

Isso não é verdade. O que acontece é que na lei existe o chamado prazo prescricional. Esse prazo passa a contar a partir da data de inclusão do CPF do consumidor nos órgãos de proteção ao crédito.

Caso a dívida não seja paga dentro desse tempo, o credor perde o direito de manter o devedor em um cadastro de clientes inadimplentes.

Isso, muitas vezes, permite que esse devedor tenha acesso ao crédito em outros bancos ou lojas, pois o nome dele não estará constando mais como restrito.

Mas acontece que a instituição credora ainda poderá entrar em contato solicitando o pagamento, além de não oferecer mais crédito ao cliente inadimplente.

Não existe essa obrigação por parte dos comerciantes ou prestadores de serviço. O crédito, na verdade, é apenas uma concessão de facilidade ao cliente.

Como evitar que um nome entre em um cadastro de inadimplentes?

Cuide bem do seu nome

Muitas vezes, o nome do consumidor fica com restrições em função de outras pessoas. Para evitar que esse tipo de coisa aconteça, evite emprestar o seu nome para terceiros e ser fiador de outras pessoas.

Lembre-se que é comum que as relações que envolvam compromissos financeiros acabem gerando desavenças e até inimizades irrecuperáveis.

Seja organizado e detalhista

É importante estar atento aos pequenos e grandes gastos, dívidas em cartão de crédito e outros ônus que podem gerar rapidamente uma restrição ao seu nome, como financiamento imobiliário ou de automóvel.

Não assuma nenhum dever de pagar sem fazer um planejamento antes, mesmo que o gasto seja pequeno. A falta de cuidado para não gastar mais do que se ganha é uma das principais causas de inadimplência.

Conte com o auxílio de ferramentas de gestão financeira

Para manter o controle de receitas e despesas no dia a dia, experimente usar um aplicativo para acompanhar os seus gastos e manter seu nome sempre limpo. Ele vai ajudá-lo a perceber quando você estiver ultrapassando o limite de desembolsos no mês ou qual a melhor forma de utilizar o seu dinheiro.

Porém, entenda que é fundamental que você “alimente” o aplicativo com o valor de qualquer tipo de gasto, mesmo que seja um valor ínfimo. Isso poderá fazer toda a diferença no final do mês.

Não gaste tudo aquilo que ganha

Para grande parte das pessoas, poupar dinheiro é algo muito difícil. Mas um planejamento a médio ou longo prazo pode ser feito para que você consiga guardar entre 10 e 15% do que se ganha, de forma a não ser pego de surpresa em emergências, como doenças e acidentes, e não comprometer de forma grave a sua saúde financeira.

O que é o cadastro positivo?

Por força de lei, as empresas que possuem cadastros de inadimplentes passaram a serem obrigadas a manter um cadastro de bons pagadores.

Isso permite que as instituições consultem esse serviço e possam oferecer melhores condições de financiamento, assim como limites de créditos mais adequados para os interessados em figurar nesse sistema.

O cadastro positivo não é obrigatório para a pessoa interessada em ter crédito, mas estar com o nome limpo ainda oferece mais essa vantagem significativa.

Negocie para voltar a ter crédito

Agora que você já descobriu como saber se seu nome está sujo, faça o possível para ter acesso ao crédito sempre, pois isso é muito importante para qualquer consumidor consciente — principalmente pela facilidade em adquirir bens mais difíceis de serem comprados à vista, como veículos e imóveis.

Quem vive com restrições no nome, vive preocupado e com limitações constantes, o que pode interferir inclusive nas suas relações pessoais e até na sua saúde.

Sendo assim, faça contato direto com a empresa com a qual você tem a dívida. Você poderá quitar a dívida, muitas vezes com descontos, e até renegociá-la.

A partir daí, a restrição do seu nome será retirada em até 5 dias úteis e você poderá voltar a ter crédito e fazer financiamentos normalmente.

Então é isso, mantenha seu nome sempre limpo, tenha mais acesso ao crédito e melhor qualidade de vida. Para ver mais dicas financeiras, basta acessar os diversos outros textos do nosso blog!

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Sobre o autor

Victor Leitão

Victor Leitão

Victor Leitão, coordenador de marketing e especialista em finanças pessoais do Mobills, além de ser o editor-chefe do Portal Mobills. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Ceará - UFC e técnico em informática pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - IFCE. Pesquisador incansável dos temas educação financeira e finanças pessoais. Principais hobbies: assistir filmes/séries, jogar futebol/Dota 2 e viajar.