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Como fazer um empréstimo de forma inteligente

Calculadora e lapiseira simbolizando o tema Como fazer um empréstimo
Ariane Lopes
Escrito por Ariane Lopes

Precisando de dinheiro para sanar as dívidas? Veja como fazer um empréstimo de maneira segura e não se enrole com as suas finanças.

Como fazer um empréstimo de forma inteligente

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Ninguém quer estar endividado, nem passar por uma emergência financeira, na qual pedir dinheiro emprestado seja a única solução, porém, essas situações são comuns e temos de lidar com elas da melhor maneira possível.  Nesse artigo ajudaremos você a enfrentar suas dívidas de modo a não piorar suas finanças.

Como qualquer outro item de consumo, dinheiro é um produto financeiro. Por isso, quando precisamos pegar um empréstimo temos que arcar com os custos dessas transações. A questão é que esses custos variam bastante a depender de onde o empréstimo é feito, da analise de crédito e de outros fatores associados.

Então, como fazer um empréstimo de maneira segura e garantindo as melhores taxas? Veja nossas dicas e aprenda a fazer um empréstimo de forma inteligente, sem complicar ainda mais seu orçamento, afinal, você está em busca de soluções e não de novos problemas.

Entenda como fazer um empréstimo de forma inteligente

 

1. Empréstimos com parentes e amigos

Se você tiver essa opção, recorra a ela. Dessa maneira, você pode negociar uma taxa de juros bem mais baixa. No entanto, para não estragar o relacionamento, proponha uma remuneração pelo capital emprestado (juros) e um instrumento para garantir que o negócio tem validade legal, como uma nota promissória.

A desvantagem desse tipo de transação é que você pode se sentir mais à vontade para atrasar ou não pagar os valores, o que pode acabar com uma relação de confiança de anos.

Por outro lado, a aproximação entre as partes pode surtir efeito contrário, deixando o devedor mais compromissado em pagar a dívida para preservar a ligação com o amigo ou parente.

2. Dê preferência aos consignados

Por ter um risco menor, já que as parcelas são descontadas diretamente do salário ou do benefício do INSS, as taxas de juros são as mais atrativas nessa modalidade.

A taxa média de juros do crédito consignado em setembro ficou em 2,04% ao mês para aqueles que recebem benefícios previdenciários pelo INSS, em 3% para trabalhadores do setor privado e em 1,97% ao mês para funcionários públicos, segundo o Banco Central. Só para que se tenha uma imagem mais nítida, comparativamente a taxa de juros média cobrada no crédito rotativo do cartão de crédito em setembro foi de 12,4% ao mês.

Contudo, não basta apenas saber que o empréstimo é consignado e aceitar qualquer condição que lhe for imposta. As taxas variam muito de uma instituição financeira para outra, por isso, a pesquisa e as simulações continuam imprescindíveis, mesmo nessa modalidade.

Esse tipo de crédito para um trabalhador do setor privado, pode custar entre 1,53% e 6,73% ao mês, de acordo com os dados coletados pelo Banco Central em setembro junto às diferentes instituições financeiras que oferecem consignados.

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3. Procure bancos

De acordo com um levantamento feito pela Proteste, o CET (que é a soma de todas as taxas cobradas em um empréstimo ou financiamento ou parcelamento) dos bancos é menor do que o CET das financeiras. Assim, um empréstimo pessoal contratado junto a uma financeira sairá bem mais caro do que se a solicitação do crédito fosse feita em um banco.

Isso ocorre porque os bancos tem o histórico de seus clientes e podem fazer uma análise de crédito mais confiável. Já as financeiras, oferecem crédito rápido e, muitas vezes, sem análise de crédito. Algumas aceitam como cliente inclusive negativados. Dessa forma, pela diferença do risco assumido, as taxas são diferentes e, na maioria dos casos, bem maior nas financeiras.

Mas, como pesquisar de uma maneira fácil e rápida? Uma alternativa é valer-se dos serviços online de contratação de empréstimo pessoal. Caso queira saber mais sobre, leia o texto que se encontra logo após o tópico 6.

4. Busque o barateamento da dívida

O empréstimo deve ser uma ferramenta para ajudar a diminuir o endividamento, uma vez que você estará trocando uma dívida por outra, mas certifique-se que a nova dívida crescerá em uma velocidade menor, trocando uma taxa de juros mais alta por uma mais baixa.

Caso o crédito consignado não seja uma possibilidade para você, já que apenas assalariados ou beneficiários do INSS podem contratar esse crédito, a segunda melhor opção é o empréstimo pessoal, que apesar de possuir juros não muito atrativos, ainda consegue ser mais barato que o parcelamento do cartão de crédito e o cheque especial.

Mais uma vez fica o alerta, as diferenças entre as diferentes instituições financeiras, quanto à taxa de juros, é uma realidade. Sendo assim, consulte o site do Bacen, pesquise e faça simulações. Afinal, seu objetivo é encontrar as melhores condições para sair do endividamento.

5. Leia o contrato

É crucial estar bem informado sobre as condições do empréstimo, não se deixe enganar e leia com atenção o instrumento de cessão de crédito.

Se tiver dúvidas, pergunte e esclareça todos os pontos conflituosos. Cuidado também com a venda casada de produtos financeiros, ou seja, você quer contratar algo, mas o banco ou a financeira te obrigam no contrato a levar mais do que você quer e por preços maiores.

6. Cuidado com os golpes online

Um modo rápido e fácil de pesquisar os custos de um empréstimo são as simulações online em sites que realizam a modalidade do empréstimo online. Entretanto, todo cuidado é pouco, pois são frequentes os relatos de golpes. Para se resguardar e não perder a comodidade da pesquisa e contratação online, veja as dicas:

  • Só navegue por sites seguros, aqueles que são “HTTPS” e mostram um cadeado antes do endereço do site.
  • Pesquise junto à Receita Federal, Bacen, Procon e sites como “Reclame Aqui”, se a empresa existe, se está apta a operar com os produtos financeiros que oferece e se os clientes estão satisfeitos com os serviços prestados.
  • Não pague taxas adiantadas em hipótese alguma, esta não é uma prática comum no mercado, e é um forte indício de fraude.
  • Desconfie se a proposta for “boa demais para ser verdade”, por mais que a diferença entre os custos dos empréstimos possam variar bastante, se as condições estiverem muito aquém do mercado, desconfie. O mercado financeiro é regido por leis rígidas e órgãos de controle, o que não permite uma oscilação muito grande entre taxas e condições.
  • Exija sempre um contrato ou instrumento formal.
  • Não aceite fazer os pagamentos em contas de pessoas físicas.
  • Não deixe seus dados disponíveis em comentários e páginas públicas pela internet. Isso facilitará a ação dos golpistas, que podem entrar em contato com você sabendo de todas as suas informações de antemão.

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7. Analise o CET

Muitos não sabem, contudo, mais importante que a taxa de juros é o Custo Efetivo Total (CET) do empréstimo, que inclui todos os valores cobrados pela instituição para conceder o crédito, como impostos, seguros e taxa de abertura de cadastro.

Dessa forma, a taxa de juros não é o único fator que determina qual o melhor negócio, uma vez que podem existir outros bancos ou financeiras com taxas mais altas, mas com CET mais barato.

E atenção, os bancos e financeiras são obrigados a informar o CET, segundo o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Então, se ao buscar informações sobre o CET a instituição não quiser informar, acione os órgãos de defesa do consumidor.

Quer saber como é feito o calculo do CET? Acesse: http://www.bcb.gov.br/pre/bc_atende/port/custo.asp#5

8. Descontos proporcionais

E se a sua situação financeira melhorar e você quiser quitar seu débito antes do prazo máximo estipulado? Ao manifestar a vontade de efetuar o pagamento ou a quitação antecipada do empréstimo em qualquer tempo, o cliente tem o direito a descontos proporcionais de juros que variam de instituição para instituição. Exija seus direitos.

Este é mais um dos pontos que você deve observar e negociar antes de assinar o contrato.

9. Planeje seu orçamento

Não adianta nada pegar um empréstimo e continuar com as contas descontroladas. Antes de recorrer a uma das linhas de crédito apresentadas é preciso que você saiba exatamente como estão suas finanças, coisas como: Quanto você deve? Quais são seus gastos mensais? Quanto é sua renda líquida? Qual o tamanho da parcela que você pode arcar?

Com posse dessas informações, você poderá analisar qual a melhor proposta de crédito, melhor prazo de pagamento e será possível, também, ver quais dívidas vale a pena pagar com o empréstimo, porque dependendo do custo da dívida pode valer a pena ou não trocar uma pela outra.

Assim, tomar um empréstimo só é uma boa solução quando você tem uma dívida com taxa de juros muito alta, como rotativo do cartão de crédito ou cheque especial, por exemplo. Nestes casos, a troca de dívida pode compensar.

Além disso, não é certo agir por impulso e não se importar com os valores e prazos de pagamentos, pois, se não conseguir pagar as prestações, sua situação financeira pode ficar ainda pior. Portanto, você precisa ter um planejamento financeiro fiel a sua realidade, já que sabendo de quanto dinheiro você dispõe por mês para pagar as prestações, encontrar a melhor proposta se torna mais fácil.

Essas foram as dicas que julgamos ser as mais relevantes na hora de escolher qual empréstimo tomar ou, ainda, se é uma boa decisão pegar um empréstimo.

Conta para gente se elas foram úteis para você! Você já esteve endividado e se livrou das dívidas sem precisar de um empréstimo? Como? Deixe seu comentário e ajude outras pessoas com a sua experiência.

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Sobre o autor

Ariane Lopes

Ariane Lopes

Ariane Lopes, redatora do Portal Mobills. Formada em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Ceará - UFC e Pós-graduanda em Gestão Pública pela Universidade Católica Dom Bosco - UCDB. Pesquisadora incansável dos temas educação financeira e finanças pessoais. Principais hobbies: assistir documentários, ler, organizar eventos e viajar.