Entenda quando o cartão de crédito pode se tornar uma verdadeira armadilha
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Quando o cartão de crédito é uma verdadeira armadilha

Podemos dizer que o cartão de crédito é um excelente recurso para quem sabe usar nas compras do dia a dia, em parcelamentos devidamente planejados e no aproveitamento dos benefícios que alguns deles proporcionam aos usuários, através de descontos em pagamentos antecipados ou acúmulo de pontos que poderão ser utilizados em compras futuras.

Por outro lado, pode se tornar uma verdadeira armadilha para quem não sabe controlar os impulsos de compra ou não tem como hábito o planejamento financeiro.

Muitas vezes, por não pagarem a fatura no vencimento e na sua totalidade, algumas pessoas acabam acumulando rapidamente uma dívida monstruosa.

Sem falar que a parte não paga no vencimento é alimentada pelas altas taxas de juros cobradas pelas administradoras de cartões de crédito, as quais, no Brasil, passam de 12% ao mês.

Nesse caso, com essas taxas proibitivas, não se precisa de muito tempo para a dívida se tornar impagável.

O cartão de crédito pode ser uma verdeira armadilha até mesmo para aqueles que usam com consciência. Por isso, no artigo de hoje explicaremos como fugir dessa armadilha.

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Quando o cartão de crédito pode ser uma verdadeira armadilha

 

Síndrome da fatura de cartão de crédito

mulher assustada segurando um cartão de crédito e na outra mão várias faturas
As pessoas tendem a se iludir facilmente com cartões de crédito. Não seja mais um! Tenha consciência.

Os cartões de crédito promovem, em algumas pessoas, a sensação irreal de abundância, visto que, devido a sua praticidade, estão sempre disponíveis quando o apelo pela compra se torna irresistível.

Por um momento se esquecem de que a conta chegará no futuro, sendo na maioria das vezes uma infeliz surpresa.

Existem casos de pessoas, que quando chega a fatura do cartão de crédito, entram numa ansiedade torturante – na expectativa de saber o tamanho da conta.

Ou seja, foram comprando sem o mínimo de planejamento e controle e agora morrem de medo de abrir o envelope da fatura.

Podemos chamar isso de “síndrome da fatura de cartão de crédito”.

Em alguns casos de total falta de controle sobre o impulso de compra, a solução é, literalmente, quebrar o cartão e começar a pagar à vista.

Essa é a primeira recomendação que damos para os casos de compulsão.

É necessário criar um novo padrão em que seja desconstruída a fantasia de abundância que a posse de um cartão traz. Caso contrário, a pessoa acometida desse mal vai ser tornar cronicamente endividada e infeliz.

Os cartões de crédito existem e são interessantes para as pessoas que têm controle sobre a vida financeira. Para quem não tem, podem se tornar um verdadeiro desastre.

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Várias bandeiras e vários vencimentos

vários cartões de crédito de bandeiras diferentes
Não tenha mais cartões de crédito do que o necessário. Lembre-se que a conta sempre chega!

É muito comum sermos surpreendidos com ofertas de aquisição de novos cartões de crédito. As administradoras querem vender mais e não estão preocupadas se o comprador é organizado financeiramente ou não.

Os ganhos com anuidades, comissão de venda, juros e taxas cobrados por atrasos são excelentes fontes de receita para essas empresas.

Os consumidores precisam estar atentos a essas ofertas para não encherem a carteira com várias bandeiras de cartões de crédito pagando uma fortuna de anuidade.

Lembrando que não existe jantar de graça. As administradoras às vezes oferecem o primeiro ano de graça e no ano seguinte começam a cobrar um valor exorbitante de anuidade.

Existem pessoas que têm o hábito de ter vários cartões de crédito para aumentarem os limites de gastos e distribuir os pagamentos em vários vencimentos.

Essa estratégia pode ser um grande erro, posto que as demandas por compras devem estar adequadas ao nível de receita de uma pessoa ou família.

Em outras palavras, não se pode gastar mais do que se ganha. Esse comportamento levará qualquer ser humano à pobreza crônica.

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Ainda existem os casos em que a pessoa já endividada usa a multiplicidade de cartões para rolar as dívidas, pagando uma conta ao mesmo tempo em que contrai uma nova dívida.

Essa situação é o que podemos chamar de “poço sem fundo”. Quanto mais o tempo passa, mais endividada a pessoa fica.

Portanto, deve-se tomar muito cuidado com a quantidade de bandeiras de cartões e também com a sedução das administradoras, ávidas em vender novos cartões.

O ideal, para quem tem equilíbrio financeiro, é ter no máximo dois cartões de bandeiras diferentes, para dessa forma organizar as compras em dois vencimentos e ter mais opções de bandeiras.

Para as pessoas que não têm equilíbrio financeiro, mas querem mudar a sua situação, a saída é evitar o uso desse meio de pagamento e tentar organizar as suas compras de forma à vista com planejamento prévio.

Talvez seja interessante procurar um profissional da área de finanças pessoais para traçar estratégias para sair do endividamento e começar uma vida nova.

Sempre existe saída para quem deseja realmente mudar e sair de uma condição de vítima para beneficiário do uso de cartão de crédito.

Cartão de crédito não é complemento de renda

pessoa cortando com uma tesoura um cartão de crédito
Não se iluda! Mesmo não pagando a conta na hora, ela vai chegar e você terá que pagar!

É muito comum encontrar pessoas que consideram, além de seus salários, o limite que possuem no cartão de crédito. Ou seja: recebem R$ 2000,00 e contam com mais R$ 1000,00 de limite de cartão de crédito.

Logo, supõem que têm R$ 3.000,00 para gastar. Essa visão equivocada leva qualquer pessoa à bancarrota.

A compra através de cartão de crédito nada mais é que a aquisição de um bem para pagamento futuro, ou a antecipação de uma compra que poderia ser feita no futuro, à vista.

Portanto, trata-se da criação de uma dívida que, obrigatoriamente, deverá ser honrada no futuro em uma data pré-estabelecida.

Pode parecer lógico o que estamos dizendo, mas, por incrível que pareça, muitas pessoas não têm esse raciocínio.

Dizem para si mesmas e para os outros: “compro agora e me viro para pagar mais para frente”. Essa é uma receita para construir uma vida de pobreza.

Vejam que o problema não está no uso de cartão de crédito, mas no usuário vítima das suas motivações inconscientes.

A regra é bem simples: não devo gastar mais que a minha capacidade de pagamento. Se a receita é de R$ 2000,00, será possível consumir todo esse valor através do cartão de crédito.

Contudo, deve-se estar consciente de que o salário está totalmente comprometido para pagamento da fatura no vencimento.

Essa forma de condução da vida financeira coloca a pessoa, como se costuma dizer, sempre com a dívida na frente.

Em outras palavras, o salário que recebe está sempre comprometido com uma dívida de algo que foi consumido no passado.

Se a pessoa não tem uma reserva para emergência, passa a circular numa zona perigosa de endividamento.

Sempre que alguém nos solicita ajuda para quebrar esse ciclo de endividamento, sugerimos que, em algum momento, adote-se a postura de somente pagar à vista.

Um bom momento para fazer essa virada é no final do ano com o recebimento do décimo terceiro.

A sugestão é pegar o valor dessa receita extra, antecipar os pagamentos e começar o ano do zero, e, partir daí, adotar o procedimento de pagar somente à vista.

Muitas pessoas que adotaram esse procedimento testemunham que desde então o dinheiro começou a sobrar para fazer poupança.

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Conclusão

Por fim, sugerimos 3 ações importantes.

A primeira é tomar consciência de que é necessário mudar o jeito de lidar com o dinheiro; a segunda é não se deixar levar pela compra por impulso; e a terceira é mudar o modo de pagamento a crédito para à vista.

Dessa forma, as finanças entram nos eixos e, certamente, sobrará algum dinheiro para realização de sonhos.

Não se deve jamais usar cartões de crédito? Não necessariamente.

Depois que as finanças estiverem organizadas e o hábito estiver efetivado, pode-se sim usar a estratégia da compra com cartão de crédito de forma consciente e com responsabilidade.

Como já deixamos claro aqui neste texto, não é o pagamento com cartão de crédito que está errado, mas a forma indisciplinada com que o usuário opera.

Quando usado de forma estratégica, pode ser uma excelente opção com muitas oportunidades de ganhos e benefícios. Tudo depende do nível de inteligência financeira.

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