Planejamento Financeiro

Como formar sua reserva para emergências em até 2 anos

Mão colocando várias moedas ao redor de uma muda de planta simbolizando como formar reserva para emergências
Victor Leitão
Escrito por Victor Leitão

A reserva financeira para emergências é uma regra que se aplica a todos, independentemente do volume de renda e das condições financeiras.

Como formar uma reserva para emergências em até 2 anos

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Embora se saiba que é importante ter uma reserva financeira para momentos de emergência, apenas uma pequena parte das pessoas segue a sugestão dos educadores financeiros de guardar o montante equivalente a pelo menos 6 meses de despesas mensais para utilizar quando estiverem passando por um período de dificuldade financeira.

Conseguir juntar dinheiro em uma reserva para emergências significa ter maior condição de superar as situações adversas que a vida nos impõe, sem ter que lançar mão do uso do cheque especial toda vez que for necessário gastar em ocasiões inesperadas.

Portanto, a reserva financeira para emergências é uma regra que se aplica a todos, independentemente do volume de renda e das condições financeiras.

Um ponto interessante é que, diferentemente do que a maioria das pessoas pensam, construir essa reserva não é algo tão complicado, basta um planejamento financeiro eficiente. Veja nossas dicas para você aprender como formar sua reserva para emergências em até 2 anos.  

Como formar uma reserva para emergências em até 2 anos

 

Organize as contas

Se você deseja começar a acumular dinheiro, o primeiro passo é colocar as contas em dia. Não é possível pensar em guardar dinheiro se você está gastando mais do que ganha e se não sabe exatamente quais são suas receitas e despesas.

Sendo assim, comece a organizar as contas e a elaborar seu orçamento. Primeiramente, faça o mapeamento de todas as suas receitas e despesas, depois verifique onde você gasta mais e defina aquilo que pode ser eliminado.

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Defina um plano para quitar as dívidas (se tiver)

Se você estiver endividado, deve, antes de tudo, analisar e calcular tudo que você está devendo.

Após essa primeira etapa, procure os credores para tentar renegociar, principalmente se já existirem parcelas em atraso. Faça o possível para se livrar primeiro de dívidas mais altas, como juros rotativos do cartão de crédito e cheque especial

Talvez você queira conhecer os 8 erros para NÃO cometer na hora de renegociar suas dívidas.

Estabeleça metas de gastos

A partir deste terceiro ponto, você pode voltar a assumir o controle de suas finanças, estabelecendo metas para cada uma das suas despesas. Tente colocar em prática a regra dos 50-15-35, onde divide-se a renda em 3 grandes grupos:

Gastos essenciais: aqueles necessários para a sua manutenção no dia a dia, como alimentação, moradia, transporte, saúde e educação; Metade da sua renda (50%) deve ser destinada a eles;

Prioridades financeiras: se você têm dívidas, a principal prioridade deve ser quitá-las. Se não, poupar para construir sua reserva para emergências. Se você já tem uma reserva financeira, poupe para outros objetivos; 15% da sua renda deve ser reservada a elas;   

Qualidade de vida: estes gastos não são imprescindíveis, mas permitem que você aproveite mais a vida; 35% da renda deve ser direcionada para isso.  

Transformando a reserva para emergências em prioridade

Se você conseguir poupar 15% da sua renda todos os meses, em 1 ano e 8 meses você conseguirá acumular 3 salários.

Dependendo de quanto você gasta por mês, essa quantia já pode ser equivalente a 6 meses de despesas mensais, mas caso não seja, já é um montante pelo menos razoável e suficiente para pessoas que possuem emprego estável.

Valor ideal da reserva para emergências

Apesar da recomendação dos educadores financeiros de 6 a 12 meses de renda (dependendo da sua estabilidade no emprego), esse valor varia bastante de pessoa para pessoa.

O ideal é que a quantia acumulada na reserva para emergências garanta todas as suas despesas por 6 meses, no mínimo. Exemplos:

– Funcionário público: devido à estabilidade do emprego, 3 salários podem ser suficientes;

– Casal: 4 a 5 salários costuma ser suficiente, uma vez que dificilmente ambos perdem o emprego ao mesmo tempo;

– Solteiro: levando em consideração que a fonte de renda é única, 6 salários é uma boa quantia para se proteger de momentos de adversidade, como uma doença ou desemprego.

– Autônomos: como a renda pode variar bastante de época para época e entendendo que não há tanta garantia, 12 meses seria o mais recomendado.

– Casos de preocupação com o desemprego: 12 meses também é o mais recomendado para estas pessoas.

Onde guardar a reserva para emergências

Por se tratar de uma reserva para emergências, os recursos devem ser acessados facilmente.

Sendo assim, eles devem ser aplicados em um produto de investimento que tenha alta liquidez e baixo risco, para que você possa pôr e tirar o dinheiro com tranquilidade.

As opções mais sugeridas são Tesouro Selic, fundos de renda fixa, CDB, LCI e LCA, pela maior rentabilidade, mas a caderneta de poupança também pode ser utilizada inicialmente para esse fim.

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Utilização da reserva para emergências

Você deve utilizar essa reserva financeira somente nos momentos em que estiver realmente necessitando.

O objetivo dela é que você não tenha que se utilizar (em momentos de dificuldade ou necessidade) de outros recursos que possam te deixar endividado, como o cheque especial, por exemplo.

Portanto, utilize-a adequadamente e não se esqueça de alimentá-la novamente quando as finanças estiverem equilibradas.

Não tenho condições de poupar 15% todo mês

Se você está muito endividado, de fato será complicado separar 15% da sua renda para construir uma reserva para emergências. Neste momento, você tem que ter um pouco de paciência.

Quando conseguir organizar as contas e definir um plano para quitar as dívidas, em breve estará com as contas em ordem, as dívidas controladas e conseguirá poupar esse valor. 

Se não dá para ser 15% agora, poupe o valor que puder, mas tenha como meta elevar essa quantia assim que possível e aumente a porcentagem da sua renda destinada à poupança aos poucos, até conseguir atingir os 15% por mês.

Quero formar a reserva para emergências antes de 2 anos

Estipule um valor maior para suas prioridades financeiras. Se você conseguir poupar 25% ao invés de 15% por mês, conquistará os 3 salários ou 6 meses de despesas mensais em aproximadamente um ano.

Para atingir esse objetivo, você tem que rever seus gastos mensais, reduzir primeiro a participação de 35% das despesas ligadas à qualidade de vida e, em seguida, dos gastos essenciais.

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