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Tudo sobre como elaborar a declaração do Imposto de Renda 2018

Foto de leão simbolizando como elaborar a declaração do Imposto de Renda 2018
Victor Leitão
Escrito por Victor Leitão

Tudo sobre como elaborar a declaração do Imposto de Renda 2018

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Ainda não preparou sua declaração do Imposto de Renda 2018? Esse artigo foi feito especialmente para você!

Lembrando que falta menos de 1 mês para o prazo final de entrega da declaração.

Para quem vai pagar o imposto pela primeira vez e não entende muito bem por que deve realizar o pagamento, vai uma breve explicação.

Imposto de Renda (IR) é o valor anual descontado do rendimento do trabalhador ou da empresa e entregue ao governo federal.

Aqui no Brasil, o órgão responsável por todas as questões relativas ao IR é a Receita Federal.

Agora, veja todos os detalhes sobre como elaborar a declaração do Imposto de Renda 2018 e não perca mais tempo.

Afinal, não é nada bom ficar em débito com a Receita Federal, não é mesmo? Leia o artigo e confira nossas dicas.

Como elaborar a declaração do Imposto de Renda 2018

 

Prazo

O prazo para os contribuintes declararem o IR 2018 teve início no dia 1 de março e termina em 30 de abril.

Se você quer evitar problemas, jamais pense na possibilidade de não cumprir esse prazo!

Quem deverá declarar

  • O contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 no ano passado (salário, aposentadoria ou aluguéis, por exemplo);
  • Os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil em 2017 (como indenização trabalhista ou rendimento de poupança);
  • Os cidadãos que possuíam, em 31 de dezembro, posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00 são obrigados a enviar a declaração, assim como os que passaram à condição de residente no Brasil em qualquer mês do ano passado e estavam nesta condição na data.
  • Quem obteve, em qualquer mês de 2017, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.
  • No caso de imóveis, está obrigado quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho que obteve na venda do bem e utilizou o dinheiro para comprar outro imóvel residencial no País, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda.
  • Além dos casos anteriores, também devem prestar contas aqueles que obtiveram, em atividade rural (agricultura, por exemplo), receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 ou que pretendam compensar prejuízos de 2017 ou de anos-calendário posteriores.

Lembrando que basta você estar em uma dessas das situações acima para precisar declarar o IR.

Lista dos documentos necessários

Rendas

  • Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretoras de valores;
  • Informes de rendimentos de salários, pró labore, pensão, aposentadoria, distribuição de lucros etc;
  • Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas;
  • Informações e documentos de outras rendas percebidas no exercício, tais como rendimento de heranças recebida no ano, doações, pensão alimentícia, dentre outras;
  • DARFs de carnê-leão;

Renda variável

  • Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto;
  • DARFs de renda variável;

Bens e direitos/dívidas e ônus

  • Documentos comprobatórios de compra e venda de bens e direitos;
  • Informações e documentos de dívidas e ônus pagas e/ou contraídas no período;

Informações gerais

  • Dados da conta bancária para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja;
  • Nome, CPF, grau de parentesco dos dependentes e data de nascimento;
  • Endereço atualizado;
  • Cópia da última Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física – DIRPF (completa) entregue;
  • Atividade profissional exercida atualmente;

Pagamentos e doações efetuadas

  • Recibos de Pagamentos ou Informe de Rendimento de plano ou seguro saúde (com CNPJ da empresa emissora e a indicação do paciente);
  • Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora ou CPF do profissional, com indicação do paciente);
  • Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora com a indicação do aluno);
  • Comprovante de pagamento de Previdência Social e previdência privada (com CNPJ da empresa emissora);
  • Recibo de doações efetuadas;
  • Guia de Previdência Social – GPS (ano todo) e cópia da carteira profissional de empregado doméstico;
  • Comprovantes oficiais de pagamento a candidato político ou partido politico.

Observação: Quando se tratar de declaração conjunta com dependentes (esposa, filhos, etc.) também é necessário a apresentação da relação acima referente a eles.

Baixando o programa gerador da declaração

Você deve fazer o download do programa gerador da declaração no site da Receita Federal. Caso utilize o Windows, você pode baixá-lo aqui. Para Linux, o programa deve ser baixado aqui.

Neste ano, não é mais necessário baixar o programa Receitanet separadamente, pois ele foi incorporado ao programa gerador do Imposto de Renda desde 2017.

Se tiver alguma dúvida sobre o programa, acesse o site da Receita Federal.

Quer restituição mais rápida? Envie sua declaração o quanto antes!

Os contribuintes que enviarem a declaração com antecedência, sem omissões, erros ou inconsistências, também recebem as restituições do Imposto de Renda mais cedo – caso tenham direito a ela.

Vale ressaltar que portadores de doença grave, idosos e deficientes físicos ou mentais têm prioridade. O pagamento dos valores pelo Governo costuma ter início em junho de cada ano e seguem até dezembro, normalmente em 7 lotes.

Multa

Outro detalhe bem importante é que se o contribuinte não declarar ou entregar a declaração depois do prazo (caso seja obrigado) poderá ter de pagar multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido, ainda que integralmente pago, ou uma multa mínima de R$ 165,74 e o valor máximo é de 20% do imposto sobre a renda devido.

Erros mais comuns

Também decidimos listar os erros mais frequentes na elaboração da DIRPF, para que você não os cometa! Veja quais são:

  • Lançar valores de rendimentos tributados exclusivamente na fonte na ficha de rendimentos tributados;
  • Não preencher a ficha de ganhos de capital no caso de alienações de bens e direitos;
  • Não relacionar nas fichas de rendimentos tributáveis, não tributáveis e exclusivos na fonte valores referentes a dependentes de sua declaração;
  • Não relacionar nas fichas de bens e direitos, dívidas e ônus, ganho de capital e renda variável valores referentes a dependentes de sua declaração;
  • Não relacionar valores de aluguéis recebidos de pessoa física na ficha de recebimento de pessoa física.

Novidades da DIRPF 2018

A declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física 2018 apresenta algumas novidades, dentre as quais destacam-se:

  • Necessidade de CPF de dependentes maiores de 8 anos: A Receita Federal alterou novamente a exigência de CPF para dependentes na declaração do IR. A informação do número do documento passa a ser obrigatória para dependentes maiores de 8 anos.
  • O programa Meu Imposto de Renda substituirá o m-IRPF: Ele vai permitir o preenchimento de declarações do IRPF 2018, originais e retificadoras. O aplicativo estará disponível nas lojas para apps de smartphone/tablet e no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) para computadores.

Outras dicas

  • Resgate a declaração do ano anterior. O programa da Receita Federal permite importar os dados do documento preenchido no ano passado. O arquivo da declaração anterior, bem como o recibo de entrega, devem ficar salvos no computador para facilitar o processo.
  • Para aqueles que não têm muita prática, a recomendação é preencher pelo modelo completo, que permite lançar gastos dedutíveis. No entanto, se o contribuinte não tem muitas despesas que podem ser abatidas deve optar pelo modelo simplificado, com desconto único de 20% sobre os rendimentos tributáveis.
  • Verifique se você tem todos os comprovantes de despesas (esta providência é essencial para quem preenche a declaração completa). Gastos com educação e saúde, desde que dedutíveis, podem necessitar de comprovação à Receita. Por esse motivo, é necessário guardar todos os comprovantes e informar os valores corretamente.
  • Exija os informes das fontes pagadoras. As instituições financeiras e empresas são obrigadas a fornecer os informes de rendimentos aos contribuintes até o fim de fevereiro. Já os informes de rendimentos bancários podem ser emitidos pelo internet banking, caso não sejam enviados pelo correio.
  • Verifique mudanças nas fontes pagadoras e receitas extras. Se você mudou de emprego no ano passado, recebeu algum prêmio ou pagamento não convencional, é importante resgatar os documentos que comprovem a renda recebida, recisões, etc.
  • Por fim, mas não menos importante, levante as informações de compra ou venda de bens. A venda de um imóvel com lucro exige, por exemplo, que o contribuinte informe o valor pelo qual ele foi adquirido (sem correção) e qual o ganho obtido com a transação.

Conclusão

Buscamos inserir neste texto as informações que consideramos mais importantes sobre o assunto. É bastante complicado esgotar cada ponto, porque são muitos detalhes.

No entanto, se você tiver alguma dúvida mais específica que não conseguimos esclarecer, basta acessar o site do IRPF 2018 através deste link, lá você encontrará ainda mais informações.

Acreditamos que com essas dicas e utilizando o Mobills ficará bem mais fácil declarar o seu Imposto de Renda 2018, sem nenhuma dor de cabeça!

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