6 aplicações financeiras para proteger seu dinheiro da inflação
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Aplicações financeiras para proteger seu dinheiro da inflação

Ao longo dos últimos meses, o índice oficial de inflação do país (IPCA) só aumentou. Sendo assim, como se proteger para que o dinheiro poupado não perca tanto o valor? Quando se pensa em acumular dinheiro, principalmente no longo prazo, é fundamental que as aplicações financeiras escolhidas tenham um rendimento capaz de repor a inflação, no mínimo.

No cenário ideal, a rentabilidade deve superar a inflação, a fim de que o investidor veja seu patrimônio crescer de fato. Isso é particularmente importante quando se fala de investimentos para alcançar a independência financeira, para a aposentadoria e outros objetivos de longo prazo.

Entretanto, quando a inflação está muito alta, torna-se mais difícil superá-la. A poupança, que tem rentabilidade máxima de 0,5% ao mês mais TR (Taxa Referencial), frequentemente perde da inflação ou, no máximo, empata com a alta generalizada dos preços. Portanto, é essencial manter parte dos investimentos em aplicações que protejam o dinheiro contra a inflação, mantendo, pelo menos, seu poder de compra.

Para o especialista Janser Rojo, da QI Financeiro Consultoria, “é preciso notar que se proteger da inflação é algo subjetivo, uma vez que cada pessoa tem a sua própria elevação de preços. Mas há investimentos atrelados a índices nacionais de inflação, como o IGP-M e o IPCA. Nesses casos, o investidor se protege da inflação média nacional”.

No Brasil, há uma série de investimentos que protegem o dinheiro da inflação, seja diretamente, tendo sua rentabilidade atrelada a índices inflacionários, seja indiretamente. Conheça 6 aplicações financeiras que protegem seu dinheiro contra a alta dos preços.

Aplicações financeiras para proteger seu dinheiro da inflação

1. NTN-Bs

As NTN-Bs, são títulos públicos emitidos pelo governo federal e negociados no Tesouro Direto, plataforma online de negociação de títulos públicos.

Elas pagam uma taxa de juros pré-fixada, definida no ato do investimento, mais a variação da inflação pelo IPCA.

Os prazos são variados, havendo títulos bem longos, que só vencem após 2030. Contudo, esses títulos têm alta liquidez, podendo ser vendidos de volta para o Tesouro todas as quartas-feiras.

Para investir em títulos públicos via Tesouro Direto basta abrir conta numa corretora de valores, seja ela independente ou pertencente a um banco. Há uma taxa de custódia obrigatória de 0,3% ao ano, mas a corretora pode ou não cobrar uma taxa de administração extra.

As NTN-Bs são os papéis mais acessíveis para proteger o dinheiro da inflação diretamente. O investimento inicial mínimo é de 10% do valor de um título, desde que respeitado o mínimo de 30 reais.

Além disso, o investimento no Tesouro Direto conta com a garantia do governo federal, sendo a aplicação mais segura que existe no Brasil, em termos de risco de calote. Ao investir em um título público, o investidor está emprestando dinheiro para o governo.

No entanto, as NTN-Bs também têm riscos. Para quem vende o título antes do vencimento, pode haver perdas, uma vez que os preços desses títulos oscilam de acordo com as perspectivas para os juros e a inflação.

A estratégia mais indicada para o pequeno investidor é ficar com o título até o vencimento, eliminando o risco de perdas por conta de volatilidade, uma vez que o investidor recebe exatamente a rentabilidade contratada.

2. LCIs, LCAs e CDBs

Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) são títulos de renda fixa de baixo risco, emitidos por bancos.

Pode-se investir neles diretamente, por meio dos bancos, ou através de entidades que distribuem produtos de diferentes instituições financeiras, como as corretoras.

As LCIs, LCAs e os CDBs que protegem o seu investimento da inflação são aqueles que têm remuneração atrelada ao IGP-M ou ao IPCA. Eles costumam pagar uma rentabilidade fixa, além da correção pela inflação.

O valor inicial a ser investido, a liquidez (facilidade de converter o ativo em dinheiro) e o prazo variam muito de acordo com o banco emissor. É importante verificar se é possível resgatar o dinheiro antes do término do prazo e qual a remuneração nesses casos.

LCIs, LCAs e CDBs contam com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), o que lhes confere baixo risco. Em caso de quebra do banco emissor, cada investidor tem o direito de ter seu investimento ressarcido pelo FGC em até 250 mil reais por instituição financeira.

Esses títulos bancários são títulos de dívida, ou seja, o investidor que aplica neles está emprestando dinheiro para a instituição financeira emissora. Ao contrário dos CDBs, as LCIs e LCAs são isentas de imposto de renda, mas o funcionamento dos três tipos de papel é bastante semelhante.

3. Aluguel de imóveis

Alugar imóveis comerciais e residenciais é uma forma popular no Brasil de se conseguir rentabilidade atrelada à inflação, uma vez que os aluguéis costumam ser corrigidos anualmente pelo IGP-M.

Se o aluguel estiver atrativo – superior à remuneração das NTN-Bs, na comparação com o preço de compra do imóvel, por exemplo – pode ser uma boa forma de proteção contra a alta dos preços.

Porém, ao contrário da crença popular, imóveis não são isentos de risco. Há uma grande concentração de capital ao se comprar um imóvel.

Além disso, é um investimento que dá trabalho e tem uma série de custos que podem reduzir bastante sua vantagem.

É preciso se preocupar com os problemas que o imóvel pode apresentar, com a administração, eventuais reformas, queda na demanda e até problemas que a região possa apresentar, desvalorizando o imóvel ou reduzindo a procura por locação.

4. Fundos de inflação

Os fundos de inflação são fundos de investimento em renda fixa que aplicam em papéis cuja remuneração é atrelada à inflação.

Esses papéis em geral são títulos públicos emitidos pelo governo federal, que pagam um juro pré-definido mais a variação da inflação por um indexador oficial.

Esses fundos usam como referência para seu desempenho o IPCA ou, mais comumente, o IMA-B, índice que replica o rendimento de uma carteira composta de NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional, série B) de vários prazos.

“Para aqueles que não entendem muito de investimentos, há um gestor para escolher os papéis”, expplica Janser Rojo. Ele alerta, porém, que o ideal é investir nesses fundos com perspectiva de médio ou longo prazo, uma vez que o valor das cotas pode oscilar bastante, apresentando resultados negativos.

Como a maioria dos fundos de investimento, fundos de inflação sofrem cobrança de taxa de administração sobre o montante investido e de imposto de renda sobre os rendimentos.

5. Fundos imobiliários

Fundos imobiliários são fundos de investimento que investem em um ou mais imóveis comerciais. Uma das principais vantagens desses fundos é o fato de pagarem os aluguéis de modo regular, gerando renda para o investidor. Ademais, essa renda é isenta de imposto de renda para a pessoa física.

Diversificação. Essa é outra vantagem. Em vez de empregar uma grande quantia financeira para comprar um único imóvel para locação, é possível empregar bem menos dinheiro – alguns poucos milhares de reais, por exemplo – para comprar uma carteira diversificada com vários imóveis escolhidos por gestores especializados.

Os fundos imobiliários permitem à pessoa física acesso a imóveis normalmente acessíveis apenas a grandes investidores, como shopping centers.

Grande parte desses fundos tem suas cotas negociadas em bolsa de valores, assim como ações, e não permitem resgate. Para se desfazer de suas cotas, o investidor deve vendê-las na bolsa a alguém que queira comprá-las. Por isso, é preciso ter uma conta em corretora para investir nesses fundos.

Aplicar em fundos imobiliários também tem alguns riscos, como desvalorização dos imóveis em carteira, das cotas na bolsa e até de liquidez, caso seja difícil encontrar um comprador para as cotas no mercado.

Antes de investir, é necessário conhecer bem os ativos da carteira do fundo, ler o prospecto (síntese do projeto), conhecer os custos e saber se o retorno com aluguéis compensa (comparado ao preço das cotas na bolsa).

6. Debêntures incentivadas

Debêntures são títulos de renda fixa emitidos por empresas. A emissão de debêntures é uma forma de as empresas conseguirem empréstimos diretamente com investidores, ao invés de buscar novos sócios ou recorrer aos bancos.

Esses papéis não contam com proteção do FGC, sendo, assim, mais arriscados que outros títulos de renda fixa privada, como LCIs, LCAs e CDBs. Como são emitidos por empresas privadas, também são mais arriscados que os títulos públicos.

O investidor pessoa física pode investir em debêntures por meio de corretoras e distribuidoras de valores que as distribuam, por exemplo.

As chamadas debêntures incentivadas são um caso particular, pois financiam empresas de infraestrutura e são isentas de imposto de renda para a pessoa física. Em geral, sua remuneração é atrelada a índices de inflação, como IPCA ou IGP-M.

Como o risco das debêntures pode ser bastante elevado, o investidor deve se cercar de cuidados. “É preciso entender no que se está investindo, conhecer a empresa que emitiu a debênture”, orienta Janser Rojo.

Além disso, debêntures tendem a ter valores de aporte (investimento) elevados e liquidez baixa – em geral, é preciso ficar com elas até o vencimento. Por isso, elas costumam ser mais indicadas para aquelas pessoas que tem mais dinheiro para aplicar.

Janser Rojo orienta “fundos imobiliários e debêntures incentivadas têm maior risco do que as NTN-Bs e os títulos de renda fixa bancária. Por isso, são indicados para investidores mais qualificados”.

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