Saiba em que pontos a alta do dólar afeta as suas finanças

dólar apresentou um aumento significativo nos últimos meses, e ao que tudo indica irá manter-se em um patamar alto a curto e médio prazo. Na última pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central, as cerca de 100 consultorias questionadas indicaram um dólar em torno dos R$ 2,90 até o fim do ano. Essa projeção pode ser revista para cima nos próximos dias. A alta do dólar já vinha acontecendo mais fortemente desde o período das eleições de 2014.

De acordo com o professor Simão Silber, da USP, se o dólar permanece num ritmo de alta constante, vários produtos consumidos diariamente pelos brasileiros tendem a ficar mais caros. Essa elevação dos preços tem impacto notável no orçamento familiar, além de prejudicar bastante o controle financeiro, visto que as despesas com alimentação, principalmente, aumentaram bastante nos últimos tempos.

Em que pontos a alta do dólar afeta as suas finanças

Para o jornalista e comentarista econômico Carlos Alberto Sardenberg, “A alta do dólar tem, na economia em geral, dois efeitos principais, um positivo e um negativo. O fator positivo é que facilita as exportações, já que o produto brasileiro fica mais barato em dólar e aumenta a possibilidade de venda no exterior. O negativo é a inflação, porque com o dólar em alta, tudo o que é importado ou tem componente importado fica mais caro, então os preços tendem a subir”.

O fator positivo, apesar de ser interessante para os produtores, não é tão relevante para os consumidores. Diferentemente do fator negativo, o qual afeta diretamente as finanças pessoais dos brasileiros, diminuindo bastante o poder de compra.

Outros dois meios clássicos de contaminação inflacionária, a partir da alta do dólar, são energia e combustíveis, os quais são em partes importados pelo Brasil e pagos com dólares. Para piorar a situação, os dois foram reajustados para cima nos últimos meses, devido a outros fatores, e se seus preços sobem, todos os custos da cadeia produtiva vão atrás, o que gera um aumento de preço, ainda maior, dos produtos em geral.

Além disso, a alta da moeda americana vai afetar o preço das passagens aéreas e diversos outros custos que estão estrangulando o orçamento familiar dos brasileiros. As faturas de cartão de crédito de compras no exterior, sobre as quais incide o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), disparam com a alta do dólar. As empresas também terão suas dívidas de US$ 210 bilhões elevadas, porque elas precisarão de mais reais para pagar juros e isso acaba sendo repassado aos consumidores.

Diante deste cenário, o consumidor deverá fazer uma pesquisa maior na hora de comprar alimentos nos supermercados. Segundo o economista Claudio Felisoni de Angelo, presidente do PROVAR (Programa de Administração de Varejo), a alta de preços de produtos via dólar se alastra.

Ele elaborou uma relação com mais de 100 itens, a qual inclui desde bens consumidos no dia a dia pela maioria de nós até componentes químicos utilizados pela indústria. Abaixo, selecionamos os principais itens que você deverá analisar com maior cuidado ao realizar suas compras:

Itens afetados pela alta do dólar

  • Trigo (o preço do pão francês avançou 5,38% no período)
  • Frutas (de um modo geral, as frutas ficaram 7,21% mais caras)
  • Peixes (pescados ficaram 7,62% mais caros)
  • Batatas preparadas ou conservadas, não congeladas (elevação anual média de 30% – mas vale ressaltar o peso dos problemas climáticos neste item)
  • Leite em pó (o produto, light ou não, sofreu alta de 6,68%)
  • Ketchup e outros molhos de tomate
  • Azeites
  • Sucos não fermentados (sucos ficaram 6,32% mais caros)
  • Vinhos importados
  • Produtos de beleza (artigos para pele, alta de 4,65%; perfumes, 6,67%)
  • Xampus (elevação de 5,13%)
  • Desodorantes (alta significativa de 8,86%)
  • Pasta de dente e outros produtos de higiene bucal (a alta média dos artigos de higiene pessoal foi de 6,13%)
  • Lâminas, loção e espuma de barbear (ficaram 7,81% mais caros)
  • Algodão
  • Gomas de mascar sem açúcar (outro produto, embora não essencial, muito consumido)
  • Detergentes (10,35% de alta)

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