Tudo começou quando o Whatsapp anunciou uma nova função de pagamentos pelo aplicativo. Novidade foi barrada pelo Banco Central, o que trouxe luz ao PIX, plataforma de pagamento da instituição financeira ainda não lançada.

Entenda a polêmica envolvendo Banco Central, Whatsapp e PIX

No último dia 15, os usuários do Whatsapp se depararam com uma novidade.

A rede social anunciou nova função de pagamentos, em que enviar dinheiro para amigos seria tão fácil quanto enviar um documento.

No entanto, a nova função se tornou alvo de polêmica quando, no dia 23 de junho, o Banco Central barrou o serviço, alegando “preservar um adequado ambiente competitivo”.

Para isso, a instituição financeira alterou a circular 3.682, de 2013, adicionando seu poder de veto a novas ofertas de pagamentos no País.

Mas, o que de fato motivou o bloqueio?

A polêmica trouxe espaço ao PIX, plataforma de pagamentos do Banco Central ainda não lançada.

Entenda a situação envolvendo Banco Central, Whatsapp e PIX.

Como funcionaria a função de pagamentos do Whatsapp, bloqueada pelo Banco Central

Em parceria com Banco do Brasil, Nubank e Sicredi, o Whatsapp anunciou nova função de pagamentos pelo aplicativo no último dia 15.

O serviço possibilitaria pagamento de compras online e transferência para amigos e familiares por meio de apenas alguns cliques com ajuda da Cielo, que realizaria os processamentos.

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Os usuários precisariam apenas cadastrar cartão de crédito ou débito no aplicativo e, então, poderiam transferir até R$ 1.000 por vez e receber até 20 transações por dia com um limite de R$ 5.000 por mês. 

Por que o Banco Central barrou o serviço?

Parte do mercado acredita que o Banco Central cedeu à pressão dos grandes bancos privados, que não queriam perder concorrência.

Há também quem acredite que a mudança repentina tenha se dado devido ao PIX, plataforma de pagamentos do próprio Banco Central que ainda não foi lançada.

Conforme o jornal Valor Econômico, a instituição financeira estaria disposta agora a antecipar o pré-lançamento da plataforma para setembro. 

O que é o PIX?

Anunciado pelo Banco Central no dia 19 de fevereiro, o PIX é uma ferramenta de pagamentos instantâneos.

Com o PIX, o objetivo é que transações bancárias como pagamentos e transferências sejam realizadas em poucos segundos, sem ser necessário esperar para que o dinheiro “caia”.

O PIX surge, portanto, como uma alternativa a formatos como TED ou DOC, cartões, boletos e, principalmente, ao dinheiro em espécie.

A previsão do Banco Central é que a plataforma comece a funcionar dia 3 de novembro.

Todos os bancos e fintechs com mais de 500 mil contas ativas deverão se adequar, até esta data, para oferecer e receber o serviço para ter o sistema funcionando completamente até o dia 16 de novembro.

Se quiser entender tudo sobre o PIX, não deixe de ler o artigo: PIX: entenda melhor como funcionará o novo sistema de pagamento instantâneo do Banco Central.

No que dará a polêmica entre Banco Central, PIX e Whatsapp?

No mesmo dia do bloqueio, o Whatsapp se posicionou falando sobre o assunto.

Em nota, o aplicativo afirmou que seguirá trabalhando com seus parceiros como Cielo, Mastercard, Visa e Nubank para restaurar o serviço, mas que vai se integrar ao sistema do Banco Central.

“O WhatsApp afirmou seu apoio a um modelo pró-competitivo e aberto para pagamentos e também seu compromisso em fornecer pagamentos via PIX tão logo o sistema esteja disponível”, informou nota.

Os próximos desdobramentos da polêmica ainda são imprevisíveis, mas dá para prever o potencial do Whatsapp em virar um gigante no mundo financeiro.

O aplicativo tem, em todo o país, mais de 120 milhões de usuários, de todas as classes sociais.

Será uma forte competição para os bancos tradicionais quando PIX for lançado. 

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Postado em: Notícias


Escrito por Heloísa Vasconcelos

Jornalista formada pela Universidade Federal do Ceará. Tem experiência na cobertura de economia e cidades e aprende todo dia um pouco mais sobre mercado financeiro. Leitora ávida, apaixonada por literatura.


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