Carlos Terceiro: Fundador do Mobills
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Carlos Terceiro: Fundador do Mobills

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Que tal conhecer melhor a equipe do Mobills? Toda semana faremos um perfil de um dos nossos colaboradores (MBs) que vão contar sobre como é trabalhar no Mobills, o que mais gostam na startup e muito mais.

O nosso último entrevistado foi o Yago Sampaio, não esqueça de conferir a entrevista dele.

Na entrevista de hoje teremos Carlos Terceiro, fundador do Mobills, que junto com seu irmão, David Batista, conseguiu alcançar a sua maior realização pessoal.

Ele é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, e com apenas 26 anos está ajudando a construir um exemplo de startup.

Perfil dos MBs: Carlos Terceiro – Fundador do Mobills

 

Como surgiu a ideia de criar um aplicativo para controlar as finanças pessoais?

A ideia surgiu a partir de uma necessidade pessoal minha, quando eu comprei o meu primeiro smartphone em 2012 para 2013. Eu sempre gostei muito dessa área de finanças, de guardar dinheiro, de administrar, controlar minhas finanças através de planilhas e tudo mais.

Então, quando eu comprei o meu primeiro smartphone eu pensei: “seria legal se desse para fazer esse mesmo controle no celular. Sem precisar fazer esse trabalho chato de mexer em planilha.” Mas quando eu fui pesquisar, em 2012, existem pouquíssimos aplicativos, e nenhum daqueles me agradou.

Logo, eu uni esse meu desejo de poder ter um aplicativo de controle financeiro no celular com a minha capacidade técnica. Na época, eu estava aprendendo a programar e tudo mais, então resolvi fazer um aplicativo bem simples para controlar as finanças pessoais.

Inicialmente, era para uso próprio, mas depois foi crescendo. Eu comecei a divulgar para os meus familiares e amigos, e quando eu vi já estava começando a ter bastante gente, até chegar onde estamos hoje.

Qual foi o seu maior desafio, até agora, envolvendo o Mobills?

Eu acho que o maior desafio foi mesmo tomar a decisão de empreender. Sair da zona de conforto, porque quando a gente lançou o aplicativo, era mais como um hobby e não como um projeto.

Eu sempre quis empreender, ter a minha própria empresa. Muito por conta que eu sempre tive o desejo de poder fazer as coisas certas. No ambiente de trabalho, eu via muita coisa que eu não iria fazer quando tivesse a minha empresa.

Mas mesmo assim é uma decisão muito complicada, porque quando você tem seu emprego e está acostumado a receber aquele salário todo mês e tudo mais… E era um bom emprego que eu tinha na época, era uma boa oportunidade profissional. Eu trabalhava na área de análise de sistemas.

Foi quando a gente viu que o aplicativo tinha potencial de crescer muito mais para se tornar um projeto…

Então, eu acho que o maior desafio foi tomar a decisão de sair, de pedir demissão, e tocar o projeto, porque é muito incerto se vai funcionar ou não.

No começo, eu acabei tendo que usar bastante dinheiro das minhas economias para o negócio começar poder a caminhar com as próprias pernas. Portanto, tem um sacrifício financeiro também.

Além disso, tem a questão do medo, você tem que lidar com o medo. E até de tempo mesmo, porque, principalmente no começo do negócio, é tudo muito pequeno, você tem que fazer tudo, se dedicar horas e horas.

Nesse momento, trabalhar 8 horas era o mínimo na verdade. A gente trabalhava mais, 12 horas por dia, 14 horas por dia, então era bem puxado.

Por isso, esse foi o maior desafio no começo da empresa. A gente já teve vários desafios de lá para cá, mas o maior mesmo foi o de iniciar, de decidir empreender.

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Qual o diferencial do Mobills?

Acredito que a gente procura fazer um produto de extrema qualidade, nos mínimos detalhes… E outro diferencial muito bacana em relação a outras empresas é que buscamos sempre ouvir os nossos usuários.

Todo o aplicativo, ele é o que é hoje graças aos feedbacks dos usuários durante toda essa trajetória.

Como eu falei, no começo ele era um app mega ultra simples. E quando começamos a ter os primeiros usuários, todas as funcionalidades que a gente desenvolvia, todas as novas mudanças, até de design e tudo mais, era sempre baseado nos feedbacks que a gente recebia dos usuários.

Por isso, por pensar em primeiro lugar nos nossos clientes, no que realmente é bom para eles, a gente sempre pode desenvolver nosso produto focado nos comentários fossem eles positivos ou negativos, nos desejos e nas opiniões dos nossos usuários.

Aliado a isso, a gente sempre procurou desenvolver tudo com muita qualidade. Não é à toa que hoje somos o único aplicativo de finanças pessoais brasileiro que recebeu o selo Editor’s Choice do Google Play, porque sempre procuramos seguir todos os padrões de qualidade exigidos pela Google, nos mínimos detalhes.

Fora que hoje o nosso app também é, sem sombras de dúvidas, o que tem o maior número de funcionalidades, que consegue realmente ajudar o usuário a controlar do cartão de crédito até seus objetivos.

Então, você tem uma plataforma completa, onde realmente consegue gerenciar toda a sua vida financeira.

Quais conquistas ainda esperar alcançar?

Pergunta difícil, viu? Esperamos alcançar bastante coisa. Temos crescido muito, mas ainda temos muito a trilhar.

Desde metas internas da empresa, como conseguir um maior número de colaboradores e também um maior número de pessoas utilizando o aplicativo, até uma meta bem mais ousada (que é até nossa missão): proporcionar meios para que todos os brasileiros possam atingir a tranquilidade financeira.

Nosso maior sonho é que todos os brasileiros, que estão nessa fase de gerenciar seu próprio dinheiro, de serem responsáveis financeiros por si mesmos, conheçam e utilizem a nossa ferramenta.

Claro, a gente sabe que não é todo mundo que acaba se adaptando, mas que todos possam ter a oportunidade de conhecer o Mobills. Há muitas pessoas que não utilizam simplesmente por não conhecer.

Portanto, a principal conquista que esperamos alcançar nos próximos anos é tornar o Mobills uma marca conhecida nacionalmente, que mesmo quem não use, saiba que ele existe.

Como é sua relação com os outros membros do Mobills?

Eu acredito que seja boa, né? Na verdade, às vezes eu me pergunto se as pessoas gostam de mim mesmo ou é porque eu sou o sócio. É meio complicado esse dilema porque você não sabe se realmente gostam de você.

Mas eu tento me dar bem com todo mundo. Claro, eu cobro também as pessoas para atingir as metas, mas a gente sempre procura trazer para a empresa pessoas focadas.

Nosso processo seletivo é muito rígido, não só na capacidade técnica, mas principalmente se a pessoa está alinhada à cultura da empresa.

Então, eu sinto que o ambiente da empresa é leve, onde as pessoas realmente estão colaborando umas com as outras.

Não tem muito aquilo que você vê comumente no mercado de trabalho, que é aquela disputa, aquela competitividade, até um querendo passar por cima dos outros.

Dessa forma, como eu já falei, o que me ajudou muito na hora de montar a empresa foi ter trabalhado no mercado de trabalho e ter tido experiência em outras organizações.

E o que eu mais aprendi nessas outras empresas que eu trabalhei foi o que eu não deveria fazer quando eu tivesse a minha própria empresa.

Eu sempre observava “isso aqui não é legal”, porque quando você está na pele do funcionário, ter passado pela experiência de trabalhar para alguém, ter tido uma carreira, ajuda você a entender como você pode motivar e ajudar as pessoas a atingir o seu máximo potencial.

Tanto que é um conselho que eu dou sempre para as pessoas: empreender é algo maravilhoso, eu nasci para empreender.

Só que eu defendo que é interessante antes de você empreender, ter uma experiência no mercado de trabalho para você justamente aprender as coisas boas e também aprender o que você não deve fazer quando tiver o seu próprio negócio.

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Como é trabalhar com o seu irmão?

Na verdade, meu irmão é meu sócio, um dos fundadores do Mobills e começou o projeto junto comigo em 2014… Esse não é o nosso primeiro negócio juntos, acho que desde quando a gente era criança, todos os negócios que a gente teve foram juntos. A gente vendia pipa, bila, chocolate na escola, cartas de jogos.

O Mobills é a nossa primeira empresa formal. Antes dele, a gente iniciou um negócio de desenvolvimento de site, algo mais informal.

Pelo fato da gente sempre ter essa experiência de dividir tudo, de trabalhar junto, às vezes quando a gente queria comprar alguma coisa, a gente dividia, então sempre tivemos muita essa questão da união.

E um dos pontos muito importantes quando você decide com quem vai abrir uma empresa é a questão da confiabilidade e da competência. E o meu irmão eu sempre soube que é mega competente, sempre foi muito mais inteligente do que eu (em termos de notas, na escola).

Por esse motivo, eu não tinha dúvidas que a gente ia conseguir fazer dá certo a nossa sociedade e a empresa.

Todo empreendimento tem aquele risco, mas que bom que a gente está trilhando esse caminho já há 4 anos (vai completar 4 anos agora em maio de 2018).

Logo, trabalhar com o David é algo bem tranquilo, a gente sempre teve uma relação muito forte de amizade, como também de trabalho, de negócios.

O que você diria a um cliente do Mobills?

Dê um voto de confiança para a gente. Apesar de sermos uma empresa nova e de pessoas jovens, todos os colaboradores do Mobills acordam todos os dias para vir ao trabalho para pensar em como podem melhorar o nosso produto para os nossos clientes, o que podemos oferecer a mais de valor para eles.

Sendo assim, dá um voto de confiança. Mas por que que é importante esse voto? O fato de você utilizar o produto, ser um assinante, mesmo que não tenha tudo que você deseja ainda, é fundamental para que possamos evoluir cada vez mais e chegar em um ponto em que vamos atender todas as necessidades de cada um dos clientes.

É essencial dar esse voto de confiança para uma empresa brasileira de tecnologia que está realmente querendo crescer e conseguir oferecer para os nossos clientes o máximo de valor possível.

Tem uma frase que diz “errar tem a mesma importância de acertar, pois um é consequência do outro.” Você concorda?

Concordo em partes. Na verdade, o mais importante é você aprender com os erros. O que não pode acontecer, principalmente quando você está empreendendo, é errar sempre a mesma coisa, você ser cabeça-dura, como falam por aí.

Se você quer ir por um caminho, isso é positivo. Por exemplo: se você tomou uma decisão e quer seguir determinado rumo, é positivo porque você está decidido naquele momento, mesmo ele estando certo ou errado.

Se você errar, vai aprender para depois acertar. Mas se você errar por continuar insistindo no mesmo erro, sem parar, uma hora realmente vai dá tudo errado, pode levar seu negócio ou sua empresa à falência por falta de bom-senso e análise crítica.

Contudo, se você está sempre disposto a tomar decisões arriscadas e quando errar rapidamente reconhecer e corrigir seu rumo para procurar acertar, então eu concordo sim com essa frase.

Muitas vezes a gente vai errar, mas uma hora a gente acerta. E das muitas vezes que a gente acerta é consequência do que aprendemos com os nossos erros.

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O que você queria ser quando era criança?

Eu queria ser empreendedor. Talvez não empreendedor porque não sabia essa palavra, né? Eu queria ser empresário, queria ter um negócio próprio.

E hoje é uma satisfação. A maior satisfação que eu tenho como empreendedor é justamente ver cada vez mais pessoas unidas em uma causa bacana, em uma causa justa, que é ajudar as pessoas a atingir a tranquilidade financeira.

Acabou que foi unindo todos os elementos, todas as coisas foram acontecendo, como meu gosto pela área de finanças. Desde cedo, sempre tomei decisões financeiras muito inteligentes e eu sei o quanto isso é importante para que a pessoa possa ter tranquilidade.

Mas caso você já tenha errado financeiramente, como a maioria das pessoas, a gente pode até pegar um pouco do que conversamos antes, você tem que aprender com os erros e passar a tomar as decisões corretas, porque quando você toma decisões financeiramente corretas, você acaba atingindo a tranquilidade, e isso não tem preço.

Então, assim, eu sempre sonhei em ter uma vida tranquila financeiramente, me empenhar para isso. E também sempre foi o meu sonho poder ter um negócio.

Não sabia qual negócio, mas acabou se encaixando com os meus estudos, eu acabei estudando na área de tecnologia, de desenvolvimento. Logo, tudo contribuiu para chegar onde estamos hoje.

O que você diria para o Carlos de 10 anos atrás?

10 anos atrás… Estou ficando velho, né? Mas deixa eu ver aqui… Eu tenho que lembrar quantos anos tinha há 10 anos…

Bem, eu tinha 16 anos. Foi justamente nessa época que comecei a estudar a parte de tecnologia e tudo mais. Eu estudava no IFCE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, antigo CEFET-CE).

Mas o que eu diria para ele? Diria “aproveite, você acaba ficando velho muito rápido, o tempo passa rápido demais.” Diria para aproveitar cada momento. Acredito que eu fiz muito isso, mas acho que é um conselho básico para todas as pessoas.

Falaria para aproveitar a época que eu tive a oportunidade de estudar, as minhas primeiras experiências profissionais, que foi mais ou menos nessa época (quando eu tinha 16 ou 17 anos, comecei a trabalhar).

Então, aproveitar realmente cada momento para ter o máximo de aprendizado e poder sempre utilizar desse aprendizado para tomar decisões corretas na vida.

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Quais dicas você daria para quem quer começar a empreender?

Eu acho que a principal dica é você procurar o que gosta de verdade. Nunca o principal motivo de empreender deve ser o retorno financeiro. Parece clichê, mas como todo mundo diz, o retorno financeiro acaba sendo consequência de um trabalho bem feito e com motivação.

Dessa maneira, o conselho que eu daria seria justamente esse: você procurar o que gosta de verdade e também que resolva um problema real, porque não adianta você empreender para resolver um problema somente de uma pessoa ou um problema pessoal seu.

Tem que ser realmente um problema que muitas pessoas tenham, e aí as pessoas vão enxergar valor no seu negócio, no seu empreendimento e vão lhe pagar. 

Por isso, não adianta também você empreender em algo que não existe mercado, mas que não existem pessoas interessadas naquele produto.

Logo, acredito que esses são os principais conselhos: procurar algo que você realmente goste porque você precisa gostar, principalmente nos momentos difíceis. Você precisa amar aquilo que faz!

E empreender em algo que realmente resolva os problemas das pessoas, resolva algum problema específico da população, algo que elas consigam enxergar valor naquele negócio e se interessem em pagar por aquilo.

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