Como garantir um bom futuro financeiro para seu filho

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O nascimento de um filho com certeza é motivo de muita felicidade. No entanto, desde o momento em que a criança nasce, a preocupação também passa a ser constante.

No campo das finanças pessoais, além da mudança na estrutura financeira atual da família, os pais conscientes pensam bastante se os filhos terão condições financeiras para começarem sua própria vida e como ajudar nessa situação.

A preocupação aumenta diante de um envelhecimento da população e do fato dos brasileiros não saberem se poderão contar com ajuda do Governo na aposentadoria.

Apesar de tudo isso, os pais não devem se desesperar, pois existem maneiras de garantir um bom futuro financeiro para os filhos. Confira algumas dicas!

Como garantir um bom futuro financeiro para seu filho

Para ajudar os pais nesta missão, 3 especialistas deram opiniões sobre o tema: o educador financeiro Mauro Calil, da Academia do Dinheiro; Letícia Camargo, planejadora financeira certificada pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros – IBCPF; e Michael Viriato, coordenador do Laboratório de Finanças do Insper.

“Muitas pessoas ainda pensam na poupança, mas as opções de investimento vão bem além da caderneta, que só é escolha para quem não conhece nada de finanças”, explica Viriato.

De acordo com o professor, o primeiro passo que os pais devem tomar é elaborar o planejamento financeiro e estabelecer uma meta. “Se os pais não souberem exatamente a finalidade para a qual estão poupando, a chance de usar esse dinheiro antes do tempo com outros objetivos é grande.”

Para tentar evitar isso, uma dica do educador Mauro Calil é fazer o investimento no CPF do filho. “Isso ajuda a criar uma barreira psicológica que impede o pai de usar a economia da criança para outras finalidades”, diz.

Outro ponto interessante, é que como se trata de investir para o futuro de uma criança, o tempo está a favor. “Em investimentos para crianças, pode-se adotar estratégias de maior risco para obter uma rentabilidade maior também”, afirma Calil. “Para uma criança de 0 a 7 anos, aconselho investir 100% em ações. Depois dessa idade, você pode ir mesclando com outros investimentos até os 15 anos.”

Já quando o adolescente atingir os 15 anos, o especialista aconselha a diminuir a exposição ao risco, uma vez que o prazo para alcançar o objetivo está mais próximo. A opção é buscar uma renda fixa mais atraente como Tesouro Direto e LCI.

Atenção!

Segundo Letícia Camargo, antes de os pais investirem em algo para os filhos é necessário que eles já tenham construído seu próprio patrimônio.

“Ter pelo menos uma casa própria e uma poupança para a aposentadoria também é poupar para os filhos, porque se os pais não tiverem condições de se sustentar na velhice, os filhos terão de fazê-lo”, observa.

Veja, a seguir, quais são os investimentos indicados pelos economistas para que você possa garantir um bom futuro financeiro para o seu filho.

Ações

São os investimentos mais indicados para o longo prazo. Analisando por esse ponto de vista, quem tem mais tempo que as crianças?

A principal dica é entrar em um fundo de ações (para que você não tenha que se preocupar em escolher os papéis) e buscar um que pague dividendos.

Lembre-se: é importante investir todo mês, pois só assim os resultados aparecem. Três anos antes do resgate, concentre seus investimentos em renda fixa para não correr riscos.

Tesouro Direto

A partir de R$ 30, é possível investir em títulos do governo que acompanham a SELIC (taxa básica de juros da economia), que pagam juros mais inflação ou que pagam uma taxa de juros combinada antecipadamente. 

Títulos indexados à inflação

O Tesouro Nacional emite os títulos Tesouro IPCA+ (antigas NTN-Bs), que são títulos que pagam, no vencimento, um rendimento fixo mais a inflação.

Para fazer a poupança do filho, a sugestão de Michael Viriato é comprar papéis que vão vencer quando ocorrer o resgate. Dessa forma, o investidor foge da chamada marcação a mercado, que faz o preço oscilar bastante e pode assustar os mais inexperientes.

CDBs

Se você tem até R$ 999 para aplicar, procure um CDB que remunere o investimento em pelo menos 95% do CDI. Segundo Mauro Calil, os bancos menores pagam isso.

Além do mais, o Fundo Garantidor de Créditos – FGC garante até R$ 250 mil contra a mesma instituição associada, ou contra todas as instituições associadas do mesmo conglomerado financeiro.

LCA e LCI

A partir de R$ 1.000, é possível fazer aplicações em Letras de Crédito do Agronegócio – LCAs ou Letras de Crédito Imobiliário – LCIs que pagam cerca de 90% do CDI.

Como sobre esses papéis não incide Imposto de Renda – IR, a aplicação rende, na prática, 106% do CDI, diz Calil. Vale ressaltar que nesses casos há um prazo mínimo para sacar, conforme cada contrato, indo de 60 dias a 36 meses.

Previdência privada

Quando se trata de previdência privada, a taxa de administração deve ficar abaixo de 1% ao ano e os pais devem negociar para não pagar taxa de carregamento, que retira uma parte da aplicação.

O PGBL é bom para quem faz a declaração de IR completa. Já o VGBL só cobra IR sobre os rendimentos. Se escolher a tributação regressiva, o IR pode cair para 10% após 10 anos. Mas, se sacar antes de 2 anos, o IR é de 35%.

Outras sugestões

Para finalizar, trouxemos mais algumas dicas para que você assegure um bom futuro e uma boa educação financeira para o seu filho.

Criar o hábito de poupar pode ser difícil para quem vive com o orçamento apertado. Contudo, quando se fala em poupar, não significa guardar mais da metade de seu salário, mas uma pequena quantia mensal, a qual poderá render e gerar bons frutos.

Quanto mais cedo você conseguir poupar, melhor! Isso porque a quantia a ser reservada mensalmente poderá ser menor, já que você terá mais tempo para juntar.

Pensando na aposentadoria, saiba que isso não significa que você, ou seu filho, deva ficar parado ou que se tornou inútil à sociedade neste momento da vida. Saiba que existem diversas atividades que podem ser rentáveis. Pense também em trabalhos voluntários, se o orçamento estiver em dia.

Além do dinheiro guardado, os pais devem se preocupar com a educação financeira de seus filhos. De nada adianta disponibilizar a quantia para eles, se eles não souberem fazer um bom uso dela.

Portanto, para garantir que seus filhos farão bom uso do dinheiro, nada de dizer somente “sim” a tudo o que pedem. Saiba conversar com seu filho e incluí-lo nas discussões sobre o orçamento familiar. Estas ações farão com que ele seja consciente financeiramente e não se torne um consumidor compulsivo.

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