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Busca por emprego aumenta com sinais de melhora da economia

Cecília Mesquita
Escrito por Cecília Mesquita

‘Ideal é que recuperação se desse com empregos formais, com carteira, na indústria, mas não é isso que está acontecendo’, diz economista.

*Conteúdo publicado originalmente por Jornal Nacional

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Os sinais de recuperação da economia ainda são discretos. Mas suficientes para estimular mais pessoas a procurar emprego.

Há 15 anos, Seu Jonas vende guias com nome das agências que fazem recrutamento. “O pessoal compra e vai procurar emprego. Quando tem 20 vagas, aparecem mil candidatos”, diz Jonas Luiz dos Santos, criador do guia.

A Karen estava voltando de uma entrevista de emprego, com sorriso no rosto e muito currículo na mão. “Não só eu como várias pessoas estão na luta, e sei como não é fácil”, afirma Karen Araújo Silva.

A Rua Barão de Itapetininga, no Centro de São Paulo, é conhecida por concentrar uma grande quantidade de agências de emprego. As vagas aparecem também nos cartazes espalhados pela rua. Por isso, muita gente vai até lá com a esperança de encontrar trabalho. Mas a concorrência é grande.

Tem que gastar muita sola de sapato para conseguir uma vaga. Andar, correr. O Matheus voou. Faz quatro meses que ele mudou com a esposa de Salvador para São Paulo: uma viagem de quase 1.500 quilômetros. “Eu acabei vindo para cá para poder ver se consigo uma melhora de vida. Em relação a lá, aqui é muito melhor emprego”, conta o operador de caixa Matheus Araújo Pedroso da Silva.

Maycon mora no Parque das Flores, em São Mateus, Zona Leste de São Paulo. Para entregar os currículos no centro da capital, ele percorre 25 quilômetros. Pega dois ônibus e um metrô, um trajeto de duas horas. Fora o gasto com transporte, dinheiro suado para quem está há um ano e meio desempregado. “Eu sou casado, tenho um filho, moro de aluguel. Moro com minha mãe também”, diz Maicon Jonas Fernandes dos Santos, de 20 anos.

“O mercado de trabalho vai continuar se recuperando, mas muito lentamente. É uma recuperação precária. O ideal fosse que essa recuperação estivesse se dando com empregos formais, com carteira, na indústria. Mas não é isso que está acontecendo. Basicamente é uma recuperação toda guiada pelo emprego informal sem carteira”, afirma Naércio Menezes, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper.

Paula e Sharon não perderam a esperança de ter a carteira assinada. As duas disputam uma vaga de recepcionista. “Sou a supridora da minha casa. Eu tenho certeza, até acabar as contas aí, aparece uma vaga”, afirma confiante Sharon dos Santos. “Estou bem confiante. Estou achando que tudo vai dar certo e estou com boas energias, acreditando que vai aparecer”, diz Paula Gomes Costa.

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