Finanças Pessoais

Saiba como elaborar seu orçamento corretamente em 4 passos

Círculo de dinheiro dividido em partes simbolizando o tema elaborar seu orçamento
Victor Leitão
Escrito por Victor Leitão

Aprenda a elaborar seu orçamento corretamente em 4 passos

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A maioria das pessoas acredita que só poderia resolver os problemas financeiros se conseguisse muito dinheiro. Há até os que apostam na esperança de ser ganhador de um prêmio de loteria para conseguir equilibrar as finanças.

Se você faz parte desse grupo, saiba que o equilíbrio financeiro não depende da quantia de dinheiro que você possui (e muito menos da sorte), mas sim de administrar o seu dinheiro com sabedoria.

Você já procurou, por exemplo, analisar quais são seus rendimentos e todas as suas despesas? Se a resposta para esta simples pergunta for negativa, você tem que começar o quanto antes a manter o controle de suas finanças.

A tarefa requer certa dose de disciplina e esforço, mas as recompensas são bem mais garantidas do que uma loteria. Você conseguirá se livrar de dívidas indesejadas, poderá realizar os seus sonhos de consumo e até se preparar para ter uma aposentadoria tranquila. Então, mãos à obra e atenção às nossas orientações!

Aprenda a elaborar seu orçamento corretamente em 4 passos

 

1º – Calcule todos os seus rendimentos

Grande parte das pessoas quando vão elaborar seu orçamento, começam pelo lado errado, ou seja, pelas despesas, quando o ponto de partida deveria ser as receitas. Você deve gastar menos do que ganha, certo?

Sendo assim, pode-se dizer que são as receitas (quanto você ganha) que definem o seu poder de consumo. Logo, seus gastos deverão se adaptar a essa realidade.

E o que entra na lista de receitas? Inclua aqui o seu salário, rendimento com aluguel ou com aplicações financeiras e qualquer outra receita que você obtenha.

Observe melhor seu contracheque (holerite):

Você entende bem o recebimento do seu salário? O contracheque indica inicialmente o salário bruto. Assim, se a sua remuneração atual (salário bruto) é de R$ 5 mil, por exemplo, isso não significa que esse dinheiro estará efetivamente na sua conta bancária todo mês.

É necessário analisar os descontos (que podem ser adiantamentos, contribuição sindical, convênio médico, imposto de renda, INSS, alimentação, previdência privada e transporte). Lembre-se: o valor que lhe interessa, no orçamento, é o salário líquido, ou seja, o salário após todos os descontos.

Faça um teste. Responda às questões abaixo e você conseguirá saber o quanto conhece da sua própria receita!

– Qual é o seu salário bruto (antes da incidência dos descontos)?

– Quais os descontos que aparecem no seu contracheque (holerite)?

– Que período de pagamento o seu contracheque cobre?

– Qual o valor atual do seu salário líquido?

– Quanto você estima receber (em salários) anualmente?

Observação: só considere como receita o que você recebe efetivamente, uma estimativa de bonificação ou a possibilidade de receber comissão por um serviço não deve ser considerada. Afinal, ela pode não vir e contar com o dinheiro antes da hora pode ser um problema!

De modo semelhante, limites do seu cartão de crédito e do cheque especial não entram na definição da sua receita mensal. Não esqueça: o crédito deve ser utilizado de forma consciente.

2º – Analise detalhadamente seus gastos

Aqui é o momento de listar todas as suas despesas. Primeiramente, você deve relacionar as despesas fixas, ou seja, aquelas que não costumam variar. Nessa categoria se enquadram aluguéis, salários de empregados domésticos, prestação do carro etc.

Também é importante refletir muito bem sobre os gastos semi-variáveis (alimentação, conta de luz, água, telefone etc.) e despesas variáveis (roupas, calçados, presentes, viagens, cinema, tarifa bancária etc.).

Procure analisar muito bem os gastos “invisíveis”, ou seja, as pequenas despesas do dia a dia que levam o seu dinheiro sem que você perceba: o cafezinho antes do trabalho, o lanche da escola do seu filho, as revistas que você compra e pouco lê são alguns exemplos.

Para começar, faça uma experiência: aproveite este mês para juntar todos os recibos que receber e, caso identifique algum outro item que merece atenção, inclua-o no seu orçamento.

3º – Confrontar os valores orçados e reais

Depois de ter criado seu orçamento, é necessário guardar os dados de sua renda e despesas reais. Essas informações o ajudam a entender quaisquer diferenças entre o valor que você estimou (Orçamento) e o que você recebeu/gastou realmente no mês ou período.

Pode-se dizer que essa é a hora da verdade! Ao comparar o quanto você recebe com aquilo que gasta, você saberá qual a sua real situação financeira e o que poderá fazer para melhorá-la.

4º – Acompanhar o orçamento, cortar gastos e definir metas

Caso esteja gastando menos ou próximo ao que ganha, vale a pena refletir sobre a qualidade destes gastos.

Se o seu orçamento está equilibrado, mas você ainda não consegue poupar, procure cortar gastos, de forma a guardar e investir ao menos 10% daquilo que recebe. Tenha como meta montar uma reserva de emergência equivalente a pelo menos seis meses de suas despesas comuns.

No caso de você estar gastando mais do que recebe, não há alternativa, a não ser cortar gastos. Converse com sua a família, todos devem estar envolvidos nesse esforço. Mesmo que seja o responsável financeiro pela família, você não é o único a gastar, de forma que todos devem estar envolvidos neste objetivo.

Se você se encontra em uma ótima situação financeira, devido a já possuir alguma noção de educação financeira e conseguir poupar parte de seu dinheiro, o próximo passo é buscar investir, para melhorar ainda mais sua renda.

No quadro abaixo, colocamos um modelo de orçamento, o qual você deve adaptar às suas necessidades. Vale ressaltar que utilizar um Gerenciador Financeiro como o Mobills pode ajudar bastante nessa tarefa de elaborar seu orçamento, no controle de seus gastos diários e na definição de suas metas financeiras.

  Receita Orçamento Receita / Despesa Real  Diferença
Emprego 1 R$ R$ R$
Emprego 2 R$ R$ R$
Receita de aluguel R$ R$ R$
Rendimento de aplicação financeira R$ R$ R$
Outros R$ R$ R$
Renda mensal total R$ R$ R$
Despesas fixas R$ R$ R$
Habitação (aluguel, prestação do imóvel, condomínio etc.) R$ R$ R$
Prestação do carro R$ R$ R$
Seguro do carro R$ R$ R$
Empregados (diarista, faxineira, cozinheira) R$ R$ R$
Outros R$ R$ R$
Despesas variáveis R$ R$ R$
Alimentação – restaurantes R$ R$ R$
Serviços (água, luz, Internet, gás, telefone) R$ R$ R$
Roupas e calçados R$ R$ R$
Viagens R$ R$ R$
Lazer (cinema. shows etc.) R$ R$ R$
Transporte (metrô/ônibus/táxi) R$ R$ R$
Gasolina R$ R$ R$
Estacionamento R$ R$ R$
Reparos e manutenção carro R$ R$ R$
Saúde (médicos e remédios) R$ R$ R$
Presentes e doações R$ R$ R$
Manutenção e decoração/utensílios moradia R$ R$ R$
Cuidados pessoais – esporte, cabeleireiro, perfumaria R$ R$ R$
Educação (escolas e cursos – por um período longo torna-se despesa fixa) R$ R$ R$
Despesas mensais totais R$ R$ R$

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Sobre o autor

Victor Leitão

Victor Leitão

Victor Leitão, coordenador de marketing e especialista em finanças pessoais do Mobills, além de ser o editor-chefe do Portal Mobills. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Ceará - UFC e técnico em informática pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - IFCE. Pesquisador incansável dos temas educação financeira e finanças pessoais. Principais hobbies: assistir filmes/séries, jogar futebol/Dota 2 e viajar.

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